Identidade étnica

Texto retirado do extinto site Imigport

Nós, a equipa do Imigport, gostamos de ser europeus mediterrânicos. Gostamos de ser reconhecidos como tal em qualquer local do mundo. Achamos que não temos motivo nenhum para nos envergonhar disso. Nós e os povos mais próximos de nós etnicamente, juntos, tivemos uma história gloriosa. Portugueses, espanhóis, italianos e gregos sempre produziram bons protagonistas em todas as áreas da realização humana. Nós temos muito orgulho nisso. Não defendemos que tenhamos sido os melhores mas achamos que não fomos nenhuns coitadinhos, condenados a que outros tenham pena de nós.

Isto talvez o faça rir, mas nós achamos que somos povos de pessoas bonitas. A preservação da beleza não é uma razão suficientemente boa? A beleza está nos olhos de quem a vê e na Europa os olhos são europeus. Não queremos perder a “semelhança de família” que temos com estes povos. A Espanha está a aguentar firme e a Itália que começou mal, acordou a tempo. Os campos de concentração para imigrantes clandestinos lá estão a provar isso. Só falta Portugal actuar.

Sabemos que agora é um crime dizer isto mas a verdade é que temos muito orgulho em pertencer a este grupo de povos. E sentimos muita pena ao observar o processo de “acastanhamento” que está em curso e que nos está a afastar da “família”. Não acreditamos que os genes “afro” venham melhorar o nosso “pool” genético. É proibido dizer isto mas é o que pensamos.

Não está aqui em causa se ficamos mais ou menos inteligentes, melhores ou piores jogadores de futebol, mais ou menos interessantes do ponto de vista dos produtores de filmes pornográficos. O que está em causa é que estamos a perder um importante factor de união com os outros povos do nosso continente e com os nossos próprios antepassados. Corremos o risco de nos tornarmos uma população aparte no seio da Europa. Fácil de identificar, fácil de discriminar, fácil de rejeitar. Deixaremos de nos sentir “em casa” em Espanha ou na Itália. Os únicos locais, fora do nosso país, onde nos sentiremos “em casa” será Cabo Verde, Cuba e as favelas do Brasil.

Achamos que não nos devemos acastanhar mais do que adequado à intensidade solar do nosso país. É crime defender isto? Aliás não são os próprios SOéSes a defender que a diferença entre as raças é apenas superficial e que no interior, e designadamente em termos de capacidade intelectual, as raças são todas iguais? Então, se assim é, que ganhamos nós em andar a fazer cruzamentos? Nós perdemos a nossa identidade e eles perdem a deles. É só isso que “ganhamos”.

Imagine a situação inversa. Imagine por exemplo que alguém num país da África negra manifestava preocupação por estar a haver uma invasão de imigrantes europeus que se reproduzem a uma cadência cinco vezes mais rápida que o seu povo, admitindo que isso é humanamente possível. Esse alguém defende então o direito de defender a preservação da identidade étnica do seu povo tal como nós aqui fizemos.

Seria isso considerado racismo? Claro que não! Até conseguimos imaginar um mediático deputado da nossa assembleia a dizer coisas deste estilo: “OOO quuêê? Nããooo Poooode Seeer! Nós que durante tanto tempo colonizámos económica e politicamente estes povos, também queremos agora “colonizá-los” geneticamente? Não pode ser! Eles têm o direito de querer preservar a sua identidade étnica.”

Pois têm. E nós também.

Aliás não é preciso ir tão longe. Considere os ciganos. Só admitem casamentos dentro da sua raça, princípio que é escrupulosamente respeitado sob pena de os infractores serem banidos da comunidade. É evidente que para eles a preservação da identidade étnica é considerada importante. Nunca vimos os SOéSes ou o tal deputado mediático a criticar esta faceta dos ciganos. Antes pelo contrário, os ciganos são precisamente um dos seus povos-vítima predilectos. Então se respeitam essa opção nos ciganos, porque não nos portugueses? Porque quiseram pôr Portugal na via da multi-racialidade e da miscigenação sem sequer perguntar a nossa opinião?

