Identitários? Uma questão de bom gosto e bom senso!

Por MJ (texto publicado no extinto blogue Alternativa Identitária em resposta a uma polémica mantida com o blogue Pasquim da Reacção)

I. Parte

Pensávamos que a reacção mais reaccionária figurava bem arrumada nas vetustas galerias da história mais remota, mas afinal ainda anda por aí, fazendo uso dos novos instrumentos tecnológicos; desafiando os que conscientes dos novos tempos de aço, buscam respostas e soluções para os perigos imediatos que ameaçam as nossas culturas e civilização do nosso continente mãe: a EUROPA. E, como para mau entendedor meia palavra não basta, decidimo-nos a decifrar o abc das nossas convicções.

Não somos, nem de direita, nem de esquerda! A nossa identidade etno-cultural Europeia vale muito mais do que a caquéctica dicotomia redutora direita/esquerda. Afinal, muitos de nós preconizamos um socialismo de raízes comunitárias, anti-marxista, inspirados nas tradições municipalistas, cooperativas, mutualistas de vários pensadores Europeus nos quais se incluem Portugueses (Proudhon, Tonnies, Werner Sombart, Arthur J. Penty, William Morris, John Ruskin, Saint Loup, Oliveira Martins, Arizmendiarrieta, etc).

Quem leu com atenção os nossos artigos anteriores no nosso blogue e Boletim, aperceber-se-á da nossa recusa de todos os sistemas totalitários que reduzem a humanidade a um conglomerado anónimo de elementos abstractos, consumidores/consumistas e escravos/produtores.

Sim.

Temos propostas para resolver os problemas económicos que afligem a Europa.

Soluções que passam por experiências historicamente conseguidas, coroadas com êxito e eficácia nos planos social e económico. Uma das condições exigidas é a homogeneidade etno-cultural como defendia, por exemplo, Rudolf Kjelen.

No entanto, importa frisar que no actual momento histórico valorizamos e damos prioridade à nossa sobrevivência, dos nossos povos e das nossas culturas, feridas pela agressão demográfica e cultural da invasão/colonização das hordas terceiro-mundistas e do mais repugnante capitalismo liberal, especulador e de natureza mafiosa. Uma questão de bom senso!

Não somos racistas! O racismo significa a apologia da discriminação e a teoria afirmativa da superioridade de uma raça sobre outra. Clarifiquemos: o que aqui se fala é de defendermos a NOSSA cultura e os nossos povos Europeus. Porque razão nos podem impunemente apelidar de “goim” e “infiéis”, e não termos o direito à defesa da nossa identidade? É pacífico titular um festival de arte realizado por africanos, como expressão da cultura afro-negra. Imagine-se se utilizássemos os mesmos conceitos e critérios de avaliação para um festival étnico organizado por e para Europeus? O que é que nos chamariam? A África denomina-se de continente negro! E a Europa como a apelidaríamos? Ou será que a “brancura” se fica pelo continente gelado da Antártida? Entenda-se que com estes exemplos prosaicos e figurativos simplesmente pretendemos demonstrar a duplicidade de critérios discriminatórios de que são alvo os Europeus. Preconizamos a diversidade; as diferenças etno-culturais são uma riqueza e devem manter-se; é positivo o conhecimento e respeito mútuo. Mas cada um deve quedar-se na sua casa: no seu espaço etno-cultural.

II. Parte

Não somos pagãos. Nas fileiras identitárias militam pagãos, ateus, agnósticos, cristãos de todos os ramos.

O Islamismo e o Judaísmo contradizem na sua substância Teológica o Espírito Europeu de liberdade e autonomia pessoal. Para nós, a problemática religiosa assume-se como uma realidade secundária, ainda que importante para a definição da nossa identidade. A confissão religiosa, desde que não ofenda e não desfigure a nossa herança milenar, permanece um assunto do foro pessoal.

A definição cultural dos povos Europeus compreende as tradições pré-cristãs, vulgo Paganismo, germânicas, celtas, greco-latinas, (indo-europeias) e, finalmente o Cristianismo forjado no encontro com o Helenismo e Mitraísmo, representado nas versões Católica, Ortodoxa e Protestante. A religião não pode ser mais motivo de conflito entre Europeus! Repudiamos o totalitarismo fanático das religiões monoteístas, em particular o Islamismo, na medida em que a Política e a vida social se confundem e se subordinam a leis (SHARIA) explicitamente obscurantistas, discriminatórias e limitadoras da liberdade pessoal, sobretudo das mulheres.

