Os mitos da imigração

Por Causa Nacional

“Os Portugueses também foram emigrantes”

E então? Em que é que isso nos vincula para o futuro? Será que os “filhos” têm de se responsabilizar pelos actos dos “pais”? E além do mais, esse suposto direito de reciprocidade só faria sentido em relação aos cidadãos dos países para onde os Portugueses emigraram. Só lá porque muitos portugueses emigraram para a França isso obriga-nos a receber imigrantes cabo-verdianos?!

É verdade que muitos portugueses emigraram para países como França, Alemanha ou Suiça, principalmente a partir dos anos 60, no entanto as características da emigração portuguesa nada têm a ver com a invasão imigratória em curso. Em primeiro lugar os Portugueses não levaram consigo Máfias, droga e prostituição. Convém também lembrar que o objectivo da maioria dos Portugueses era juntar algum dinheiro que lhes permitisse, um dia, regressar ao seu país e à sua terra. Ora, a actual imigração tem um carácter permanente, o que é consubstanciado pelo famigerado direito de reagrupamento familiar. Os imigrantes africanos, ou brasileiros que vêm para Portugal não fazem tenções de algum dia regressar aos seus países (aliás, porque é que alguém haveria de querer regressar àqueles pardieiros?).

Outro facto que os “politicamente correctos” gostam de esquecer é que a emigração portuguesa dos anos 60 se deu num período de forte crescimento económico (o fim da II Guerra Mundial e a subsequente reconstrução criaram vastas oportunidades de emprego), no entanto, as actuais vagas imigratórias ocorrem num período de recessão e em que o desemprego não pára de aumentar. Que sentido faz “importar” trabalhadores quando há portugueses desempregados? Mas a irracionalidade ainda é maior: há imigrantes em Portugal a receber do fundo de desemprego e do rendimento mínimo (o tal que o PP dizia que ia acabar, mas que acabou por só mudar de nome).

Por outro lado faz todo o sentido questionar até que ponto é que um Português imigrado em França seria um “desenquadrado”? É que portugueses e franceses (e quem diz franceses diz qualquer povo da Europa) partilham uma herança cultural comum. Brancos, católicos e trabalhadores – em que é que isto pode chocar com a cultura francesa? Nada. Já os imigrantes actuais (PALOP’s, Brasileiros, Indianos, etc.) representam um corpo estranho no tecido social português. Estes indivíduos trazem as suas religiões, culturas e tradições, que em muitos casos acabam por chocar com a cultura nativa (pense-se no caso da excisão feminina!).

“Nós exploramos as terras deles!”

Este é outro argumento muito utilizado no que diz respeito aos oriundos dos PALOP’s, e que é frequentemente usado em conjunto com a acusação de “racismo & xenofobia” (que como alguém notava aqui há dias andam sempre juntos, não se sabe muito bem porquê). Em relação a isso a resposta é “curta e grossa”: os Europeus em geral, e neste caso em concreto os Portugueses, fizeram o maior favor do mundo a África: levaram a povos que viviam na idade da pedra (e que em muitos casos continuam a viver) a civilização. As cidades que existem hoje em África são o resultado do trabalho de muitos Portugueses. Coisas tão básicas como a escrita, a matemática ou o calendário foram levados para África pelos brancos. Por isso não se venham queixar de exploração! Tinham tudo à mão de semear e foi preciso os brancos lá chegarem para alguém dar uso aos enormes recursos desse continente.

A propósito desta suposta divida histórica leiam também isto.

“Os imigrantes fazem os trabalhos que os portugueses não querem”

