Turquia: referendo dentro de 15 anos... que intrujice!

Por Jeunesses Identitaires

Assustados com a perspectiva de um NÃO maciço no referendo de 2005 sobre a Constituição Europeia, Jacques Chirac e Michel Barnier, seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, crêem ter encontrado o meio de enganar os eleitores, os quais estão apavorados com a perspectiva de verem a Turquia entrar na União Europeia. É normal que a questão turca preocupe cada vez mais os eleitores dos Estados europeus. Porque, em suma, qual é a questão mais crucial para o futuro da Europa? A ratificação da Constituição, ou a integração da Turquia? Evidentemente, é a aposta na segunda questão que é considerável.

Ratificar a Constituição é modificar as regras de funcionamento da União. Acolher a Turquia, é alterar a própria natureza da União Europeia.

Recusar a Constituição é, certamente, um inconveniente para os europeus sinceros, mas esta recusa não seria irreversível. Pelo contrário, acolher a Turquia será absolutamente irreversível.

A descoberta é um referendo… daqui a quinze anos! O seu inventor é Nicolas Sarkozy, que acorre assim em socorro de Chirac e Barnier. Este último anúncio é pensado para contentar toda a gente: os que são contra a entrada da Turquia teriam, assim, a última palavra. E os que são a favor, sabem muito bem que, ao começar a negociar, o processo de integração é irreversível. Anunciar um referendo para daqui a quinze anos e começar as negociações imediatamente com a Turquia, é tomar os franceses por néscios. É desonesto. Eis porquê.

TODOS os países, absolutamente todos os países que começaram a negociar os termos de adesão à União, acabaram por ser nela integrados, mesmo a Inglaterra (salvo a Noruega, mas foi esta que recusou a adesão).

Um dos principais argumentos dos partidários da entrada da Turquia, é que «teriam levado a Turquia a crer, desde há muito tempo, que tinha vocação europeia». E então? Iniciar as negociações de adesão não é entusiasmar mais os turcos na ideia de que serão acolhidos um dia? Quanto mais tarde lhes disserem que nunca serão membros da União, mais difícil será fechar-lhes as portas.

Dentro de quinze anos, qual será a situação demográfica e sociológica da França? Ao ritmo com que o número de muçulmanos aumenta no nosso país, devido aos efeitos conjugados do reagrupamento familiar, da imigração clandestina e do código da nacionalidade, o peso do eleitorado muçulmano será considerável.

E, dentro de quinze anos, quem nos assegura que o direito de voto não será estendido aos estrangeiros presentes no nosso território que neste tenham uma certa permanência? Com a pressa com que a UMP corre atrás do PS desde que se trate de questões sociais, é muito de temer que o direito de voto seja mais largamente extensivo amanhã do que é hoje.

Jacques Chirac e Michel Barnier, os mais ferventes defensores da Turquia na Europa, são justamente quem nos propõe o referendo «dentro de quinze anos». Não acham suspeito?

Tudo isto é lamentável! O Presidente da República está prestes a desesperar os mais fervorosos europeus. São numerosos os que, se bem que favoráveis à Constituição Europeia, estão tentados a dizer NÃO à Turquia e NÃO a Chirac no referendo de 2005. Mesmo no seio da UMP, a desconfiança dos militantes de base em relação a Chirac está em aumento.

É responsabilidade dos parlamentares demonstrarem coragem e exigirem um debate com votação na Assembleia Nacional antes de 17 de Dezembro de 2004, data do Conselho Europeu, onde Chirac e Barnier se pronunciarão a favor das negociações com a Turquia. Todas as sondagens o provam: a grande maioria dos franceses é contra a entrada da Turquia na União. Que os deputados façam o seu trabalho, já que são os representantes do povo.

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