Manual de colagem de cartazes

Por Filipe Batista e Silva

Introdução

Na actualidade, a censura exercida pelos meios de comunicação social sobre o movimento e a escassez de meios financeiros tornam muito dura a divulgação da mensagem nacionalista. Face a este problema, e porque não podemos ficar de braços cruzados à espera que a situação melhore por si mesma, é necessário encontrar alternativas e trabalhar para que o movimento seja mais divulgado e, com isso, aumente o seu número de apoiantes.

Um dos meios mais práticos e eficientes para a divulgação do movimento nacionalista é justamente a colagem de cartazes. Falamos de cartazes em formato A3, a preto e branco, a um custo que varia geralmente entre os 0,04 e os 0,08 euros por unidade. É certo que um cartaz deste formato tem um alcance limitado. Mas não tenhamos dúvidas que pode trazer muitos benefícios propagandísticos para o movimento, sobretudo por publicitar as nossas siglas (PNR e JN) e principais bandeiras políticas junto de uma parte importante da população.

No centro de uma cidade movimentada, um simples cartaz em tamanho A3 que dure dois ou três dias (isto é, até que seja arrancado pelos terroristas de extrema-esquerda…) pode ser visto por centenas de pessoas. Se multiplicarmos isto por milhares de cartazes um pouco por todo o país, chegamos facilmente à conclusão que o potencial deste meio de propaganda é tudo menos desprezível.

Qualquer pequena célula nacionalista com três ou quatro elementos pode facilmente juntar 10 euros por mês e produzir entre 150 a 200 cartazes para serem colados durante esse período. Imaginemos agora o quão positivo seria se cada pequena célula nacionalista do nosso país colasse essa quantidade de cartazes todos os meses…

Além dos benefícios estritamente propagandísticos, as colagens têm também outro tipo de benefícios. As colagens devem ser sempre feitas em equipa. Ora, o trabalho em equipa contribui muito para o fortalecimento da coesão, amizade e camaradagem entre os militantes dos núcleos, valores esses que devem ser sagrados dentro de qualquer organização nacionalista que se preze! A unidade e o trabalho em bloco é sempre mais eficaz. As colagens de cartazes proporcionam também excelentes oportunidades para os militantes fazerem algum exercício, incomparavelmente mais saudável do que ficar em casa diante do computador ou da televisão! Junta-se assim o útil ao agradável!

Por todos estes motivos, as colagens de cartazes devem tornar-se uma rotina periódica dos núcleos e células nacionalistas de todo o país!

Passemos agora aos aspectos operacionais.

Concepção dos cartazes

O ideal é que os núcleos colem cartazes previamente concebidos pelas estruturas centrais da organização. À partida, serão cartazes feitos com algum rigor e obedecem a um conjunto de regras concernentes à eficácia visual. Além disso, possuem os slogans e mensagens oficiais da organização, o que é importante se quisermos transmitir uma ideia de constância e coerência. Se, no entanto, os núcleos desejarem por algum motivo específico produzir os seus próprios cartazes, então deve atender-se a algumas regras importantes:

- A legalidade da mensagem deve ser sempre assegurada para evitar processos judiciais que ponham em causa a organização no seu todo (a organização é um bem comum, que pertence e beneficia a todos).

- A mensagem a veicular pelo cartaz deve ser expressa através do menor número de palavras possível. As frases devem ser curtas, objectivas, incisivas. Os temas devem ser polémicos e actuais.

- A mensagem principal do cartaz deve sobressair de todos os restantes elementos visuais. O mais importante deve estar realçado de forma a ser facilmente identificado e lido a alguma distância.

- O cartaz deve ter uma imagem globalmente agradável e moderna. Podem ser usadas imagens que chamem à atenção, quer pelo seu efeito de força, de humor ou de choque. A estética deve obedecer à da organização, nomeadamente os tipos de letra e os símbolos.

- A concepção deve atender ao facto dos cartazes se destinarem à cópia a preto e branco. Todo o cartaz deve ser desenhado de início a preto e branco e deve jogar-se com os contrastes para fazer realçar aquilo que é mais importante.

- O cartaz deve conter sempre os elementos de contacto da organização (ex. endereço Internet e/ou número de telefone e/ou endereço de e-mail), para que as pessoas interessadas possam facilmente aceder a mais informação sobre a organização ou contactar os responsáveis.

- O cartaz deve ser desenhado no computador com uma resolução elevada para que, ao ser impresso, não perca qualidade.

Produção dos cartazes

Como já foi dito, aconselhamos os cartazes em formato A3. O ideal é que o desenho do cartaz seja levado em formato informático (.jpg ou .pdf) a uma casa de fotocópias. Pode ser usado um CD, uma Pen Disk ou mesmo uma simples disquete para esse efeito. Depois do cartaz ser impresso em A3, peça-se o número de fotocópias desejadas.

