O Vaticano contra os Europeus

Por João M. (publicado no nº 1 do boletim “Identitário”)

O Papa Bento XVI, através das suas recentes declarações nas quais se compromete a “lutar pela tolerância, pelo respeito, a amizade e a paz entre todos os povos, culturas e religiões” e denuncia os sinais de “hostilidade generalizada contra os estrangeiros”, revela que é de facto, como muitos comentadores previram, um bom seguidor do seu predecessor, o que só pode ser considerado por nós como uma má notícia para a Europa.

O Vaticano, através de João Paulo II, e agora de Bento XVI, parece apostado em destruir a Europa, negando-lhe o seu legítimo direito de autodefesa face à invasão e agressão terceiro-mundista de que o nosso continente é vítima todos os dias, em nome de uma suposta “tolerância” e “fraternidade universal”, que mais não são do que instrumentos ao serviço de uma ideologia mundialista e identicida, que em nome de um “anti-racismo” hipócrita visa negar aos Europeus o direito de preservarem as suas origens etno-culturais.

A propósito deste tema decidimos publicar um texto aparecido originalmente no boletim “Identitário”, número 1 de 2003.


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No momento em que decorrem os históricos trabalhos de elaboração de uma constituição para a Europa, em cujo preâmbulo poderá figurar, ou não, os valores judaico-cristãos, como elementos fundacionais da nossa civilização, o Vaticano vem muito a propósito tornar pública a sua posição no documento "Ecclesia in Europa", no qual o Sumo Pontífice insinua a imperiosa necessidade da referência ao Cristianismo na futura constituição europeia. Tal posição não surpreende de todo. Contudo, sua santidade considerou apropriado revelar o projecto da Igreja Católica para a Europa. Assim, mui graciosamente, o Papa dá-nos a conhecer o conceito de Europa, ou seja, "dizer Europa deve querer dizer abertura", pois "a Europa não pode ser um território fechado… deve ser um continente aberto e acolhedor, realizando formas inteligentes de hospitalidade”, uma vez que temos de aproveitar o fluxo imigratório "como um novo recurso do futuro europeu". O Islão também não foi esquecido. Aliás, João Paulo II convida a um fraterno diálogo com os muçulmanos, com quem devemos manter "uma relação correcta conduzida com prudência e clareza de ideias". Realmente, como escreveu um reputado cronista num pasquim "a mão do Papa treme. As suas ideias são firmes e claras". Pelo que nos diz respeito, Identitários, não temos qualquer dúvida quanto a isso.

É explícito que a igreja católica, por mão e voz das suas altas hierarquias, e particularmente desde o Concílio Vaticano II, pretende retornar às raízes universalistas, cosmopolitas e igualitárias do cristianismo primitivo. Este regresso às origens é um conveniente aggiornamento, resultante da tomada de consciência pelo clero católico da inexorável diminuição do número de fiéis e consequente desaparecimento da prática litúrgica, o que levou o Vaticano a optar por uma politização dos seus princípios espirituais, adoptando um discurso de estilo sindicalista, e a escolher deliberadamente o campo do mundialismo, do falso humanitarismo e do anti-racismo hipócrita, destruindo assim a sua dimensão religiosa e sagrada, "afirmando-se como uma ideologia objectivamente contrária ao destino dos povos europeus", para parafrasear o nosso amigo Guillaume Faye.

Ora, se a estratégia do prelado em actualizar a Igreja, enquanto instituição, tem o nítido intuito de obter a aceitação da classe intelo-mediática, de maneira a que estes transmitam uma imagem progressista do catolicismo, já os constantes encorajamentos ao etno-masoquismo, proferidos pela hierarquias eclesiásticas, tem subjacente um calculismo religioso simplista, ou seja, as menções do Sumo Pontífice a uma Europa aberta e acolhedora obedecem à ideia ingénua, mas profundamente identicida, de que a vinda de mais imigrantes significa mais novos crentes.

Porém, este desesperado cálculo olvida que os nossos colonizadores são maioritariamente Islâmicos (em França existem mais de sete milhões de muçulmanos!) que muito dificilmente se irão converter ao cristianismo. [N.E. – não só não se convertem ao cristianismo, como convertem os imigrantes africanos ao Islão… Bem pior]

Além disso o fraterno diálogo com o Islão de que nos fala João Paulo II, revela a enfermidade de que padece o catolicismo. Enquanto por toda a Europa proliferam as construções de mesquitas e de escolas corânicas, no mundo árabe-islâmico as igrejas são alvo de atentados e inclusive proibidas, como no caso da Arábia Saudita. À ofensiva islâmica o Vaticano responde com uma ridícula e desajustada tolerância ecuménica, oferecendo a outra face.

Quanto a nós, Identitários portugueses e, portanto, europeus, se bem que em matéria religiosa nos definimos de modo neutral e aconfessional, ainda que reconhecendo a importância do cristianismo em dois mil anos de história europeia, e particularmente o contributo do catolicismo na edificação da nação portuguesa, não podemos aceitar de maneira alguma que o Vaticano e as suas hierarquias eclesiásticas desprezem aqueles a quem mais devem, condenando-os à destruição etno-demográfica através do "abrir de portas" à invasão da Europa e consequente colonização por povos alógenos.

Estamos cientes de que muitos são os católicos autênticos que praticam e continuarão a praticar o cristianismo europeu tradicional, católicos verdadeiros que permanecem leais com a sua comunidade, a exemplo do Bispo de Como, na Itália, Monsenhor Maggiolini, que proferiu estas sábias palavras: "tal como não existe um direito à invasão, não existe um dever de se deixar invadir".

Para concluir, queremos deixar bem claro que os Identitários não conhecem senão um só mandamento, por sinal muito pouco judaico-cristão: a tua etnia e a tua civilização tu defenderás!

PS: Ainda com respeito à possível referência do cristianismo na constituição Europeia, enquanto base fundacional da nossa civilização, é justo que se recorde aos senhores membros da convenção para a elaboração da constituição europeia, assim como às altas hierarquias católicas, que a matriz histórica da Europa se encontra na Ilíada de Homero, na Eneida de Virgílio, nas Eddas Viquingues, no Parténon, em Atenas e não em Jerusalém.

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