A vida e as ideias de Mikhail Osipovich Menshikov

Por Alexei Bashmakov

“A figura mais odiada pela imprensa pré-revolucionária”, “o apóstolo do nacionalismo russo”, “reaccionário”, “nacionalista zoológico”, com tais epítetos liberais, a extrema-esquerda e a imprensa alógena definiram o grande publicista russo do começo do século XX, Mikahail Osipovich Menshikov. Sim, Mikhail Menshikov era de facto o ideólogo principal do etno-nacionalismo russo antes da “revolução bolchevique”, e com isto quero dizer o nacionalismo racial puro, não clerical ou monárquico da Centúria Negra. O escritor brilhante e erudito foi o primeiro na ideia política russa que abordou a questão racial. Infelizmente, este pensador proeminente não é conhecido pelos nossos camaradas ocidentais.

Mikhail Osipovich Menshikov nasceu a 23 de Setembro de 1859, em Novorzhev, região de Pskov no seio de uma família religiosa. Após completar os estudos na escola regional de Opochka, entrou no colégio técnico naval de Kronstadt. Sendo um oficial naval, participou em diversas campanhas distantes no mar e publicou em 1884 o primeiro livro de esboços “Dos portos da Europa”. Paralelamente ao seu Serviço de Estado, Menshikov colaborou com a revista “Semana”, de que era um dos autores principais. Em 1892 deixou o Serviço de Estado e dedicou a sua vida ao editorialismo. Depois da publicação da revista “Semana” ter terminado, A.S. Suvorin convidou Menshikov a colaborar no jornal de “Novoje Vremija” (“Tempo Novo”). Aqui o seu talento revelou enorme integridade e acutilância, em especial nas suas “Cartas ao companheiro”, impressas até ao fecho do jornal em 1917. Pessoas como Leo Tolstoy e Anton Chekhov respeitavam-no como escritor talentoso. Nos seus artigos Menshikov flagelava os pecados que afectavam a sociedade do Império russo. Algumas pessoas pensam que antes da revolução bolchevique o Império russo era um Estado perfeito, sendo que os malditos judeus-bolcheviques vieram destruir este paraíso tradicionalista na terra.

Infelizmente, a sociedade russa do início do século XX estava doente; as suas classes educadas sofriam da mesma doença espiritual que a sociedade europeia moderna – niilismo, etno-masoquismo, xenofília. Toda a intelligentzia estava cega pelas ilusões socialistas, comunistas e liberais. Eram pessoas que enviam ao Imperador do Japão felicitações após cada amarga derrota do exército russo na guerra russo-japonesa. Tal era o grau de declínio moral das chamadas classes educadas. Ao mesmo tempo verificava-se o terror da extrema-esquerda nas ruas das cidades russas e das tendências separatistas em todos os territórios não-russos do Império.

