Nacionalismo Racial: Direita ou Esquerda?

Por Ian McKinney

Dentro do actual espectro político de esquerda e direita onde é que encontramos a filosofia do Nacionalismo Racial? Para os direitistas, desde Rush Limbaugh até à Sociedade John Birch, o Nacionalismo Racial (NR) é socialista, esquerdista, colectivista, e um derivado do Marxismo. Para os marxistas e liberais, é fascista, extrema-direita, ou uma ferramenta dos interesses empresariais. Estará então alguma destas descrições correcta? A resposta é não.

Grande parte da confusão existe porque a maior parte das pessoas foi doutrinada com a ideia de que qualquer filosofia política ou movimento tem de invariavelmente caber numa de duas categorias: esquerda ou direita. E hoje estas categorias correspondem ao seguinte: a direita é conservadora e a esquerda é liberal (1). A razão pela qual o NR não se enquadra em nenhuma das categorias é porque tanto o conservadorismo como o liberalismo encaram o mundo essencialmente em termos económicos.

Para o pôr em termos simplistas, a premissa fundamental da direita é o capitalismo e a da esquerda o marxismo, enquanto que o NR tem as suas bases na biologia e trata a economia como um assunto secundário, embora importante.

A verdade é que o NR não tem qualquer filosofia económica pré-definida. A economia é analisada em relação ao bem-estar racial do povo. Resumindo, o NR rejeita tanto o modelo conservador de capitalismo não controlado como o controlo estatal massivo do marxismo.

Para ilustrar este ponto podemos ver o modo como os conservadores e os liberais encaram as questões ambientais. Para os conservadores a preservação do ambiente é vista sobretudo sob o ponto de vista do modo como as leis ambientais afectam os negócios. Para eles todas as leis ambientais deveriam ser eliminadas, já que elas aumentam, invariavelmente, os custos de produção. As fábricas, por exemplo, já não podem despejar detritos no rio mais próximo e lançar fumo tóxico para o ar. Os conservadores relacionam a poluição descontrolada do passado com crescimento económico. É claro que eles evitam pensar no facto de que esse crescimento económico teve um custo muito elevado tanto para o ambiente, como para o nosso povo. Em muitas áreas da América, os efeitos da poluição causada há décadas só agora começam a diminuir. Continuam a existir muitos ribeiros poluídos por minas que encerraram há uma geração e que consequentemente continuam a não permitir a existência de vida aquática. A geração actual é também sobrecarregada com o enorme custo de limpar milhares de lixeiras por todo o país. E é claro, temos os milhões de trabalhadores industriais e os seus filhos que sofreram os efeitos causados por ambientes de trabalho poluídos e perigosos.

E como é que a esquerda encara a questão ambiental? A sua resposta é a regulamentação estatal massiva, resultando em milhares de leis restritivas que, em grande medida, impedem o crescimento económico. Mas será que a sua preocupação é mesmo o bem-estar do povo? Parte da sua motivação é inspirada pelo ódio do marxismo à iniciativa privada e à riqueza, mas ao sobrecarregar as empresas com uma miríade de restrições eles acabam por prejudicar o povo ao dificultarem desnecessariamente a actividade económica do país, e criando assim maior dependência face ao governo. Além do mais a esquerda encara qualquer distribuição desigual de riqueza como injusta e por isso aprova leis e políticas para tirar dinheiro a um grupo, para o dar a outro.

Basicamente, isto enquadra-se na teoria económica marxista, igualdade económica e regulação estatal da economia. No entanto, outro factor que realça um elemento significativo do pensamento esquerdista é demonstrado pela sua facção mais radical dos “direitos dos animais”: a colocação do bem-estar humano abaixo do dos animais. Para os activistas radicais dos “direitos dos animais”, as pessoas são uma aberração da Natureza, um perigo para todas as formas de vida, e os inimigos da Terra. Nas suas mentes, o mundo seria um lugar melhor se todas as pessoas simplesmente desaparecessem.

Então, em que é que um governo NR seria diferente na questão ambiental? Uma grande parte do problema seria evitada pela própria filosofia NR, já que o homem seria visto como um membro intrínseco do mundo natural; uma manifestação da Natureza.