Geralmente, o preço de cada cópia A3 não deve ultrapassar, na pior das hipóteses, os 0,08 euros. Se possível, negoceie-se o preço com os proprietários da casa na base do elevado número de cópias. Algumas casas de cópias já têm tabelas de preços escalonadas (quanto maior o número de cópias, menor o preço da unidade).

Número de elementos por equipa de colagem

É possível fazer uma colagem de cartazes com apenas dois militantes. No entanto, o ideal é que cada equipa de colagem tenha entre 3 a 5 elementos: por um lado, os suficientes para salvaguardar a segurança do grupo, por outro, não demasiados para não se atrapalharem uns aos outros.

Preparar a cola

Depois de termos os cartazes, e antes de passarmos à fase seguinte, é necessário adquirir o restante material indispensável:

- Um garrafão de água de 5 litros;
- Um pequeno pacote de cola em pó para papel de parede;
- Uma broxa;
- Um balde.

No conjunto, todo este material não deve ultrapassar os 7 ou 8 euros e irá servir para inúmeras colagens futuras. Se o interesse for constituir mais do que uma equipa de colagem, naturalmente que se deve comprar mais baldes e broxas. Quanto à cola, meio pacote de cola em pó dissolvido em 5 litros de água deverá ser o suficiente para colar cerca de 150 cartazes.

Produzir a cola é muito simples. Basta adicionar simultaneamente no balde a água e a cola, a um ritmo lento, ao mesmo tempo que outra pessoa vai mexendo a solução com a broxa. Normalmente, a solução deverá ficar espessa em cinco minutos, a partir dos quais se pode proceder à colagem dos primeiros cartazes.

Períodos de colagem

As colagens devem ser preferencialmente feitas em período nocturno. Por um lado, para se poder trabalhar à vontade, sem a pressão do olhar indiscreto das pessoas. Por outro lado, para evitar ao máximo eventuais confrontos com pessoas inimigas do nacionalismo. Por último, para aumentar a possibilidade dos cartazes “sobreviverem” até à manhã do dia seguinte, de forma a serem vistos pelo maior número de pessoas.

Uma sessão de colagem de 150 cartazes pode durar até 2 horas no máximo. Porém, tudo vai depender do ritmo do grupo, assim como do espaçamento dos pontos de colagem.

Locais de colagem

As colagens devem ter como alvos preferenciais os locais mais movimentados, sobretudo os centros das cidades, geralmente onde se concentra a maior parte do comércio. Outros locais de interesse: arredores de escolas, centrais de autocarros, estações de comboios, etc. As colagens em zonas pouco movimentadas não valem a pena o esforço. A ideia é obter a maior visibilidade ao menor custo.

De recordar ainda que os cartazes de pequena dimensão têm efeito apenas em situações de proximidade. Como tal, as colagens em locais onde apenas passam carros a grandes velocidades, tais como túneis, ou avenidas muito largas com fraca afluência de transeuntes são praticamente inúteis.

Uma última nota tem que ver com os pontos de colagem propriamente ditos. Tudo o que seja propriedade privada é de evitar, a não ser que aí já se observe uma intensa colagem prévia por outras entidades. Muros e edifícios públicos, vitrinas de espaços comerciais abandonados, tapumes, placares municipais próprios para o efeito, postes e caixas electricidade, etc., tudo isso são pontos de colagem obrigatória!

Situações de confronto

Mesmo procedendo a colagens na paz da noite, é preciso estar mentalmente preparado para a eventualidade de pequenas escaramuças com os inimigos do nacionalismo. Prevenir o conflito e o confronto é a regra de ouro. Contudo, a autodefesa é um direito consagrado na própria Constituição Portuguesa e, como tal, devemo-nos defender sem contemplações se assim for indispensável. Em caso de algum tipo de confronto (o que é extremamente raro no nosso país), a solidariedade do grupo deve funcionar melhor do que nunca. Os cobardes que fogem de uma situação de perigo, colocando assim os seus camaradas numa situação mais delicada, não deverão sequer sair do conforto das suas casas!

Preparar tudo com antecedência

Cada sessão de colagem de cartazes deve ser previamente preparada, geralmente pelo coordenador de cada núcleo. Todos os aspectos acima referidos devem ser programados e planeados com antecedência para que, na hora de se passar à acção, não falte nada! Se a situação o justificar, devem também ser equacionados os aspectos relacionados com o transporte dos militantes.

Depois da colagem…

Repousar os baldes e as broxas em água quente para que a cola se dilua. Tomar um bom banho e descansar com o sentido de dever cumprido! Parabéns, hoje fizeste algo pela Causa!

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