O lugar da Turquia não é na Europa!

Por MAJ

Os minaretes são as nossas baionetas.
As cúpulas as nossas couraças.
As mesquitas os nossos quartéis,
e os crentes os nossos soldados.

- Recep Erdogan, Primeiro-ministro turco (considerado um islâmico "moderado"!)

Por diversas razões a Turquia não pode, nem deve entrar na União Europeia.

Recorrendo à geopolítica e à etnopolítica é evidente que no grande espaço Europeu, comunidade de destino comum, coexistem diferentes e complementares culturas, todavia estas não são contraditórias e muito menos antagónicas. Neste projecto identitário, ainda que ao Sr. Barroso lhe custe soletrar e engolir o vocábulo, a Turquia é, e será um corpo estranho, inimigo...

Possuindo uma pequena parcela de território no continente Europeu, 23000Km2, os Turcos não podem, por esse motivo, invocar a justificação geográfica para sustentar uma ilusória adesão à União Europeia. Mesmo que eventualmente consideremos a Turquia como eurasiática, território charneira e de transição, esta é asiática nos seus costumes e valores culturais/religiosos.

Definimos inequivocamente a fronteira geográfica da Europa, na bacia do mar Negro e na região caucásica, nos países da Geórgia e Arménia. Assim sendo, os Uralo-Altaicos (Touranianos), miticamente eternos inimigos e rivais dos Arianos, ficam inevitavelmente de fora.

Abrir as portas à Turquia significaria ceder às pretensões irredentistas do pan-turquismo, imperialista, colonizador, expansionista. Imaginemos, pelo pior, que a Turquia concedia a cidadania Turca a todos os seus "familiares" étnicos: Turquemenistão, Kazaquistão, Azerbeijão, Uzbequistão, estaríamos perante o mais trágico dos cenários! A Europa estaria ameaçada no plano demográfico, económico, político e social.

Recorde-se a todos os Europeus que a Turquia possui e revela uma estratégia imposta, em primeiríssimo plano, pelos seus interesses imediatos e a longo prazo. Interesses esses que necessariamente não coincidem com as aspirações e bem-estar dos povos Europeus.

A Europa é um espaço comum do ponto de vista etnocultural.

Herdeira do riquíssimo mosaico de culturas Indo-Europeias: Germânica, Celta, Eslava, Greco-Latina, todas elas forjadas num idêntico tecido religioso-cultural, fruto do encontro do paganismo com o cristianismo já profundamente helenizado. A Europa soube, ao longo da sua história, conservar esta continuidade Identitária! Os sentidos profundos de liberdade e responsabilidade são inerentes à "Weltanschauung" do homem Europeu.

Será que vamos deixar esta preciosa Identidade perecer diante de tamanha irresponsabilidade de alguns burocratas, sem legitimidade popular, de Bruxelas?

Poder-se-á objectar que já albergamos povos com personalidades linguísticas diferenciadas do tronco maioritário Indo-Europeu: Euskaldun (Bascos), Magiares (Húngaros), Finlandeses (Suomi), Estónios e Malteses. Lembramos a esses eventuais contestatários que os povos atrás mencionados há muito que interiorizaram e incorporaram os valores culturais e religiosos identificadores da civilização Europeia.

Saliente-se outro argumento de peso, o demográfico: Actualmente a Turquia conta com cerca de 7o milhões de habitantes, e dentro de alguns anos esta cifra passará a ser de 100 milhões! Estimativa populacional que permitir-lhes-ia obter mais deputados no Parlamento Europeu dos que conta a Alemanha!

Por outra parte, o relacionamento histórico entre a Turquia e a Europa foi sempre pautado pelo confronto e pela desconfiança.

Os turcos, islâmicos e invasores, começaram por destruir a civilização Romano-Bizantina do oriente, em 1453, com a trágica conquista de Constantinopla, cidade intelectualmente importante para a Cristandade Oriental. Posteriormente, tentaram por terra e por mar conquistar e ocupar a Europa. Só a unidade de todos os povos Europeus perante a barbárie otomana permitiu a derrota dos invasores em Viena, e mais tarde no golfo coríntio de Lepanto, no ano de 1571, a 7 de Outubro, onde a armada Europeia comandada por D. Juan de Áustria dizimou a horda turcofona.

Ainda assim, o império otomano influenciou tragicamente os destinos de uma parte da Europa, em particular nos Balcãs, onde Gregos, Sérvios, Macedónios, Búlgaros, Arménios e, em certa medida, os próprios Albaneses conheceram e sentiram a pretensa "tolerância" e "brandura" dos turcos!

Para infelicidade dos povos acima citados, muito especialmente Gregos, Arménios e Curdos, a tragédia prosseguiu ate aos inícios de século XX, com chacinas, massacres e limpezas étnicas.

Não nos esqueçamos que no território hoje dominado pelos turcos, viveram e coexistiram uma pluralidade de povos desde a antiguidade ate ao século XX: Hititas, Celtas (Galatas), Medos, Persas, Arménios, Curdos, Helenos (Gregos).

A chegada agressiva das tribos turcofonas, aparentadas dos mongóis, destruiu e dizimou toda a herança civilizacional dos povos há muito estabelecidos na Ásia Menor! Facilmente se conclui que o passado histórico da Turquia não nos autoriza, nem nos assegura um ingénuo optimismo, suicidário, sobre o futuro... Os princípios fundadores da Turquia assentam na rapina, na conquista e na destruição!