Porque é que quando um português manifesta uma opinião contrária à miscigenação é logo acusado de “racista” e “preconceituoso” mas ninguém critica os ciganos por seguirem essa opção na prática?

Alguns argumentam que nós não somos uma raça pura, que somos uma mistura de iberos, celtas, berberes, romanos, fenícios, gregos, etc. Lembram que temos uma grande componente árabe e de que não nos podemos esquecer dos cerca de 10.000 escravos negros que para cá foram trazidos no século XVII e cujos genes se acabaram por diluir na nossa população. E depois? Só se fossemos lourinhos e de olhos azuis é que teríamos o direito de querer preservar a nossa identidade étnica? Quando perguntamos isto a um defensor da “linha castanha” ele fica sem nos saber responder. Segundo percebemos, a lógica por detrás disto é qualquer coisa do estilo: uma vez que o acastanhamento já está em curso, e já não há nada a fazer então o melhor é levá-lo até ao fim! Por esta ordem de ideias, se você um dia ao chegar perto do seu carro, observar que ele tem uma mossa, então o que tem a fazer é pegar num martelo e amassá-lo completamente!

A nossa língua também não é uma língua “pura”, é baseada no latim e tem influências de outras línguas. Não é nenhuma criação original. Mas apesar disso é a nossa língua e nós concordamos que ela deve ser preservada.

Os nossos monumentos também não são ilustrativos de um estilo arquitectónico puro. Também eles têm influências exteriores. Apesar disso são suficientemente portugueses para que nós achemos que eles devem ser conservados.

O mesmo se passa com as nossas tradições, a nossa paisagem, a nossa fauna e flora, etc.

Porque resistimos à introdução dos telhados tipo “maison”? Não foi por acharmos que a nossa paisagem rural merecia ser preservada?

Então porque carga de água é que é um crime tão grande defender que a nossa identidade étnica é algo que merece ser preservado?

Os povos que no passado se misturaram connosco, fizeram-no ou por que eram militarmente mais fortes, ou mais bem organizados, ou trouxeram uma cultura que nós admirámos, ou eram tão semelhantes a nós étnica e culturalmente que dificilmente poderiam ser considerados estranhos. Mais provavelmente tinham uma mistura de todas ou algumas destas características. Apesar disso, desde Viriato que resistimos sempre que necessário. E todos esses invasores eram do grupo caucasiano.

Mas os novos invasores não são nada disso. Culturalmente são do mais atrasado que existe no mundo e não culpem o colonialismo português por isso. O colonialismo português bem tentou alterar isso e as ruínas das cidades que construímos nas ex-colónias são uma boa prova disso. Etnicamente eles são do mais diferente de nós que se pode encontrar neste planeta.

Eles vêm de países com um tremendo potencial agrícola. Com paisagens magníficas que poderão servir de base a um turismo de sucesso. Com inúmeras riquezas minerais. Com uma baixa densidade populacional. Que vêm eles fazer para este velho Portugal, pequeno, relativamente pobre e superpovoado? É por causa dos seus governantes corruptos e incompetentes? Mas que culpa temos nós disso? Se eles viessem do deserto de Gobi, da Antártida, do Sahara ou se fossem os últimos sobreviventes de um continente afundado, ainda se podia entender, mas assim…

É evidente que ninguém pode ser proibido de se casar com quem muito bem entender. Mas não faz mal que as pessoas tenham consciência das implicações disso. Os critérios de escolha de “parceiro biológico” não são fáceis de racionalizar. Potencialmente todas as raças são igualmente competentes como parceiro de vida. A escolha é muitas vezes uma questão de oportunidade. Quanto maior o número maior a oportunidade. Numa situação como a que vivemos existem muitos factores que favorecem o aparecimento de “oportunidades”. Por exemplo, o casamento é uma excelente forma de obter a naturalização e 70% dos imigrantes africanos são homens.

Os casamentos multirraciais têm o mesmo sucesso que os outros? Nos EUA têm uma taxa de divórcio cinco vezes mais elevada que os outros. E em Portugal? Como sempre não existem estatísticas mas a maior parte dos casos que conhecemos acabaram rapidamente em divórcio, infelizmente só depois de produzirem descendência.

