Identidade Cultural

Texto retirado do extinto site Imigport

Antes de mais permitam-me que explique o que entendo por cultura. Para mim cultura é "o conjunto de costumes, de instituições e de obras que constituem a herança social de uma comunidade ou grupo de comunidades". Não confundir com o conceito de "cultura" da nossa auto-proclamada elite cultural, segundo o qual, cultura é apenas o conjunto dos "produtos" e "serviços" que essa mesma elite produz, cria, copia, plagia, adapta ou importa.

Portugal foi durante toda a sua história um país culturalmente homogéneo. Tivemos os nossos desacordos, alguns sangrentos, mas no essencial estivemos sempre de acordo. Isto porque as nossas referências, os nossos princípios, os nossos valores, as nossas regras de vivência sempre foram conhecidas de todos e de um modo geral aceites. Tínhamos em comum a nossa história multissecular com a qual nos identificávamos e que servia de traço de união. Portugal é o arquétipo do Estado-Nação. Pequeno e homogéneo do ponto de vista étnico e cultural.

É difícil explicar as vantagens disto, porque estas coisas são como a intimidade, só lhe conseguimos dar o devido valor quando a perdemos. Mas o nome Jugoslávia diz-lhe alguma coisa?

Agora, os pseudo-liberais da treta da auto-proclamada elite cultural, acham que devemos esquecer esta história, acham que os nossos heróis eram todos assassinos, os nossos Reis uns idiotas, acham que só fizemos asneiras, e que nos devemos achar uns desgraçados e coitadinhos. E quem não concorda com isso é logo chamado de "patrioteiro serôdio". Pois bem eu prefiro ser um patrioteiro serôdio. Portugal é um pequeno país da periferia da Europa, sem grande riqueza agrícola ou mineral, cercado por um vizinho cinco vezes maior e eternamente hostil, por um lado e por mar pelo outro. Tudo indicava que seria apenas mais um pequeno país da Europa. As hipóteses de sobreviver como estado independente não pareciam brilhantes. Mas não só sobreviveu como prosperou. Durante o período "imperial" a população portuguesa estava estimada em menos de 4 milhões de habitantes. O que essa pequena população fez foi incrível. Eles foram até ao fim do mundo e conquistaram e desbravaram um império com mais de 20 vezes a área de Portugal. Querem que eu tenha vergonha disto? Desculpem mas não tenho.

É verdade que tivemos as nossas derrotas humilhantes, fomos obrigados a fazer negociações em termos desfavoráveis e fomos obrigados a fazer algumas alianças anti-naturais. Mas dadas as circunstâncias, tendo em conta os condicionalismos, será que era possível fazer muito melhor do que o que foi feito, pelo menos até ao século XVIII? Tenho dúvidas. Várias nações maiores não fizeram melhor. Não, Portugal não foi apenas mais um pequeno país da Europa. Não foi só isso. Foi muito mais do que isso.

Imaginemos como vai ser daqui a 50 anos. Ainda se ensinará alguma coisa da nossa história nas escolas? E as crianças descendentes dos actuais imigrantes não-europeus vão considerar Vasco da Gama um herói? Vão considerá-lo como um dos seus? O facto de as gravuras o representarem como sendo um indivíduo de uma raça diferente da sua não fará diferença? Os nossos monumentos vão continuar a ser preservados? As nossas tradições vão permanecer vivas? A nossa história vai significar alguma coisa para esses jovens?

Os movimentos racistas negros dos EUA já acusaram Portugal, a par da Espanha e da Igreja Católica, como sendo responsável pela escravatura negra e sugeriram que sejam pagas indemnizações à semelhança das vítimas do holocausto nazi. As novas gerações de Africanos que nascem no nosso país vão ser impermeáveis a estas ideias?

Só um ingénuo ou um irresponsável acreditará nisto!

E como vamos resolver o problema? Vamos re-esculpir as estátuas dos nossos heróis de modo a que fiquem com um aspecto racial indefinido? Vamos repintar os quadros de modo a que todos os intervenientes pareçam mulatos? Vamos reescrever a história? Vamos esconder os túmulos dos nossos navegadores, dos nossos exploradores? Ou vamos com sensatez admitir que existem alguns limites que NÃO podem ser ultrapassados?

É evidente que nenhuma sociedade pode prosperar no isolamento. As grandes civilizações do passado sempre se localizaram na confluência das rotas comerciais. No entanto, como as viúvas dos Imperadores Romanos bem sabiam, o que faz o veneno não é a QUALIDADE mas sim a QUANTIDADE da substância. O veneno mais mortal ingerido numa quantidade suficientemente pequena será inofensivo, mas uma substância geralmente benéfica tomada em grandes quantidades pode até originar a morte.

É este conceito das proporções que parece escapar aos partidários das portas escancaradas.

Outra coisa que os nossos antepassados já sabiam bem é que culturas diferentes não são infinitamente ‘miscigenáveis’. Podem-se misturar até um certo ponto que depende do grau de afinidade entre elas, mas uma vez esse limite ultrapassado, os problemas não tardarão a surgir.

Penso que uma analogia boa para isto é a dissolução de um sal num líquido. Até uma certa quantidade o sal parecerá ter desaparecido por se ter dissolvido no líquido. No entanto a partir desse limite, e por mais que agite as águas nunca conseguirá dissolver o excesso. É isso que se passa neste momento na região de Lisboa e vale do Tejo onde a "água" Lisboeta já não consegue dissolver mais "sal" africano que por isso se acumula no fundo em quantidades cada vez maiores.

O que vou escrever talvez pareça excessivo a algumas pessoas mas é algo em que acredito verdadeiramente:

Se permitirmos que Portugal se torne num país de maioria negra, então a partir desse dia, talvez o país continue a chamar-se Portugal. Talvez a língua mais falada ainda seja um português reconhecível. Mas a HISTÓRIA desse país NUNCA mais será a história do nosso povo. Nós, os portugueses de etnia europeia, a nossa história e tudo o que fomos terá merecido o esquecimento.

Dos fracos não reza a história!

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