As duas tenazes do mundialismo

Por Anónimo

Depois de olhar com atenção para os fenómenos pretensamente anti-globalização ocorridos em Génova a propósito da famosa cimeira do G-8, bem como para outras iniciativas semelhantes levadas a cabo anteriormente, é necessário questionar-nos sobre o que realmente se está a passar e o significado de tudo isto.

O que nos aparece são imagens de contestação à política económica e financeira liderada pelas Nações mais industrializadas e poderosas do mundo, à influência das suas multinacionais a nível mundial e às assimetrias na geração de riqueza. Talvez uma tentativa, com algum êxito, de impedir pela via da intimidação e da acção selvática, que os "grandes" do mundo se reúnam tranquilamente para concertar as suas estratégias de sucesso.

Mas será que todos aqueles que se manifestaram em Génova, de modo especial os apologistas da violência e do anarquismo, se podem considerar "anti-globalização"? É bem conhecido o ódio destes grupos anarquistas a tudo o que são sinais vivos das Nações e a sua paixão por tudo o que é internacionalismo e dissolução nacional. Se é assim, então porque é que "os rapazes" estão descontentes? Só há uma razão: sabem que não estão na "mó de cima" a liderar o processo da globalização. Ou seja, querem ser eles a ir à frente, a comandar o processo. Querem que o capitalismo divida o poder com eles. Querem ter mais protagonismo na condução dos destinos da humanidade. De resto, são tão globalização como os outros, mas à sua maneira. A ideia do governo mundial disseminado fascina-os tanto como a ideia do governo mundial centrado em Washington encanta os americanos.

Mas como é que estes delinquentes conseguiram convencer a opinião pública da "nobreza" dos seus ideais? Coisas semelhantes a esta sucederam no passado. Quem não se lembra do Maio de 68 e de todos os desacatos que à volta disso se geraram? A receita manipuladora é basicamente a mesma. Conseguiram uma grande vitória: já têm o seu mártir. São VIP's: o rasto de destruição que deixaram em Génova não tem qualquer importância; é para esquecer. Com a comunicação social a tratá-los, como sempre, "nas palminhas", lá conseguiram mais uma vez ficar com a capa de "bonzinhos". Maus foram os "carabinieri" que não deixaram o "mártir" rebentá-los dentro do carro com o famoso extintor.

A única força verdadeira e validamente opositora da globalização é a das Nações soberanas e independentes. Só o nacionalismo pode assegurar uma alternativa à pretensão de um grupo mundial e uniformizante, venha ele de Washington ou se encontre disseminado pelo mundo fora, como pretendem esses grupos violentos e apátridas. E eles sabem disso.

Quanto aos nacionalistas, esses, estão serenos e estudam a complicada situação mundial com cuidado. É que, como não são mundialistas, sabem que a resposta terá que vir de cada Povo e de cada Nação. E isso demora algum tempo.

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