Registos de fim de ano!

Por Fernando Alba

Tal e qual cabeças de avestruz enterradas em passadas e actuais mitomanias, os afrófilos de todas as idades e feitios permanecem numa voluntária ignorância – a mais tonta de todas as ignorâncias – escrevinhando as mais desmesuradas baboseiras crivadas de uma plena irresponsabilidade. O pó do tempo perdido turva-lhes a memória, embacia-lhes a visão e corrói-lhes a lucidez!

Em tempo de fim de ano, a Zona J de Chelas, terreno negro de negro filme, foi tomada por jovens africanos (Correio da Manhã), que possuídos por um mórbido "saudosismo" das suas distantes e remotas terras, desataram a exercitar tiro ao alvo em agentes da PSP.

Resultado final: alguns membros daquela corporação ficaram feridos, incluindo um subcomissário que teve de receber assistência hospitalar…

Pela mesma hora "festiva", na suposta zona reconvertida da "Parque Expo", dois grupos de jovens africanos resolveram despoletar os festejos da entrada em 2005 esfaqueando-se mutuamente.

Prosseguindo a nossa viagem nocturna de final de ano, chegámos às portas das discotecas "Luanda" e "Alcântara" onde mais uma vez, outros jovens, sempre de origem africana, criaram desacatos por não poderem entrar nas mesmas.

De tudo isto irrompem algumas interrogações: será que ainda vivemos numa sociedade de matriz europeia? Ou caminhamos, a passo rápido para negras e turvas paisagens urbanas?

Para aqueles que obstinadamente recusam ler e interpretar esta bem visível realidade, não há espaço, nem legitimidade, para ousarem definir o que é ou deixa de ser Português.

A marca da nossa Identidade mora no mais vetusto arquétipo fundacional e no registo de nascimento da nacionalidade: O selo e cunho Europeu!

Ao repudiar-se esta evidência, nega-se a perenidade de Portugal. O dia chegará em que a contradição não se constrói entre Direita / Esquerda; Conservadores / Revolucionários; Reaccionários / Progressistas, mas antes entre o que somos na visibilidade mais imediata e o "OUTRO" que obscurece o nosso olhar!

Eis o cerne da questão… O resto é tapar a peneira com conversa fiada!

Comentários

Sem comentários

Adicionar Comentários

Este post não permite comentários