«Uma Ideia de Portugal»

Por Duarte Branquinho

Os ditames do mundialismo vão conduzindo, a passo e passo, a Europa à sua destruição. O multiculturalismo é apresentado como panaceia para todos os males e, por isso, foi receitado aos países europeus. Mais, asseguram-nos que não há perigo de sobredosagem, o que é preciso é tomar. A continuarmos assim, vai ser um daqueles casos em que o paciente morre da cura…

Portugal não é excepção. Vive os mesmos problemas que o resto da Europa e, sob a ilusão do progresso materialista, morre gradualmente. Para a massa indiferenciada que vive no paraíso consumista da gaiola dourada conceitos como Povo ou Nação deixam de ter sentido. Pior, devem ser evitados a todo o custo, pois a sua defesa é com certeza a expressão de uma ideologia “racista” ou “xenófoba”.

Neste negro cenário, a ideia de Portugal – para quem ainda se preocupa com isso – vai sendo apresentada ora como uma marca ou um produto, porque o que interessa é a economia e o lucro, ora como uma equipa de futebol, porque o espectáculo é bonito e distrai as pessoas, ora como algo bem pior. Para a classe bem-pensante politicamente correcta, Portugal sempre foi um local de encontro de civilizações, de culturas, de povos. Que teoria fantástica! Era já o paraíso do multiculturalismo antes de este estar na moda.

Mas a História, felizmente, não é cor-de-rosa. O que devemos ter presente, hoje mais do que nunca, é que Portugal é um país europeu. Não apenas pela sua geografia, mas pela sua cultura e pelo seu povo. As nossas raízes estão na Europa e, mesmo que a nossa árvore tenha crescido e as suas folhas tocado os quatro cantos do mundo, numa altura em que quase nos tornámos um arbusto, são as raízes o nosso bem mais precioso.

As raízes não são algo estático a preservar numa redoma num museu ou numa arca sagrada. São a ponte que liga a terra à vida, ou seja o país ao povo, e por onde corre a seiva, ou seja a cultura. Nos tempos que correm, o nosso povo e a nossa cultura estão seriamente ameaçados. E mesmo que amanhã continue a existir aqui um país com o mesmo nome, sem esses dois elementos fundamentais não será Portugal.

Um grande amigo meu disse uma vez que, na presente catástrofe, mais importante que a ideia de Portugal é a ideia dos Portugueses. Não posso estar mais de acordo. Sem Portugueses não haverá Portugal e, da forma como estamos a ser invadidos e colonizados, corremos o sério risco de tal tragédia se verificar.

Para continuar Portugal, tem necessariamente que haver vontade, tal como aconteceu por tantas vezes na nossa história. Temos que ter vontade de defender os portugueses e toda a nossa grande família europeia. Temos que transmitir esse sentimento a todos os nossos compatriotas e despertá-los da letargia em que se encontram.

Haja vontade para continuar e perpetuar os Portugueses. Haja vontade de continuar e perpetuar Portugal. Haja vontade de criar uma grande pátria europeia de povos irmãos!

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