Religião e Nacionalismo

Por Rui

Com o advento e cada vez maior preponderância de várias correntes nacionalistas ligadas a diferentes crenças religiosas ou espirituais, a questão da influência que estas têm no movimento nacionalista é um assunto prioritário a discutir entre nós. E é prioritário pela simples razão que não se podem colocar certos excessos religiosos à frente da causa comum que defendemos.

A grande preponderância que os grupos nacionalistas de fé pagã estão a assumir por todo o mundo pode, se não houver bom-senso, levar a um grande desequilíbrio e a clivagens que não se querem no nosso seio. Tanto pelo lado dos pagãos (é comum o ataque ideológico indiscriminado com base na religião, esquecendo que temos muitos camaradas válidos que são cristãos), como pelo lado dos cristãos (que, defendendo doutrinas de “tolerância” muitas vezes falham no que toca ao combate ideológico e atacam também camaradas de fé não cristã).

Temos de esclarecer vários factos em relação a este assunto para que não existem quezílias desnecessárias entre gente que, basicamente, defende o mesmo.

O maior argumento dos pagãos contra os nacionalistas de fé cristã é o facto de estes seguirem uma fé que, na sua génese, não é de origem indo-europeia. Isto é realmente verdade. Mas o “pormenor” que se oblitera com este género de pensamento é que hoje em dia existem inúmeras correntes do cristianismo, todas elas diferentes do cristianismo original.

Entre estas correntes existem várias correntes que são de índole marcadamente Europeia, influenciadas por costumes ancestrais e tradições indeléveis dos povos Europeus. O rito em si, nestes casos, é impossível de ser classificado como algo proveniente do Médio Oriente, de tão modificado pelo decorrer dos séculos e da história. Claro que qualquer pagão consciente rebaterá este argumento dizendo que os valores subjacentes ao cristianismo por si só são próprios de uma sociedade nómada perdida no deserto durante 40 anos e não de um povo Europeu habituado a outras paisagens.

Isto também é verdade, mas a principal característica de se ser pagão em qualquer lado sempre foi a aceitação de outros Deuses (e com isto refiro-me a Panteões, rituais, etc.) que não os que um segue. A proclamação do Deus que se segue como o único é algo típico das religiões monoteístas (e vemos o que isso causou durante toda a História da Humanidade, e continua a causar), não das fés pagãs.

A fé pagã nunca foi algo hermético e dogmatizado e sempre esteve em contínua evolução (como continua a estar). Portanto a única forma de explicar o absolutismo dogmático de alguns pagãos que atacam tudo e todos os que não crêem exactamente no mesmo que eles é não só o desconhecimento total do que é ser pagão causado por um profundo desenraizamento que leva a tais acções de alienação e incongruência.

O que se deve evitar acima de tudo no seio do nosso movimento são acções de tentativa de conversão de camaradas. Devemos quebrar os velhos padrões conservadores geralmente associados ao nosso movimento, sem alienar do mesmo quem, apesar de discordar marginalmente, está connosco na nossa causa. Devemos lutar, cada um da sua maneira, mas sempre concertados e nunca perdendo de vista os nossos objectivos comuns. Em vez de nos concentrarmos nas divergências devemos, isso sim, concentrarmo-nos no que é mais importante – a nossa causa comum: a Europa!

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