Os Europeus são povos que sempre glorificaram o sentido da honra e da liberdade, enquadrando-as no espírito de responsabilidade comunitária.

III. Parte

Derradeiras considerações. Desde sempre a Europa e os Europeus se constituíram como um espaço de troca, cooperação, comunicação e tragicamente de conflito, como foi a última Guerra Civil Europeia nos [anos] 40.

Essa permuta gerou, concorde-se ou não, uma consciência de pertença a uma civilização comum. Longinquamente fundada nas raízes Indo-Europeias, na antiguidade Greco-Latina, no Cristianismo Medieval sob a égide de Carlos Magno, um grande Europeu, e ao abrigo das Catedrais o Espírito Europeu projectou-se genialmente além fronteiras – Portugal foi importante nessa gesta – transformando a face do mundo.

Negar as nossas (portuguesas) relações com a Escandinávia é fazer tábua rasa da história; é preconceito ideológico; é olvidar a crucial colaboração nórdica na conquista de Lisboa aos mouros, inimigos comuns; é não reconhecer a estreita cooperação económica e comercial entre Portugal e a Liga Hanseática; é desconhecer o intercâmbio científico, cultural e económico registado entre Portugal e o conjunto dos países escandinavos no decorrer dos séculos XIX e XX. Enfim, só quem não conhece a Escandinávia poderá proferir tamanho disparate! A não ser que se pretenda, ou deseje alterar a nossa identidade a fim de a dissolver numa heterogeneidade étnica indecifrável. Esse, sim, o pior dos racismos!

Ou será que os nossos mais próximos serão os Guarani, os Bakongos ou os Makuas? Parece-nos que a mais curial percepção ocular e cultural desmente essa aproximação!!!

IV. Parte

Pensar que a sociedade Portuguesa se assemelha à Angolana releva de uma incomensurável ignorância! De que Angola falamos?

A dos mulatos crioulos de Luanda e Lobito, cada vez mais “abrasileirados”? Ou a dos “autóctones”, reclamantes da negritude e da autenticidade africana? Ou ainda a dos Hotentotes e Bosquimanos do deserto de Namibe?

Quem escreve o que escreveu ignora completamente os debates polémicos no seio das sociedades Angolana, Moçambicana e Brasileira a propósito da Identidade negro-africana, o que choca frontalmente com a “crioulice” luso-tropical inventada por mitómanos tardios, como foi o caso de Gilberto Freire, tentando justificar o injustificável. Esse luso-tropicalismo é a via mais veloz na direcção de um instinto fatal suicidário, terceiro-mundista e miserabilista que acabará por nos corroer por dentro.

Sim. O nosso modelo é Viena! É Viena na exacta proporção de que partilhamos a mesma cultura, a mesma civilização urbana (civilizada) europeia: cidades limpas e asseadas, com monumentos, parques, jardins, teatros, cinemas, segurança nas ruas, água corrente, esgotos, electricidade sem cortes, transportes públicos que funcionem, etc. Em suma, tudo o que não existe ou funciona nas cidades africanas.

Factos confirmados por todos os indicadores socio-económicos de organismos internacionais independentes! O que tememos é que Lisboa se torne numa cidade terceiro-mundista em todos os aspectos, como já é o caso de alguns bairros que são uma VERGONHA para os nossos responsáveis políticos “politiqueiros”.

Viena, felizmente ainda é uma cidade Europeia que não foi tomada de assalto. É nesse sentido que é nosso modelo, entenda-se. Pelo andar da carruagem corremos o risco de ver o restaurante “João do Grão” comprado por um qualquer “Ping-Pong” chegado clandestinamente da China. Não, não queremos uma Lisboa ocupada e colonizada. Lisboa é uma cidade Europeia e assim deverá continuar. Gostem, ou não, os multiculturalistas de esquerda e de direita!

Provincianismo? Pior provincianismo é aquele que nos leva a mirar o nosso próprio umbigo e pretender que somos o centro do mundo ou, mais grave ainda, recusar a aprendizagem e o conhecimento de quem, por qualquer razão, alcançou um maior desenvolvimento tecnológico, social e cultural.

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