O NR encontra-se numa posição de oposição absoluta em relação aos conservadores que consideram o homem senhor do mundo e de toda a terra e animais, que são sujeitos à vontade arbitrária do indivíduo. O NR também rejeita a tese dos extremistas de esquerda de que o homem é o destruidor da Natureza e está separado do mundo natural.

As posições da esquerda e da direita baseiam-se, paradoxalmente, no credo anti-natural encontrado nas religiões semitas do Judaísmo e do Cristianismo que separam o homem do resto da natureza. O NR rejeita está posição estrangeira.

O NR reconhece a responsabilidade pessoal e o desejo das pessoas terem tanta independência económica quanto possível. Portanto, não tem qualquer desejo de destruir o sistema económico de livre iniciativa, e aceita que a desigual distribuição de riqueza é um facto da vida. No entanto, tal como já referimos, o NR coloca o bem-estar do povo acima da economia; a Economia é tratada apenas como um instrumento para o melhoramento da comunidade racial e não como um fim em si mesma. Assim, a poluição perigosa e a exploração dos trabalhadores seriam necessariamente restringidos, não pelo desejo de aumentar o controlo estatal, mas sim para a protecção do ambiente necessário a uma vida saudável. Também reconhecemos o perigo colocado pelos ultra-ricos e pelas multinacionais, capazes de manipularem as políticas governamentais com vista aos seus objectivos egoístas e em muitos casos destrutivos: NAFTA, GATT e a pressão a favor do fluxo livre de trabalho barato estrangeiro; todas elas minam os salários do comum trabalhador americano.

Outra questão que separa os conservadores e os liberais do NR é a imigração. Há décadas que se verificam níveis nunca vistos de imigração. Esta imigração é também muito diferente da do passado: quase todos os imigrantes são não-brancos. Mesmo com sondagem atrás de sondagem a demonstrar que a maioria dos Americanos quer a imigração reduzida drasticamente, ou até mesmo eliminada, o Governo Federal faz apenas tentativas ineficazes para controlar a imigração – independentemente de estarem republicanos ou democratas no poder. Nesta questão liberais e conservadores parecem concordar que a imigração massiva deve continuar: os liberais ambicionam um mundo de “justiça” e “igualdade”, sem fronteiras nacionais. Os conservadores, normalmente limitam-se a falar da imigração ilegal e apenas querem que todos os imigrantes, independentemente da raça, se tornem cidadãos. Mesmo no caso daqueles que se opõem à imigração vemos toda a questão reduzida a uma discussão económica: representam os imigrantes um ganho ou um fardo para a economia? Cada lado apresentando os seus estudos e estatísticas para apoiar as respectivas posições.

Como é que um governo NR encararia a imigração? Primeiro, e sem dúvida, a imigração seria fortemente restringida apenas àqueles da nossa raça. As fronteiras seriam escrupulosamente vigiadas e qualquer imigrante ilegal não-branco seria rapidamente repatriado para o seu país. Mesmo em relação a imigrantes brancos a cidadania só seria atribuída tendo em conta as nossas necessidades. Mais uma vez a consideração principal seria aquilo que é melhor para a nossa comunidade racial. Claro que a posição NR é anátema para a maioria dos conservadores e quase todos os liberais, já que eles não têm quaisquer considerações raciais, e apenas económicas. Isto não quer dizer que uma sociedade NR banisse os turistas ou diplomatas não-brancos, mas sim que os não-brancos nunca obteriam a cidadania, nunca participariam no nosso processo político, nunca teriam qualquer influência nos nossos media, no sistema educativo, ou na cultura.

Até agora analisamos apenas algumas áreas em que a direita e a esquerda estão em desacordo, mas em que no entanto utilizam o modelo económico como base das suas respectivas posições. Agora vamos olhar para algumas áreas em que a direita e a esquerda concordam uma com a outra estando no entanto em oposição ao NR. A primeira e mais importante é a sua concordância com os casamentos interraciais, a mistura racial e a integração. Neste caso a sua concordância não se baseia tanto na economia mas sim na falsa doutrina da igualdade racial. Isto é especialmente interessante se considerarmos que a igualdade racial é uma doutrina marxista, e que apenas há umas décadas atrás os conservadores estavam largamente unidos contra ela. Tudo isso mudou, não por causa de novos factos, mas devido à moda politicamente correcta.

