Marx: especulador da bolsa

«A plebe trabalhadora é uma ralé imunda, que só é útil na medida em que serve para testarmos as nossas doutrinas».
- Karl Marx (numa carta escrita a Engels)

Toneladas de livros e milhares de artigos sobre Karl Marx alimentam, incessantemente, a «cultura de esquerda». Sobre ele tudo se sabe, até aquilo que Marx nunca sonhou ter sido. Há, porém, algo sobre a sua personalidade que é cuidadosamente guardado do grande público, já que demonstra de modo insofismável, que o criador do materialismo histórico e do sistema comunista não se sentia proletário e tudo fazia para manter o «status» da classe burguesa a que pertencia, aliás como a própria mulher Jenny, que era descendente de uma família de origem nobre, os Von Westfalen.

Karl Marx era tão burguês que se dedicava até – horror dos horrores! - ao jogo na Bolsa.

Há testemunhos inegáveis de que os comunistas têm tentado tudo para que tal facto não venha a lume, não vá comprometer o mito do seu Santão barbudo. De facto, existem algumas cartas, do punho de Marx, que demonstram como, durante um certo período, tentou enriquecer especulando na Bolsa de Londres.

Uma das ditas cartas é datada de 25 de Junho de 1864 e dirigida ao seu tio, o rico judeu holandês, Lion Philips, em que escreve:

«Especulei com valores americanos, mas, principalmente, com acções inglesas, que este ano, brotam da terra como cogumelos. Ganhei quatrocentas libras e agora, como surgem novas possibilidades devido às complicações da situação política, vou continuar a jogar. Este tipo de operações, aliás muito simples, só exige um pouco de tempo livre.»

Uma outra carta, de 4 de Julho do mesmo ano, é endereçada a Engels: «Se nos últimos dez dias tivesse tido dinheiro, teria ganho muito na Bolsa. Agora é uma oportunidade única de obter bons lucros em Londres.»

Engels que estimava Marx, sob o ponto de vista teórico, mas que desconfiava das suas capacidades concretas, considerando-o, até, absolutamente incapaz no que respeita aos aspectos concretos da economia prática, aconselhou-o, severamente, a que não continuasse. Mas Marx – e o seu sangue judeu não deve ter sido indiferente –, excitado por aquele frenesim, não lhe deu ouvidos. Só que a sorte começou a voltar-lhe costas, e as 1400 libras que tinha recebido de herança, acabaram por desaparecer no jogo… capitalista.

É de admitir que odiando a sorte, que o traíra, Marx tenha querido vingar-se, declarando guerra à burguesia, e traindo, ao mesmo tempo, a classe a que ele e a mulher pertenciam. É, de facto, uma possibilidade. Só que se impõe perguntar até onde chegarão, com um mestre deste quilate, os «proletários», que não jogando na Bolsa e ignorando que Marx foi um dos tais «porcos especuladores», crêem seguir os exemplos e ensinamentos do «pai do socialismo»?!?!

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