O estado moderno turco, herdeiro de Kemal Ataturk, influenciado pela maçonaria, então muito popular nos círculos dos jovens militares, aperfeiçoou na modernidade, aquilo que sempre foi: xenófoba, expansionista e negadora de qualquer veleidade minoritária de índole linguística ou cultural.

Os Curdos e Arménios que o digam!

Numa operação de "cosmética" política, as actuais autoridades islâmicas reconheceram parcialmente alguns direitos à minoria Curda (20% da população), mas ate há pouco tempo estes, os Curdos, eram considerados como "turcos da montanha"! É óbvio que se está perante um mero transformismo político, condicionado e obrigado pelas circunstâncias políticas internacionais.

Entre 1914-1915, cerca de um milhão e meio de Arménios, Indo-Europeus e cristãos, pereceram às mãos dos turcos-otomanos. Por muitos considerado como um genocídio, as autoridades governamentais recusam discutir o assunto. Curioso que um dos grandes aliados da Turquia, por razões estratégicas relacionadas com o anti-arabismo, Israel, se mantenha silencioso sobre este genocídio. Afinal alguns mortos parecem valer mais do que outros...

A ilha mártir de Chipre foi invadida pela primeira vez pelos turcos em 1570, tendo os invasores eliminado cerca de 30000 Gregos, habitantes da ilha! Séculos depois, e a pretexto de defender a comunidade turca, os militares turcos invadem novamente a ilha, em 1974, provocando o êxodo de milhares de Gregos das suas casas. Logo a seguir, as forcas ocupantes iniciaram a colonização de uma parte da ilha com colonos chegados da Anatólia. E tudo isto sob o exemplar silêncio cúmplice dos Estados Unidos e Reino Unido, tão expeditos noutras circunstâncias, em defender os "direitos humanos". São os mesmos, afinal, que hoje militam activamente pela rápida entrada da Turquia na União Europeia, impedindo que esta se transforme num projecto político ambicioso, coerente e complementar à influência dos Estados Unidos.

O que tão só se pretende é transformar a União Europeia num espaço livre de trocas comerciais e financeiras, continuando a Europa subordinada aos interesses estratégicos, de cariz imperial, dos Estados Unidos. A Turquia é uma obediente servidora desses mesmos interesses! Uma lição a extrair por todos aqueles que, inocentemente, ou não, ainda alinham pelo canto da sereia de um cego atlantismo, inimigo da Europa.

O islamismo vai de mãos dadas com a identidade política e cultural do estado turco. Aquele, o islamismo, não é uma simples religião com os seus dogmas teológicos. É muito mais um movimento político-religioso, portador de uma ideologia totalitária que abrange e invade todos os espaços individuais e públicos das pessoas. Saliente-se, que desde o seu início, a partir das quentes areias do deserto arábico, o islamismo (Islão) se caracterizou pela expansão violenta, intolerante e militar. Ele é, intrinsecamente, um corpo ideológico dotado de uma proposta indiscutível, redentora, não importando os meios para atingir os fins. Os factos históricos assim o confirmam!

Apenas o desconhecimento e a ignorância podem justificar, mas não desculpam, a verborreia filoislâmica de alguns tontos úteis, colaboracionistas, que usufruindo das nossas (europeias) liberdades, incorrem no trágico erro de considerar o Islão como uma religião individual e "europeia"!

Não há Islão "europeu", nem Islão "asiático", nem "africano"! Uma eventual ou hipotética aculturação daquela religião, não pode contradizer o texto corânico: revelação verdadeira e única do verbo divino!

E sempre em Árabe devem ser proferidas as orações e pregações! O resto são cantigas que leva o vento...

O erróneo conceito de Islão moderado é uma contradição nos termos. O Islão, "per se", exclui e não admite qualquer atributo ou adjectivação. Historicamente, os que ousaram reformar ou modelar o Islão, acabaram na lista dos heréticos e sectários! Uma atenta leitura da história islâmica informa-nos da perseguição e morticínio dos corajosos e temerários reformadores do Islão. A visão legalista, literal, fundamentalista, integrista acabou sempre por prevalecer. A Charia é a referência absoluta, aquela que esmaga e anula qualquer ideia de autonomia individual!

A raiz do Islão mergulha numa visão reducionista, totalitária, universalista, de um grupo tribal da Arábia, que pretendeu impor os seus costumes e leis, codificados no Alcorão, a todos os povos da terra.

É este o Islão real, o que sobra são devaneios de alguns "intelectuais" e políticos que de religião e teologia não entendem um chavo.

Pois bem, é um crime autêntico contra os povos Europeus a inserção da Turquia no nosso meio geocultural e geopolítico. Um estado veiculador de uma ideologia religiosa agressora e anti-europeia.

Eis o que é a Turquia do Sr. Erdogan!

A mesma que nem sequer respeita, antes persegue, a minoria Alevi, movimento considerado "herético" pelos islâmicos integristas do Sr. Erdogan, e que comporta elementos pré-islâmicos e cristãos na sua teologia.

Acrescente-se que a diáspora turca, já instalada em alguns países europeus, representa desde já um perigo e ameaça à Identidade Europeia. A Turquia, através dos seus próprios canais, manipula e utiliza as mesmas para benefício da sua estratégia e para destilar o ódio e desprezo pelos nossos modelos culturais e "modus vivendi".

Se, por irresponsabilidade dos eurocratas de Bruxelas, apartados da "vox populi", a Turquia acedesse às portas da Europa isso só significaria a vitória dos que intendem subverter e destruir o projecto de uma Europa poderosa e autónoma.

O desafio que nos espera merece a necessária resposta. Turquia na Europa? Não, muito obrigado!

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