A nova raça lusitana

por PG, publicado no extinto blogue Alternativa Identitária

Neste artigo do Jornal de Notícias, podemos ler a história do atleta "português", que ganhou uma medalha nos Jogos Olímpicos. Qual é o problema? Simples, o atleta chama-se Francis Obikwelu e é de raiz não europeia, logo não portuguesa.

Continuando a notícia...

"Quer isso dizer que a glória desportiva nos desperta para o que é, afinal, a normalidade: para ser português não é preciso ser Silva nem usar bigode."

De facto não é preciso ter bigode para ser português, eu sou português e não tenho bigode.

Mas é preciso ter antepassados portugueses para ser português. É preciso partilhar a identidade etno-cultural europeia e portuguesa.

Não discutimos aqui se o Sr. Obikwelu é ou não mau atleta, isso já o provou.

Discutimos sim, a mentalidade corrente de "que quem nasce cá, é cidadão". Errado. Só é cidadão quem possui laços profundos com os antepassados do nosso continente.

E sim, quando vou a Portugal espero encontrar muitas pessoas com apelido Silva, e com bigode. Quando vou à Noruega espero encontrar noruegueses altos, louros de olhos azuis. Quando vou à Grécia espero encontrar gregos, de raiz, muitos deles morenos de cabelo escuro. Todos neste continente que é a Europa partilhamos uma coisa. A nossa identidade etno-cultural europeia.

Se calhar o Sr. que escreveu o artigo já não gostaria de ver brancos a governar África. Isso já seria neo-colonialismo. Mas para haver africanos naturalizados a representar Portugal nos Jogos Olímpicos, para serem deputados, médicos, professores etc., já pode ser. Está tudo bem.

Só aos europeus é que é negado o direito da manutenção da sua identidade etno-cultural. Aos outros... Tudo bem.

Qualquer dia a equipa de futebol da França passa a ser constituída apenas por esquimós. Mas isso não é estranho, é moderno.

Continuando...

"É uma situação estranha. Quando desportistas nascidos no estrangeiro vestem as cores de Portugal, surge sempre alguém que aponta a ausência da pura raça lusitana (algo que não existe, somos uma salutar miscigenação de povos). Quando as coisas são ao contrário, inverte-se a linha de pensamento: Maria Helena Vieira da Silva, naturalizada francesa, era a grande pintora de Portugal, Manuel Paiva, cidadão belga desde jovem, é o físico português que lidera experiências no espaço..."

Não é assim tão estranho. Raça lusitana é nos cavalos.

Somos de facto uma miscigenação de povos EUROPEUS, logo irmãos que partilham a mesma mãe.

Daí "quando as coisas são ao contrário" inverte-se a linha de pensamento, naturalmente. Os franceses e belgas são nossos irmãos. Europeus naturalizarem-se noutro país europeu é considerado migração. Continuam a reter, os seus usos e costumes portugueses, que não são diferentes dos usos e costumes do resto da Europa...

Agora no caso do Sr. Obikwelu, aposto que os seus antepassados são da savana Africana e não das florestas e montanhas da Europa, certo?

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