Multiculturalismo, Democracia e Liberdade: uma conjugação impossível

Fonte: Batalha Final

Apesar de todos os inquéritos feitos às populações europeias revelarem que em nenhum país os cidadãos se mostram dispostos a acolher mais imigrantes, o fluxo de chegada de não-europeus ao nosso continente não cessa e sempre com o beneplácito dos governos da Europa. Esta situação encerra algo de absurdo, pois que os dirigentes nacionais se mostram absolutamente indiferentes à vontade dos seus cidadãos, na ânsia de servirem interesses financeiros e absolutamente distantes da realidade quotidiana das populações das classes média e baixa. Dispondo da capacidade de viverem distantes do contacto com os problemas que a imigração maciça causa nas populações europeias, esta classe dirigente segue de forma autista o caminho da destruição irreversível da Europa. Estão imunes aos sentimentos e anseios dos seus povos e no entanto são manipulados por um falso humanitarismo que, de forma permanente e incansável, nos procura forçar a aceitar a descaracterização da nossa identidade como se tivéssemos uma eterna dívida para com todos os outros povos, a nossa culpa maior é termos erguido a mais completa e conseguida construção civilizacional do Mundo, a ocidental, e por isso devemos pagar, pagar com a nossa subjugação, é esse o preço, o preço a pagar pela humilhação que constituiu para as outras civilizações a confrontação histórica com o sucesso, a superioridade societária e as conquistas sociais do ocidente.

O ressentimento é notório nos novos imigrantes islâmicos que por toda a Europa começam a constituir Estados informais dentro dos Estados nacionais europeus, assumindo que têm por objectivo expandir o Islão na Europa e não aceitando viver de acordo com os princípios elementares que marcam as civilizações europeias. Isto tem sido por demais óbvio na Alemanha, na Holanda, em Espanha e em França. Segundo um estudo sociológico de Wilhelm Heitmayer 1/3 dos jovens muçulmanos na Alemanha pretende aumentar o poder do Islão naquele país europeu e 36% afirmam-se dispostos a usar violência contra os «infiéis». Na Inglaterra líderes islâmicos fanáticos fazem em mesquitas discursos de ódio primário contra o ocidente sem que as autoridades tomem qualquer medida. Em França o ridículo chegou ao ponto de o governo francês estar a financiar com os impostos dos cidadãos franceses as actividades religiosas do Islão, segundo eles para evitar que estas sejam financiadas por radicais. Na Holanda vários cidadãos pacatos têm sido agredidos por jovens magrebinos pelo simples facto de serem europeus, dizem os «SOS Racismos» e quejandos que são naturais sentimentos de revolta social, muitos holandeses viram-se forçados a abandonar os seus bairros de sempre por não conseguirem ter paz em zonas para onde deslocaram imigrantes magrebinos. Na mesma Holanda o cineasta Theo Van Gogh foi brutalmente assassinado por ter criticado o Islão, na sua própria terra, num país que se orgulhava da extrema liberdade de opinião.

O mesmo sentido de vingança e de ressentimento contra os ocidentais sobressai nos africanos nos EUA e por toda a Europa. Nos Estados Unidos, os rappers negros, muitos deles criminosos reconhecidos, designados gangsters, lançam no mercado músicas que constantemente apelam à violência contra os brancos, à violação das suas mulheres, ao roubo das propriedades dos cidadãos caucasianos, sem que se oiça qualquer protesto contra isto, sem que sejam acusados de racismo, pelo contrário, este tipo de música é promovido até à exaustão e tem honras de destaque em cerimónias de prémios musicais ou nas transmissões de certas cadeias televisivas. Recentemente (Março/2005), em França, uma manifestação de estudantes contra as reformas no ensino superior foi atacada por africanos que espancaram e roubaram os presentes pelo simples facto de estes serem brancos, no final destes actos de barbárie os africanos ainda se gabaram aos jornalistas dos seus feitos, mostrando orgulho nas suas acções, afirmando que tiveram prazer em espancar os «pequenos brancos» e que o fizeram por vingança contra os europeus. Mais uma vez as associações anti-racistas mantiveram em relação a este caso um silêncio comprometedor. Em Portugal, gangs de jovens africanos molestam e assaltam os portugueses na linha de Sintra, na margem sul, em várias zonas da cidade de Lisboa, com uma regularidade impressionante; recentemente uma besta assassina alvejou com mais de 20 tiros um agente da polícia num crime de claro ódio que não mereceu a mais pequena reacção da esquerda nacional ou do SOS Racismo. Os exemplos são tantos e sucedem-se a tal ritmo que não é possível fazer mais que traçar uma quadro geral do que está a acontecer à nossa civilização, mas é um quadro que mostra sem margem para dúvidas (se elas existissem) que esta imigração extra-europeia nutre um profundo rancor contra as populações que a recebem, por razões que são sobretudo históricas e civilizacionais.

