Ainda alguém se lembra de quem falou em choque de civilizações?

Por Fernando Alba

A controvérsia em torno dos “cartoons” desenhados no jornal Dinamarquês “Jyllands Posten”, nos quais se caricaturava a personagem de Maomé (Mohammad) e mais tarde reproduzidos noutros periódicos europeus, demonstra aos patéticos defensores e apologistas do multiculturalismo a debilidade e falsidade dos seus argumentos.

O que aqui está em causa são duas mundovidências caracterizadas por um genético antagonismo. De um lado temos o mundo centrado na esfera Europeia, ciente das suas liberdades, do outro, uma religião que na sua génese se revela totalitária e déspota na sua relação com a autonomia individual da pessoa humana.

A Europa e os Europeus não podem ceder à chantagem dos “barbudos” da outra margem do Mediterrâneo, os mesmos que descaradamente vão assaltando e ocupando o nosso território, os nossos valores e a nossa Identidade.

Merecem a devida resposta de todos os povos Europeus, pela nossa liberdade comum e pela memória de todos aqueles que detiveram a invasão de outrora em Poitiers e em Lepanto. Não baixaremos a guarda perante esta renascida ameaça que infelizmente respira arrogantemente na nossa atmosfera etno-cultural, usufruindo do colaboracionismo e da ambiguidade da fraca e medrosa liderança Europeia.

Quem queima e pisa bandeiras de países europeus, queima e pisa a nossa BANDEIRA! Hoje somos todos Noruegueses e Dinamarqueses. Vislumbra-se o tempo de começarmos a conceber o nosso espaço autárquico comum, poderoso, independente e auto-suficiente, imaginado por Jean Thiriart, Dominique Venner e Guillaume Faye: a grande Europa, associada à Rússia, alicerçada na mesma matriz civilizacional e no destino comum dos seus povos. Na nossa casa mandamos nós!

Ainda alguém se lembra de quem falou em choque de civilizações?

Os sinais da tormenta que se avizinha no horizonte dão-lhe carradas de razão!

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