Mas, mais uma vez, no que diz respeito ao conservadorismo, concluímos que a sua filosofia, de base económica, nunca teve um imperativo racial – apesar do que a esquerda alega. É certo que havia aquilo que podemos considerar defensores da nossa raça entre várias facções conservadoras do passado, mas era simplesmente impossível para os antigos conservadores defenderem o nosso povo contra o ataque liberal usando a sua ortodoxia económica.

Obviamente, um Estado NR não teria qualquer dificuldade neste ponto. Por exemplo, o casamento interracial seria crime. No mínimo, pessoas que se envolvessem nesta actividade anti-natural seriam deportadas ou presas. É claro que, hoje em dia, muitas pessoas considerariam isto como injusto e uma restrição da liberdade individual, mas devemo-nos lembrar de que o casamento interracial era um crime na América até há poucas décadas e muito poucos brancos consideravam isto como uma perda de liberdade. Era simplesmente aceite como sendo o paradigma moral natural.

Provavelmente perguntarão “o que é que o NR tem contra o casamento interracial?”. Esta questão é bastante reveladora da grande diferença existente entre o NR e as filosofias de base materialista do liberalismo e conservadorismo. Tal como já afirmamos, o NR baseia-se no reconhecimento das leis da Natureza.

Mesmo um estudo superficial do mundo Natural demonstra a força subjacente existente em toda a vida: especialização, competição e desenvolvimento. Desde o início dos tempos que a vida se divide em formas diferentes e mais complexas. Assistimos a um processo de diversificação por todo o lado, em plantas e animais; cada sub-espécie desenvolvendo capacidades especiais e adaptações que as diferenciam dos seus antepassados comuns. Desde o primeiro animal unicelular até ao ser humano, a vida tem seguido este processo. O casamento interracial representa uma involução, e uma inversão do plano universal da Natureza.

O NR considera que o desejo de conviver e casar com pessoas da mesma raça é natural e instintivo. Mesmo hoje, em que o casamento interracial é romanceado e encorajado nas escolas e nos media, e em que vários programas governamentais se destinam a promover a integração racial, verificamos que a esmagadora maioria, tanto de brancos como de negros, seleccionam parceiros da sua própria raça.

Mesmo assim, existe um pequeno número de casais interraciais, embora em crescimento. No entanto, se os programas de integração e o encorajamento ao casamento interracial fossem eliminados e substituídos pelo mesmo esforço no sentido da integridade racial, não seria de admirar que o casamento interracial diminuísse rapidamente.

O progresso só pode ocorrer numa sociedade em que as pessoas têm um sentido de comunidade, história, e solidariedade de grupo. Isto é algo que os brancos tinham na América, mais ou menos, até anos recentes. Tínhamos confiança em nós próprios, na nossa nação, na nossa herança cultural, e na nossa raça. Acreditávamos que éramos os melhores. Uma pessoa não-branca que esteja a ler isto dirá que não era assim, mas peço que tenha em mente que estas assumpções são baseadas nos nossos padrões. É o que acontece com qualquer escola, equipa desportiva, ou unidade militar, que se julgam os melhores e se esforçam por melhorar. Como consequência, a competição é encorajada e os padrões elevam-se constantemente. Claro que os seus competidores também se consideram superiores, mas, obviamente, nem todos podem ser os melhores.

No entanto, uma característica humana fundamental é a tendência para considerar o nosso próprio grupo melhor que os outros. Temos assim duas características humanas naturais: afinidade racial e a necessidade de considerar o nosso grupo superior aos outros. O NR aceita isto e tenta canalizar estas tendências para o melhoramento da sociedade. Tanto o conservadorismo como o liberalismo ignoram, ou pior, criam condições em que estas tendências causam conflito: multiracismo, multiculturalismo, e populações heterogéneas.

As filosofias económicas/materialistas dos conservadores e dos liberais trouxeram-nos os problemas que hoje enfrentámos. As condições sociais deterioram-se constantemente. Só substituindo as actuais atitudes por outras baseadas na moralidade normal e na Natureza podemos ter esperança no futuro.

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Nota:

1. A expressão liberal na América corresponde à social-democracia europeia. [NdT]

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