Ora bem, dizer isto é o mesmo que dizer que os Portugueses se acham bons de mais para sujar as mãos, seja na construção civil, nas limpezas, ou em qualquer outro trabalho “sujo”. Nós achamos que todos os trabalhos honrados são dignos e têm valor. É claro que isto numa sociedade materialista, que avalia a qualidade dos indivíduos pelo carro que conduzem ou pelo número de zeros na conta bancária, é difícil de entender. Em qualquer caso, nem sequer é isto que se passa. Os senhores que gostam de nos atirar à cara que os imigrantes fazem os trabalhos que os Portugueses não querem esquecem-se (muito convenientemente diga-se) que existem milhares de Portugueses no estrangeiro que fazem exactamente esses trabalhos. As comunidades portuguesas na Inglaterra, Alemanha, Suiça ou França dedicam-se a essas tarefas – limpeza, construção, trabalhos agrícolas, etc. Não se pode por isso falar num “snobismo” dos portugueses em relação a certos trabalhos. Outra coisa que é sempre esquecida nesta discussão é que Portugal, infelizmente, é um país de ignorantes; este é o país com mais altas taxas de abandono e insucesso escolar, analfabetismo, com os piores resultados em disciplinas fundamentais como matemática ou português. Será que estes indivíduos que nem sequer acabam o 12º ano (e em muitos casos só têm o 9º ano de escolaridade) se podem dar ao luxo de “seleccionar” o trabalho que querem? È claro que não. Vêem-se empurrados para o desemprego porque os trabalhos pior remunerados são ocupados por imigrantes que se sujeitam a qualquer coisa. Os Portugueses querem trabalhar, o que recusam (muito legitimamente!) é que patrões sem escrúpulos lhes imponham condições de trabalho sub-humanas. O Português trabalha nas obras se receber um salário justo, com um horário de trabalho justo, em condições dignas. Mas enquanto houver um imigrante disposto a trabalhar durante 10, 12 ou mais horas de trabalho, a troco de um salário miserável e em condições degradantes o Português ver-se-á forçado a recusar esses trabalhos. Mesmo que fossem respeitadas as leis laborais, e que fosse imposta, efectivamente, a igualdade no emprego, o simples excesso de mão-de-obra encarregar-se-ia de fazer os salários baixar.

“Os imigrantes criam riqueza para o país”

Esta é uma visão muito simplista do problema. A visão que nos tentam impingir é de que é necessário que a Segurança Social se equilibre a si própria, o que não se compreende. Porque motivo é que a Segurança Social tem de se auto-equilibrar se o mesmo não se passa nos outros ramos do governo (a polícia não se paga a si mesma, a defesa nacional não se paga a si mesma, a justiça não se paga a si mesma, a educação não se paga a si mesma…)? O superior motivo que explica isso escapa-nos.

A verdade é que grande parte dos imigrantes, ou se encontram em situação ilegal, e por isso não pagam impostos, ou, estando em situação legal trabalham em condições ilegais, não pagando por isso impostos. Mesmo os que se encontram com a sua situação totalmente regularizada não contribuem assim tanto para os cofres do Estado, já que os seus baixos salários são taxados nos escalões mais baixos. No entanto estes imigrantes representam grandes encargos para os cofres estatais, senão vejamos:

- muitos acabam no desemprego e por isso recebem subsidio de desemprego, ou, rendimento mínimo;

- o governo providencia cursos de português, e centros de “acolhimento” e “integração” o que representa mais custos;

- muitos acabam por receber casas praticamente de borla e com rendas ridículas quando os bairros de lata são demolidos; mais uma vez custos;

- as várias associações de imigrantes e “anti-racistas” recebem subsídios estatais – custos!

- a economia paralela que se gera escapa ao controlo das finanças;

- as máfias trazem todo o tipo de criminalidade, o que acaba por se traduzir em custos, quer na nossa qualidade de vida, quer nos custos com as forças policiais;

- os nossos já sobrecarregados hospitais sofrem ainda mais, já que muitas mulheres imigrantes acabam na prostituição, o que representa um perigo para a saúde pública e aumento dos infectados com o HIV/SIDA;

- programas escolares especiais para os filhos dos imigrantes, porque têm dificuldades de adaptação, e sobre carregamento das escolas;

- aumento da criminalidade.

Tudo isto representa custos para os cofres do Estado e para a nossa qualidade de vida. É por isto mais do que evidente, que por muito dinheiro que os imigrantes dessem a ganhar ao Estado os custos seriam superiores.

Não só não criam riqueza, como acabam por impedir a criação de riqueza, já que grande parte dos seus rendimentos são reencaminhados para as suas famílias que se encontram nos países de origem e a sua incorporação massiva no mercado de trabalho mantém os preços da mão-de-obra muito baixos, o que acaba por impedir o aumento dos salários e consequente aumento do poder de compra, assim o mercado de consumo interno é estrangulado, o que prejudica todas as empresas que não se dedicam à exportação (ou seja, pequenas e médias empresas de comércio).

