Racismo e anti-racismo… ou a realidade para além das palavras

Por Anónimo (in «Ataque», nº 15, 1963)

O anti-racismo está muito bem cotado nos tempos que correm. Ele é a ideia da moda, o preconceito em voga.

Exibem-no nos salões; exibem-no nos Colégios, nos Liceus, nas Universidades; exibem-no também na imprensa, no cinema e no teatro; enfim, em toda a parte onde se fabrica o progressismo, esse novo árbitro das elegâncias intelectuais.

O anti-racismo vai do amarelo ao preto; isso depende das ocasiões e da disposição do «intelectual». De qualquer forma, os «algozes» são sempre brancos.

A igualdade racial, sancionada pela Declaração dos Direitos do Homem, contida na Carta das Nações Unidas, é o fundamento do anti-racismo.

Queremos acreditar que os que adoptaram este dogma da Carta o fizeram sob a influência do recente pós-guerra; queremos acreditar que eles nessa altura tinham ainda o espírito cheio das imagens do conflito racial que em dados momentos se sobrepôs ao próprio conflito armado; queremos acreditar que foi obcecados por esta visão e desejando a todo o transe evitar a repetição do passado, que eles proclamaram solenemente a igualdade racial. Acreditando nisto tudo, admitimos então que as suas preocupações eram louváveis. Torna-se porém evidente, que não é por se decretar solenemente a igualdade racial, que ela passa a existir de facto. Daqui resulta imediatamente a imprescindibilidade da equacionação da tese em termos racionais — e não emotivos.

A Igualdade das Raças é a generalização do Princípio da Igualdade dos Homens, formulado por Jean-Jacques Rousseau, e reafirmado posteriormente na Declaração da Independência dos Estados Unidos, assim como no Preâmbulo da Constituição Francesa de 1791.

Esta Ideia não resiste, contudo, a um exame objectivo, pois só uma generosa loucura poderá negar a existência, na espécie humana, de indivíduos inteligentes e de outros que o não são; de indivíduos vigorosos e de indivíduos raquíticos; de bravos e de cobardes; de diligentes e de ociosos; de grandes e de pequenos. E, generalizando, somos levados a concluir que é uma aberração o postulado da Igualdade Racial.

A igualdade é contrária à ordem natural que é desigualdade; desigualdade no mundo vegetal; desigualdade no mundo animal; desigualdade no mundo mineral; desigualdade entre estes três mundos; desigualdade, enfim, na espécie humana. Negá-lo é perder o senso das realidades.

A FUNÇAO HISTÓRICA DAS RAÇAS

Átila devasta a Europa, pilha, mata, rouba; mas, após a sua morte, nada mais resta dele que uma sinistra recordação. Átila, que se excede na arte da Guerra, está finalmente vencido.

Por outro lado, nem Gengis-Khan, nem Tamerlão, conseguem penetrar na Europa.

E na China, onde floresce uma civilização delicada, será inútil procurar um capitão que tenha vindo até ao Reno, acompanhado por um séquito de Confucionistas ou de construtores de Pagodes.

O império árabe que se estende por toda a região costeira mediterrânica, acaba, por morrer sufocado, junto aos Pirinéus. E os destroços das hordas árabes, que se espalham por toda a França e mais tarde se reagrupam, são esmagados em Poitiers.

Depois vem a Reconquista: o Mouro é expulso da Espanha, enquanto Roma faz a Guerra da Palestina.

Surgem então as Cruzadas, que minam profundamente o império muçulmano, não tanto no seu potencial geográfico, mas, principalmente no seu espírito, no seu sentido de Vida.

É então que o Espanhol, o Português, o Francês e o Inglês, se voltam para o Desconhecido.

Sob os golpes de Pizarro, que comanda um punhado de soldados, sem qualquer esperança de ajuda, o império inca rui com fragor.

A Espanha instala-se na Cordilheira dos Andes. E aos conquistadores sucedem-se os sacerdotes que espalham a palavra de Cristo. E não faltam construtores para edificarem o Chile.

Entretanto, no outro extremo do mundo — na Indochina — temos o Holandês, e com ele a expansão Cristã. E, se por um lado, é verdade que os pára-quedistas do Sr. Soekarno se vestem como os «leopardos» dos exércitos ocidentais, ninguém ousará, por outro lado, afirmar que os pára-quedistas holandeses adoptaram a tanga.

