Entrevista a Vítor Cruz

Entrevista realizada pela redacção do Causa Nacional a Vítor Cruz, cabeça-de-lista do PNR por Castelo Branco, a propósito das eleições legislativas de 2005

1. Quais os objectivos para o distrito de Castelo Branco?

Os objectivos para o distrito de Castelo Branco passam por um aumento, naturalmente, da nossa votação. No entanto, vários factores podem condicionar essa votação, nomeadamente o completo boicote a que o Partido Nacional Renovador se encontra votado pela esmagadora maioria da Comunicação Social do sistema, o que leva a que a implantação do PNR junto das populações seja mais difícil de realizar. É uma tarefa bastante árdua, e que levará bastante tempo até conseguirmos que a população conheça o nosso partido e que se reveja nas suas ideias. Portanto temos que analisar os resultados das eleições sobre um prisma diferente dos outros partidos.

2. Quais as ideias renovadoras de que Portugal precisa?

Portugal pode-se comparar a um indivíduo que se encontra gravemente doente, fruto dos sucessivos (des)governos e das suas políticas desastrosas, que, ao longo dos anos têm vindo a lesar gravemente o País e o Povo Português. Portugal precisa de uma força política diferente dos partidos do sistema, de cariz nacionalista, que consiga implementar medidas que defendam Portugal e os Portugueses. E entre essas medidas urgentes estão, sem dúvida, o controlo eficaz das nossas fronteiras, com vista à redução e erradicação da imigração. Este é, sem dúvidas, um dos grandes problemas que urge resolver, pois a imigração traz consigo um conjunto de outros problemas, como o desemprego, a criminalidade e a insegurança. Por outro lado, necessitamos de um Partido que defenda a nossa economia e a nossa independência nacional, cada vez mais em perigo perante a «ditadura» de Bruxelas. Outro problema que nos atinge é o envelhecimento da população portuguesa. Precisamos de um Partido que implemente medidas tendentes a fomentar a natalidade e a defesa da Família, no seio do Povo Português, ao contrário do que fazem as outras forças políticas, ao recorrerem à imigração para rejuvenescer a população.

É fundamental que os Portugueses dêem expressão ao PNR, única força política capaz de operar esta mudança!

3. O aborto parece estar entre os temas desta campanha. O PNR não altera a sua posição?

O PNR defende a Família como a pedra basilar para o desenvolvimento do nosso Povo. Como tal a sua posição perante a problemática do aborto mantém-se inalterada, pois o PNR é um Partido de convicções, e não anda ao sabor dos ventos. Identificamos o aborto, em conjunto com outros comportamentos desviantes, como um atentado à existência da Família, e como tal, posicionamo-nos claramente contra a despenalização do aborto.

4. A natalidade seria uma solução para a desertificação do interior de Portugal?

A solução para contrariar a desertificação que assola o interior de Portugal passa pelo aumento da natalidade, mas não só. Se, por exemplo, não houver postos de trabalho para empregar as pessoas, elas tenderão a mover-se para os grandes centros urbanos. Portanto, esta questão ao ser analisada tem de ser feita no seu todo. A natalidade é importantíssima, mas também tem de haver medidas concretas para manter as populações fixadas nesses locais, como o aumento do investimento para a criação de postos de trabalho, e também um esforço para combater a taxa de analfabetismo que, infelizmente, ainda é muito alta para uma população que se quer esclarecida e empreendedora.

5. As sondagens perspectivam uma vitória do PS mas ainda não se sabe se com maioria ou não. Como vê um partido como o BE no governo?

Se não fosse tão grave, seria certamente uma questão para fazer rir.

Ora infelizmente é uma possibilidade que se coloca, se o PS estiver (e está!) desesperado para conseguir uma maioria na Assembleia. Pois bem, um partido como o BE estar no governo seria a «machadada final» no que nós entendemos por uma Nação como Portugal. Pela nossa parte, se tal vier a acontecer, só nos resta continuar o combate com mais vigor e mais certeza de que a razão está do nosso lado!

6. Para um partido como o PNR, o que poderíamos considerar um bom resultado?

Nesta fase ainda inicial da vida do PNR, devemos preocupar-nos menos com os resultados eleitorais, e mais com a criação de uma estrutura partidária para o futuro, que permita passar a nossa mensagem a cada vez maior número de pessoas. Não nos devemos iludir, o combate vai durar muitos anos.

Desenganem-se aqueles que pensam em vitórias fáceis ou em grande resultados nestas eleições, pois esses de certeza que sairão desiludidos. No entanto, acho que não é descabido esperar um resultado melhor do que nas últimas eleições.

7. Obrigado pela entrevista, as últimas palavras são suas. Faça favor.

É com grande agrado que vejo o surgimento de canais alternativos de informação e ideário nacionalista, como é o caso do Portal «Causa Nacional».

Entendo que cada vez mais é fundamental a criação de uma comunicação social «alternativa», que fure o bloqueio imposto aos nacionalistas pelos jornais e televisões do sistema, e neste momento, nada melhor do que utilizarmos a Internet para o fazer. Continuem o bom trabalho!

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