“Os imigrantes são necessários devido à baixa natalidade”

A baixa natalidade é um facto em Portugal e na Europa. No entanto, num passado não muito distante, era comum ver em Portugal famílias muito numerosas. O que se passou então? Porque é que de repente ninguém tem filhos? É claro que não se pode apontar uma única causa, mas a principal, é sem dúvida, a campanha levada a cabo nas últimas décadas (adivinhem por quem: pelos esquerdistas!) contra a família (e isto passa pela promoção da homossexualidade, apoio e incentivo ao aborto, concepção materialista do mundo). As famílias numerosas são ridicularizadas e vistas como sinal de atraso cultural. Às nossas jovens é dito que devem, em primeiro lugar, procurar um emprego, ter uma carreira profissional que as “realize”, e só depois é que se devem preocupar com a maternidade. Os apoios à maternidade são inexistentes: não se criam condições para que os casais possam ter filhos, já que um filho representa um aumento nas despesas, e muitas vezes uma diminuição nos salários, já que um dos cônjuges tem de cuidar da criança; as creches e os colégios são caríssimos, por isso a opção acaba por ser ter só um filho.

Felizmente (que sorte a nossa!) existem os imigrantes! Com as suas altas taxas de natalidade vão-se encarregar de equilibrar o deficit populacional. Parece mesmo que se trata de uma campanha para que hajam cada vez mais crianças imigrantes, e cada vez menos crianças Portuguesas. Mas, mais uma vez os “politicamente correctos” esquecem-se (chiça! que estes tipos esquecem-se de tantas coisas!) de nos dizer que isso só acontece na primeira geração, como se verifica na França ou na Alemanha. As gerações seguintes “adoptam” o comportamento demográfico dominante na população nativa. E assim, continuamos com o mesmo problema: há então que importar mais imigrantes.

Seguir esta política é tapar o sol com a peneira. É não querer ver o real problema: a decadência demográfica. A importação massiva de imigrantes, e sua descendência, só podem contribuir para um processo de progressiva substituição e extinção da população nativa. Pode-se mesmo falar de genocídio: afinal de contas o que está aqui em causa é o desaparecimento de um povo – o Português – como entidade biológica e cultural diferenciada.

“Recusar a entrada de imigrantes é racismo e xenofobia”

Este é o último recurso dos grupos imigracionistas que pretendem impor-nos a sua política imigratória. Se alguém não fica suficientemente convencido com os argumentos anteriores (“os Portugueses também emigraram”, “nós exploramos as terras deles”, “os imigrantes fazem os trabalhos que os portugueses não querem”, “os imigrantes criam riqueza para o país”, “os imigrantes combatem a baixa natalidade”) deve calar-se e guardar a sua opinião para si próprio, já que falar mal da imigração, pode ser entendido como “discriminação” ou “racismo” e isso é “muito feio”. Isto é uma chantagem moral claramente imoral, que não podemos aceitar e que parte de uma premissa falsa, que consiste em fazer-nos sentir culpados por um problema de que não temos culpa nenhuma: a culpa é dos imigrantes ilegais que não respeitam a lei do nosso país, dos políticos “politicamente correctos”, coniventes e beneficiários da imigração, dos governos corruptos dos países de origem, que promovem a exclusão social da maioria em benefício de uma pequena minoria oligárquica, criando massas de miseráveis prontos a invadir a Europa (suposta terra de prosperidade), e do sistema capitalista mundial que prima pela riqueza das multinacionais em detrimento da riqueza das nações.

Denunciar esta política demente e tirana não é racismo nem xenofobia (mas porque é que estas duas palavras andam sempre juntas?!), mas sim um direito e dever soberano do povo Português.

Tenhamos presente que a imigração não é um fim em si mesmo, mas sim um meio para alcançar determinado fim. Não permitamos que nos enganem com o falso argumento de que os imigrantes “também são boas pessoas”. Não duvidamos disso, e é por isso que o nosso Estado deve apoiar o desenvolvimento destes países, travando a avalanche imigratória na sua fonte. Mas não consentiríamos nunca que alguém ocupasse a nossa casa, por muito boa pessoa que fosse, só porque estava a passar necessidade. O empenho que colocamos na defesa da nossa propriedade individual deve ser também colocado na defesa da nossa “casa” colectiva, que é Portugal. É de facto triste que o individualismo da sociedade de consumo só nos permita ver a nossa propriedade particular e nos torne insensíveis em relação à nossa propriedade colectiva que é Portugal…

Contra a visão totalitária das bondades da imigração, temos de fazer ouvir a nossa voz inconformista e proclamar o nosso direito à indignação!

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