Em jeito de última resposta...

Por MJ, publicado no extinto blogue Alternativa Identitária

Mal grado a "escritura" revelar muito conhecimento lido, arrogantemente mais sabedor, pasme-se, do que Norberto Bobbio ou Tonnies, o discurso não urge galgar a "verborreia" dos lugares comuns mais previsíveis: posmodernidade/modernidade; esquerda/direita; religião/política.

Conceitos enclausurados no seu labirinto ideológico, recorrendo a citações de alguns dos seus "papas" inspiradores e a um academismo de trazer por casa! Tudo se confunde sem se descobrir o fio a meada... E eis-nos perante a ultima descoberta desta veteraníssima "nova guarda" de um esgotado conservadorismo versão "ancien regime": o nacional-socialismo é uma religião política, logo, provavelmente é de esquerda!

Não é? Qual nacional-socialismo se pretende definir? O da revolução social dos irmãos Strasser e Feder? O do paganismo esotérico de Himmler e Hess? O do compromisso pragmático, voluntarista de Hitler e Goebbels? O da cosmogonia bio-filosófica de Alfred Rosenberg? Ou ainda o dos últimos tempos encarnado nas Waffen SS?

O palavreado é bem Bizantino! Divagações.

Construções bem elaboradas sobre o sexo dos anjos, enquanto os invasores estão à porta!

Lembram-se de Constantinopla?

E depois nada do que é questionado pelos Identitários é respondido ou comentado:

1. A invasão/colonização física da Europa por afro-asiáticos.

2. O nefasto mercantilismo e a mercantilização das nossas sociedades, em que os critérios de avaliação do ser humano são baseados no que se possui e não no que se é. Consequência de um sistema capitalista financeiro, especulador, negador da justiça social distributiva e predador do meio ambiente.

Nota última. Sim.

Apoiamos criticamente o PNR na medida em que este partido se opõe à imigração/invasão, todavia temos reservas, enquanto Alternativa Identitária, a algumas das suas propostas, nomeadamente no que concerne à Europa, concepção do Estado e soluções no âmbito económico-social.

Mas reafirmamos que a unidade no essencial é mais importante do que qualquer outra divergência. O tempo é de vontade de combater juntos.

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