E ainda mais: os habitantes da Cabília só entendem os árabes desde que eles lhes falem em francês.

É inegável que os Chineses tiveram Confúcio; faltou-lhes, porém, Cortez.

Os Árabes tiveram um Cortez e Maomé; mas o seu Cortez foi batido por Carlos Magno; além disso faltou-lhes um S. Francisco Xavier. E não será digno de nota o facto dos Árabes, apesar de terem tido a hegemonia mediterrânica, não terem conseguido inventar a besta e o canhão; não terem conseguido impedir, pela expansão da sua «civilização», a Renascença Europeia?

E não será digno de nota o facto de ter sido um Veneziano o descobridor da China, e não um Chinês o descobridor da Europa? E fomos nós — europeus — que da pólvora — originariamente chinesa — fizemos as balas de canhão, com que armámos os nossos navios, que nos expandiram, permitindo a montagem, pela primeira vez na História, dum Comércio à escala planetária.

Mas porque razão, Henrique, o Navegador, não se chamava Ahmed ou Tchang? A resposta é simples: é que o Ocidente tinha navios bem armados, possuía a ciência das cartas geográficas, e tinha homens suficientemente inteligentes e corajosos para se lançarem em grandiosas tarefas.

É de bom grado que se reconhece aos Chineses o mérito de haverem descoberto a pólvora; mas é o Europeu que cria o automóvel e a bombarda. Qual seria a utilidade do fogo, se o Homem não tivesse compreendido, e sabido utilizar, as imensas possibilidades da sua descoberta?

Mas continuando: porque razão é que foi a Europa quem descobriu e colonizou a África e não o inverso? Porque razão é que os Chineses, apesar de terem tido relações comerciais com os negros (eles iam mercar chifres de rinoceronte — a que atribuíam o poder de reavivarem as funções sexuais — a fim de os venderem a velhos mandarins, já senis…), não deixaram quaisquer traços notórios da sua presença?

Mais ainda: o Árabe viveu, e vive ainda, sobre o solo africano; terá levado, então, algo aos negros? Sim: a escravatura. E porque, razão em Brazaville, não encontrámos nós — europeus — o islamismo, mas sim o animismo? E porque razão Stanley só encontrou no Congo palhotas, e nem uma só mesquita?

A FUNÇÃO HISTÓRICA DA RAÇA EUROPEIA

Note-se que o Ocidente viu nascer Pascal e Newton, Kant e Demócrito, Colombo e Cortez, Miguel Ângelo e Beethoven, em cerca de dois mil anos; só assim se poderá verificar a sua extraordinária riqueza humana e a insondável pobreza do resto do mundo.

Sem Pascal e sem Newton, jamais o Japão teria conhecido o seu progresso industrial. Sem Colombo e sem Cartier, os Estados Unidos jamais existiriam.

Ainda que a Ásia e o Islão tivessem produzido génios, isso em nada diminuía o mérito da nossa Raça.

Os nossos soldados conquistaram a terra, e sobre esta terra se espalhou o nosso povo: padres, médicos, professores, engenheiros e agricultores partiram atrás dos nossos conquistadores. Cada um transportava com coragem, um pouco da nossa terra e do nosso pensamento, um pouco do Ocidente.

O padre levava Cristo; o professor o alfabeto; o médico a vida; o engenheiro a técnica; o agricultor o pão. E tudo isto é fruto do génio Europeu. O Ocidente possuía um tesouro humano; podia utilizá-lo em vaso fechado e viver da sua riqueza. Mas um demónio maligno tinha-lhe insuflado um dinamismo irresistível: partir, ir sempre para além do horizonte, conquistar novos campos para aí plantar a sua riqueza. Era preciso fazer isto, porque é assim a nossa profunda natureza. O verdadeiro Ocidente não conheceu, nem pode conhecer, a satisfação tranquila, a estagnação; a resignação e o fatalismo não são virtudes europeias.

E eis a razão porque há menos de um século a Nação Europeia reinava sobre o mundo. Desta ilhota ridiculamente pequena formada pela França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Portugal, partiu o Branco para levar ao mundo a nossa civilização.