Recentemente em Espanha regularizou-se a situação de 700.000 imigrantes, o ministro Caldera explicou, orgulhoso, que esta regularização permitirá o aumento das contribuições para a Segurança Social. Mas o mesmo senhor esqueceu-se de lembrar que estes imigrantes passam também a beneficiar dos programas de Segurança Social do país, esqueceu-se de referir os custos associados aos programas de reinserção social e políticas habitacionais que vêm ligados ao aumento da imigração, esqueceu-se de falar nos custos sociais que surgem do aumento da insegurança e da criminalidade que as estatísticas mostram como correlacionados com a imigração, o ministro Caldera esqueceu-se também de referir a fabulosa contribuição dada pelos imigrantes para os atentados de 11 de Março, em resumo, o ministro Caldera, como os seus congéneres europeus, padece de memória selectiva…

O antigo Chancellor alemão Helmut Schmidt admitiu que o conceito de multiculturalismo é difícil de conjugar com uma sociedade verdadeiramente democrática e que os problemas associados ao influxo de trabalhadores turcos na Alemanha foram negligenciados. É pena que o senhor Schmidt não se tenha apercebido disso quando estava no poder. Disse ainda o senhor que na situação a que a Europa chegou os problemas colocados pela imigração já só podem ser ultrapassados por governos autoritários, dando Singapura como exemplo (Daily Telegraph, Novembro de 2004).

Ou seja, reconhece o problema e a necessidade de nós, ocidentais, abandonarmos os nossos valores actuais. É indiscutível que as ideias dominantes que norteiam actualmente a Europa e as suas elites são a grande causa da decadência iminente do continente, é preciso por isso reencontrar os valores que marcaram a ascensão e o esplendor da Europa; a força construtora, o vigor espiritual, o orgulho nas nossas ancestrais origens, a defesa da nossa identidade completa, a rejeição da chantagem culpabilizante que sobre nós incide, o direito à preservação da nossa herança biológica, da nossa cultura, o direito a dizermos: «nós primeiro!», aí se encontra o espírito que pode servir um reerguer europeu, sob pena de nos vermos forçados a abdicar da nossa liberdade em ordem a manter presas por cordas sociedades que já nada têm de nações no verdadeiro sentido da palavra.

O Império Romano expandiu-se e ergueu-se unindo os mais variados povos e culturas, povos que muitas vezes nada tinham a ver entre si, que nada partilhavam, e essa foi também a sua desgraça, a razão do seu desmoronar, os romanos reinaram sobre um vasto conjunto de nações de vários continentes que apenas se mantinham unidas pela força e pela autoridade de Roma, foi esse poderio, essa superioridade militar, que foi impedindo que povos antagónicos se guerreassem entre si; quando o «edifício» ruiu o inevitável sucedeu, todas aquelas diferenças, aquela diversidade cultural e histórica, sobrepôs-se e o Império caiu.

Fala-se irresponsavelmente na necessidade de integração, no esforço que aos europeus cabe de aceitarem nas suas terras estes novos povos (independentemente dos enormes custos associados); mas pergunto, que integração? Já é difícil integrar populações minoritárias que são culturalmente distintas das europeias, mas certamente não é possível falar de integração quando esta imigração é maciça, avassaladora, quando, pela sua dimensão, tem uma capacidade reivindicativa de manter uma cultura própria e estranha à civilização europeia em pleno solo europeu e impor a sua presença aos autóctones sem que estes o desejem. Devemos integrar comunidades que, pelo seu número sempre crescente, se podem já constituir como pequenas nações no interior das antigas nações ocidentais? Não é possível e sobretudo não é exequível sem que obrigue à descaracterização da identidade ancestral dos países europeus.

A democracia real, orgânica, e a liberdade política, exigem a existência de valores partilhados, de uma vontade de convivência, de um sentido de origem e de continuidade comum, caso contrário apenas a força e a autoridade poderão manter unidos quem assim não o deseja, sem que as sociedades se transformem em zonas de permanente tensão e propensas à desagregação. A «balcanização» geral da Europa corre a alta velocidade e, mais grave, é caracterizada pela criação de autênticas nações extra-europeias dentro dos estados soberanos da Europa. É a liberdade que qualifica a civilização europeia que está a ser jogada com esta irresponsabilidade. Caminhamos para uma situação em que apenas um Estado totalitário conseguirá manter a ordem e a união entre comunidades e pessoas que nada têm em comum mas que, por via de procedimentos burocráticos, passaram a gozar de uma mesma nacionalidade jurídica. E a história mostra que, tarde ou cedo, o desmembramento é mais que provável, com maiores ou menores custos; no cenário que se desenha talvez os custos sejam demasiados…

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