A ameaça do multiculturalismo

Por Anónimo (Ofensiva, n.º 2, Julho/Setembro 1990)

A existência de tumultos raciais é hoje uma realidade conhecida de todos os que, infelizmente, vivem em sociedades que protagonizam a integração racial, e que desse modo contrariam a ordem natural da vida. Tais tumultos ocorrem um pouco por todo o lado, ainda que se dê especial importância aos ocorridos na Europa, já que esta sofre no momento os efeitos da imigração massiva (e ilegal) de alienígenas vindos da Ásia e de África, que nos pretendem impor a nós, europeus, na nossa terra, os seus modos de vida e as suas culturas.

Mas não se pense que esses conflitos são apenas causados pela distribuição desproporcional da riqueza, como querem fazer crer os marxistas. Os conflitos entre povos com identidades diferentes também são comuns nos países chamados socialistas, como são por exemplo o Tibete (parte integrante da China vermelha), a União Soviética e a França.

O que os marxistas e os seus mentores liberais não entendem é que o conceito de «alienação» de que eles tanto usam e abusam opera não só a nível económico, mas também a nível orgânico, promovendo a alienação cultural e social. Com efeito, isto produz uma situação de «falsa consciência» que é invariavelmente aproveitada pelas organizações mundialistas, ao mesmo tempo que provoca a instabilidade e um clima de fraco entendimento entre raças diferentes, que frequentemente as leva a se confrontarem.

Quando os povos são alienados das suas culturas, tornam-se influenciáveis e mais fáceis de explorar pela sociedade de consumo. O multiculturalismo é originado pela integração de diversas micro-culturas, cada uma com as suas próprias idiossincrasias e que, uma vez misturadas, perdem as suas raízes deixando por isso mesmo de existir.

Portugal possui uma cultura rica e tradições fortes. É verdade que foram cometidos no passado alguns erros, mas isso não invalida que nos orgulhemos dele. Devemos aprender com o passado, mas não podemos carregá-lo como uma albarda nas nossas costas. Nem podemos deixar que um sentimento de culpa ou piedade igualitária prejudique as nossas decisões a tal ponto de inviabilizar a existência da nossa própria cultura. Devemos gerar a coragem e a confiança respeitando as tradições e mantendo a fidelidade à Pátria.

As populações alienígenas cujos sentimentos e condutas não coloquem os interesses do nosso país em primeiro lugar não têm o direito de permanecer em solo português.

Se a actual promoção do multiculturalismo continuar, então Portugal, certamente, perderá a sua identidade cultural. É isso que não estamos dispostos a permitir que aconteça. Desde logo, defendemos uma acção eficaz que altere a actual situação que, a nós portugueses de verdadeira estirpe, nos repugna profundamente: a subversão e o aviltamento da cultura nacional pelo americanismo que diariamente nos invade, a adopção de modelos (políticos, económicos, de conduta social) estrangeiros e a existência de comunidades estranhas à nossa cultura e destino.

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