E não há um só País que o tenha rejeitado.

Mao-Tsé-Tung, descobre, 3000 anos depois de nós, a escrita fonética; o Imperador do Japão usa gravata; Ben Bella fala francês quando quer que o entendam; e os pára-quedistas de Leopoldo Senghor muito se assemelham aos «lagartos» do coronel Bigeard.

Mas, aceder à Civilização é uma coisa; criá-la, é outra, pois implica a prévia posse duma Cultura.

A EUROPA DEPOSITÁRIA DA CULTURA

Partilhámos a nossa Civilização com o mundo. Quisemos, mas não pudemos, partilhar a nossa Cultura. E isto é assim porque a Cultura é inacessível.

Pode-se ensinar um negro a conduzir um camião; pode-se ensinar um amarelo a desmontar, a reparar, ou a reconstruir um motor de explosão, um conta-quilómetros, um diferencial; mas o que nos é impossível, é comunicar-lhes a nossa extraordinária capacidade criadora.

O grande construtor da Cultura é o capital humano. E, não se imagina facilmente uma Cultura; ela é inalienável. Nós criámo-la porque somos a Raça privilegiada.

Demos graças a Deus e estejamos orgulhosos disso. A nossa Raça trouxe ao mundo a Civilização, fruto da sua Cultura. A Civilização, sozinha, é estéril. Ela não basta à Criação. O Japão, em 1940, possuía uma das mais poderosas frotas aéreas do mundo; mas foi a Alemanha quem lançou os primeiros «jactos».

E no entanto, 3 anos antes, o Japão possuía bombardeiros que valiam bem os «Stukas». Mas, mais significativo ainda, é o facto dum oficial japonês ter afirmado em 1944: «Nós, japoneses, assimilamos admiravelmente a Técnica Europeia. Porém, cortados da Europa, há 4 anos, estagnámos. Eis a razão porque vamos perder esta Guerra».

O exemplo dos Estados Unidos, da Austrália e do Canadá é dos mais flagrantes: separados os seus povos do solo originário — a Europa — não produziram nada de verdadeiramente grandioso. Os exilados, porque não mais quiseram a Europa, perderam a seiva da nossa Civilização, ou seja, a Cultura. Eles perderam, mesmo, as qualidades cívicas de Roma; limitaram-se a criar colónias de exploração económica, — a América Latina, a África e a Ásia — e a manterem regimes medievais, verdadeiramente nauseabundos, fazendo, consequentemente, o jogo do comunismo.

Eis porque a Nação privilegiada — e esta Nação é uma Raça, a Raça Branca — é a Nação Europeia sobre o seu solo.

A REALIDADE PARA ALÉM DAS PALAVRAS

O racismo não é uma construção do Espírito. Não é uma teoria política; muito menos uma doutrina; é, com efeito, uma reacção afectiva, um movimento instintivo de todo o Ser.

A Razão não actua no conceito rácico, mas é o ódio o seu fermento.

Ódio ao conquistador, ódio ao vencedor; mais, ainda: ódio do que foi vencido, ódio do escravo, ódio do inferior.

Vê-se assim que o Racismo não é uma criação Ocidental.

E a nossa tomada de consciência, sobre a superioridade objectiva da nossa Raça, não é, de nenhuma forma, um conceito Racista.

É por demais evidente, que aqueles que nos chamam racistas, são os mesmos que se aproveitam da nossa evasão da Ásia e da África. Em nome do «direito dos povos de cor», em nome do anti-racismo — corolário directo do princípio da Igualdade Rácica — Americanos e Russos espoliam-nos. Porém, qual é a pureza dos seus sentimentos? Porque razão excitam e levantam contra nós os Negros e Amarelos? Porque razão só a nós acusam?

A questão fica em aberto.

Da constatação indiscutível da superioridade Europeia, não inferimos, de nenhuma forma, o direito de escravizarmos outras raças; mas, o que não admitimos a essas raças, é o direito de quererem destruir o nosso poder criador, em nome dum racismo anti-Branco, verdadeiramente odiento, e que, se porventura triunfasse, equivaleria ao fim do imortal desejo do Homem, de se ultrapassar a ele próprio.

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