Mikhail Osipovich percebeu que somente um nacionalismo saudável podia salvar a Rússia. Escreveu: “nós, russos, dormimos durante demasiado tempo, embalados pelo poder e pela glória – mas caíram directamente do céu trovões, um após outro, e nós acordamos e vimo-nos cercados – tanto externamente, como internamente”. Segundo Menshikov a nação russa tinha de se unir num Império e expulsar todos os elementos alógenos do governo e do exército. Mas o seu nacionalismo não era um ódio cego e discriminatório, era um nacionalismo defensivo. “Nós”, escreveu Menshikov, “não nos erguemos contra a chegada nem contra a coabitação com determinada percentagem de povos alógenos, estando dispostos a dar-lhes quase todos os direitos de cidadania. Nós opomo-nos somente à invasão maciça, à tomada do Estado e das posições culturais por eles”. Ainda assim, o espírito presente nos trabalhos de Menshikov era brutal. Ele era determinista biológico e social-darwinista. “A luta pela existência é a mais profunda necessidade filosófica da natureza, e não existe apenas uma luta pela vida, mas por algo superior à vida: a perfeição”. “O forte sobrevive, porque é mais capaz, mais bem sucedido. A vitória é concedida às mais bravas, mais heróicas tribos, aquelas em cuja alma arde mais fortemente a chama divina do amor à terra nativa e à honra nacional. Povos cobardes, bêbedos, preguiçosos, cometem um crime na opinião da natureza, e esta coloca-os impiedosamente fora da história como lixo fedorento. Pela vontade de Deus as nações guerreiras são as purificadoras da terra”. Menshikov era cristão de Fé, mas nietzscheano de espírito. Por vezes, nos seus ensaios podemos encontrar palavras tais como “Nada perece. As almas dos povos e dos fenómenos não morrem. Não julguem que os deuses antigos morreram… Vivem muito mais próximos de nós do que julgamos, eles vivem em nós. Estas são as nossas paixões, estas são as propriedades tribais criadas juntamente com a nossa natureza. Os ídolos dos deuses são destruídos; os seus nomes desapareceram ou serviram como material para a criatividade poética, porém, a essência dos deuses permanece. A mesma raiva, a mesma inveja, a mesma magnificência, a mesma beleza, e o mesmo amor não estão num qualquer lugar na Grécia, mas sob o vosso crânio”.

Menshikov tomou parte activa na organização da União Nacional Pan-Russa, a primeira organização etno-nacionalista na Rússia. Cientistas (por exemplo o psiquiatra russo Ivan Sikorsky, pai do famoso designer de helicópteros Igor Sikorsky), oficiais, escritores, proprietários de terras, clérigos, altos e pequenos burgueses juntaram-se a esta organização.

Contudo, os extremistas de direita como as Centúrias Negras eram seus oponentes ideológicos. Não gostavam das suas posições raciais, porque para eles a raça era algo sem valor, inferior à fé e à lealdade ortodoxa ao Czar. “Sim, você está certo”, respondia Menshikov, “o emergente nacionalismo russo é zoológico, mas essa é a forma que o nacionalismo verdadeiro deve ter. É baseada nos profundos mistérios do sangue e da raça, na criação orgânica da raça através dos séculos, na extrema diferença fisiológica e psicológica entre tipos tribais diferentes”.

Menshikov apoiava a modernização da indústria russa, do exército e da marinha. Incentivava um comércio nacional forte, mas contra o espírito burguês. O seu ideal era uma Rússia forte, moderna, dinâmica, nacional, mas nunca um “Brasil com neve”.

Infelizmente a sociedade russa do começo do século XX não estava preparada para as suas ideias. A revolução de 1917 foi um tremendo choque para Menshikov, provocando-lhe uma depressão profunda. Menshikov mudou-se para a sua casa de verão em Valdai.

Os bolcheviques perceberam o perigo que representava Menshikov, muito melhor do que os nacionalistas e patriotas russos perceberam quão necessário era Mikaill Osipovich. Em 14 de Setembro de 1918 Menshikov foi detido. A 20 de Setembro foi morto pelo pelotão de fuzilamento da Cheka, perante os olhos dos seus próprios filhos (seis crianças tornaram-se órfãs). Os russos recusaram-se a executá-lo e desse modo ele foi assassinado por judeus. O comissário executivo chamava-se Jacobson, quem, mais tarde, executou o “D’Annunzio russo”, o poeta Nikolai Gumilev. Um pouco antes da sua morte ele escreveu à família explicando que aquilo se tratava de uma vingança judia devido aos seus artigos sobre a questão judaica (é pertinente mencionar que Trotsky era um inimigo pessoal de Menshikov).

Mas nós, os nacionalistas russos do século XXI, recordamos Mikhail Osipovich Menshikov, porque as suas ideias são todavia actuais, e quiçá mesmo mais do que no seu tempo.

Vivam os heróis da nossa Raça e Nação!
Mikhaill Osipovich Menshikov – Presente!

Comentários

Sem comentários

Adicionar Comentários

Este post não permite comentários