Algumas reflexões

Por Fernando Alba

A chegada e acolhimento eufórico e mediático de uma criança guineense de sexo feminino, ameaçada de excisão genital, prática corrente nas sociedades africanas, obriga-nos a algumas reflexões.

A primeira é que independentemente do respeito que possamos ter pelas referências e marcas culturais de cada povo, chegamos à conclusão de que afinal, em África, persistem práticas e costumes que descomplexadamente apelidamos de SELVAGENS. Dito assim, porque é orgulhosamente como Europeus, que observamos essas manifestações tão diferentes e contraditórias com a nossa matriz bio-cultural.

Segundo, não acreditamos que a melhor solução para os problemas africanos, e estes são imensos, passe pela transferência dos mesmos para a Europa, ainda que seja ao ritmo de conta-gotas ou em massa trepando cercas de arame farpado.

A Europa não pode, nem deve sentir-se compelida a pagar as taras, a incompetência e a irresponsabilidade dos habitantes de África. BASTA!

Terceiro, os africanos, de uma vez por todas, devem assumir as suas responsabilidades e aprender a reger o seu próprio destino. O que não podem é oportunistamente proclamar uma pretensa independência e simultaneamente cavalgar no etno-masoquismo colaboracionista e complexado de alguns Europeus.

Um fugaz périplo pelo continente negro dá-nos a ideia definitiva do desastre social, económico e político em que ele se encontra atolado. Sobre esta tenebrosa realidade sugere-se a edificante leitura do livro “Négrologie”, da autoria do insuspeito jornalista do “Libération”, Stephen Smith.

E porque recusamos o tom paternalista, muito próprio do saudosismo colonial, deixemo-los gerir e ingerir as suas incapacidades e fragilidades. Ao fim ao cabo até são maiores e vacinados.

Da nossa parte só exigimos que nos deixem em paz. Não tencionamos, nem desejamos ser colonizados por baixo. Os africanos mais os seus inerentes problemas devem permanecer no seu merecido lugar: em África. É lá que aqueles devem ser solucionados.

E porque é importante a preservação da nossa identidade etno-cultural, os Europeus dizem não à importação dos sarilhos africanos. Estes devem ser resolvidos na origem e por quem os provoca.

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