Agora está na moda entre a “elite vanguardista” o conceito de que a mistura de raças é inevitável e até desejável. Segundo eles o mundo está numa marcha imparável para formar uma raça única. Paradoxalmente esta sociedade que vive obcecada pelas roupas de marca e pelos automóveis de prestígio quer transformar a gloriosa diversidade humana num único “produto branco” ou melhor, castanho!

Querem acabar com um dos maiores prazeres do turismo; o contacto com diferentes “paisagens” humanas.

Querem produzir um mundo habitado por uma monótona e incaracterística raça castanha. E para quê? Um dia deram-me esta resposta: “Para acabar com o racismo!” Sinceramente isso faz tanto sentido como querer acabar com os problemas causados pelas pulgas dos cavalos, matando os cavalos!

Repare que os entusiastas da miscigenação, que se dizem tão grandes defensores da diversidade, no fundo e no limite, o que querem é acabar com essa mesma diversidade. Querem produzir um Portugal e um mundo racialmente homogéneo. A única diferença é que querem substituir as raças nativas de cada região por uma raça mulata. Só não explicam é porquê. Por que é que uma sociedade homogénea de brancos, por exemplo, é pior que uma sociedade homogénea de mulatos? Temos de partir do princípio que eles não consideram os dois casos iguais porque nesse caso não seria necessário propagandear a mestiçagem com tanto ardor.

Deixem viver a diversidade! Deixem viver as raças no seu contexto social, geográfico e histórico!

Não nos esqueçamos que as pessoas de etnia europeia representam menos de 12% da população mundial. Nós é que somos a minoria étnica!

A hospitalidade é sagrada e deve continuar sempre assim. Mas ser hospitaleiro não é deixar-se passivamente invadir por hordas de estrangeiros abusadores.

Que fique claro que nós não propomos nenhuma limpeza étnica, nem proibições de casamentos multirraciais, nem incentivos financeiros para quem não os pratica.

A preservação da nossa identidade étnica é importante para nós. Pensamos que também será para mais pessoas. No entanto, admitimos que isto não tenha qualquer importância para muita e boa gente. Mas achamos que a nossa opinião tem tanto direito de poder ser expressa livremente como a opinião da “linha castanha”. Porque é que eles podem divulgar as suas ideias livremente e nós não? Porque é que somos logo acusados de sermos racistas? O que é ser racista, afinal? Porque é crime ser “racista”, mas já não é crime ser “familista”, “partidoista”, “clube-de-futebolista”, “bairrista”, etc.?

Se ser racista é gostar de pertencer a uma raça, então porque é que isso é pior do que gostar de pertencer a um determinado clube de futebol?

A miscigenação não é como as nacionalizações. Quando se descobriu que não era uma boa ideia, bastou desnacionalizar ou reprivatizar. Mas a miscenização é irreversível. Se perdermos a nossa identidade étnica NUNCA mais a conseguiremos recuperar. Não valerá a pena ser cauteloso? Não será bom pelo menos discutir o assunto?

Todos os dias somos invadidos por programas de TV do Brasil e dos EUA a defender a ideia da miscenização. É o “melting pot” que está na moda. E nós portugueses, provincianos como somos, vamos sempre atrás das modas. Os japoneses, os espanhóis, os finlandeses, os coreanos e muitos outros não vão nisso. Mas isso é porque são parvos. Nós é que somos espertos!

As pessoas esquecem-se que os casos são diferentes. Os EUA e o Brasil são sociedades multirraciais consumadas, com todos os problemas que daí advêm. Já não podem voltar atrás. Não há nada a fazer. A atitude mais inteligente é tentar por todos os meios diminuir o potencial para a eclosão de conflitos étnicos. Daí esses programas de TV. Fazem todo o sentido NESSE contexto. Mas NÃO no nosso. Portugal ainda é na sua maior parte uma sociedade homogénea. Estamos no nosso direito de defender que ela deve continuar assim!

A melhor maneira de defendermos a nossa identidade étnica é impedir a entrada no nosso país a multidões de pessoas de etnia muito diferente da nossa.

Sejamos sensatos!

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