Face ao caos, o dever dos nacionalitas

Por Filipe Batista e Silva (2003)

No meio de toda a podridão que tem avassalado a desgraçada sociedade pós-moderna ao pior dos suseranos – a escravidão mental – resistem, erguidos, os nacionalistas da Europa. Nas suas variadas orientações, combatem uma guerra ainda não reconhecida pelo «establishment» político, mediático e cultural, e, por isso, ainda ignorada pelos principais interessados – as populações de raiz europeia. De todos os nacionalismos europeus, o português é o mais atrasado. Para vexame de todos nós, o quadro é tristemente negro, pois há décadas que o nosso solo não é enobrecido com o passar de homens de honra, compromisso e coragem, capazes de levar a cabo uma ofensiva política arrebatadora.

O mundo de hoje, marginalizando todos os princípios antigos, escarrando nos arquétipos ancestrais, move-se a uma velocidade estonteante no sentido de erradicar toda e qualquer virtude tradicional. As leis naturais substituem-se pelas leis da devassidão, permissividade, libertinagem e decadência, os valores morais supremos, como a Verdade, Lealdade, Honra e Trabalho, são escarnecidos, a Família passa a desempenhar um papel secundário, pelo menos até à sua ambicionada extinção, a soberania do Estado-Nação é expressa e constantemente violada, e o modo de vida parasitário, inútil e decadente do consumismo materialista é propagandeado diariamente, qual divindade redentora da vida moderna! Nasceu o homem «light», fruto de uma sociedade corrompida pela pobreza espiritual, pelo desenraizamento nacional, pela degeneração das obras civilizacionais, pela perda de sentido comunitário, de missão e de dever.

Engaiolados numa democracia que nos esfrega o cérebro com dejectos de uma filosofia carcomida, somos, democraticamente, coagidos a aceitar impavidamente a demolição de todas as directrizes fundamentais que regularam as comunidades nacionais ao longo dos séculos. Por isso, temos sido obrigados a coabitar com leis que apelam à miséria moral, ao derrotismo, à apatia social, à uniformização de povos, à robotização das pessoas e à liberalização dos cancros sociais (ex.: prostituição, drogas, “direitos” homossexuais, aborto). Tentam convencer-nos que tudo isto são coisas boas, garantia das liberdades individuais e respeito pelos “direitos humanos”. Fazem-nos crer que estas mudanças (por sinal, verdadeiramente radicais) se tratam da “evolução natural e irreversível” do pensamento e acção humana. Mas será que a apologia da morte (drogas, aborto) e da imoralidade (prostituição, igualdades gay), são as forças motrizes que nos garantem uma evolução qualitativa, e a defesa da verdadeira liberdade do Homem? Julgam que a almejada dissolução de diferenças e fronteiras entre os homens e sociedades são o garante de uma sociedade mais livre, justa e perfeita… Dou comigo a interrogar se estarei rodeado de cegos e idiotas!!! Como é possível haver gente tão ingénua que possa pensar nestes termos?!

Todas estas características da filosofia actual compõem os resultados efectivos do trabalho de uma frente universal, de cariz neo-marxista (e que inclui também a própria selvajaria do capitalismo mundialista), que controla os quadrantes que possibilitam moldar (como se de barro se tratasse) as débeis mentalidades das pessoas invertebradas. Muitos fazedores de opinião, falseadores, políticos e jornalistas são usados nas televisões, rádios e jornais, operando como instrumentos que possibilitam este bombardeamento ideológico cujo fim último é o anarco-niilismo mais brutal e aterrador. Além de tudo, esta propaganda massiva cria uma espécie de intimidação cultural, através da qual o pensamento das pessoas é severamente reprimido pelo sentimento de culpa, caso elas cheguem a conclusões de alguma forma contrárias ao pensamento social e politicamente permitido.

Procurando as causas e os porquês desta situação, somos imediatamente levados a concluir que se trata da obra dos irresponsáveis governantes que, ao longo das últimas décadas, se têm encarregado da chefia das nações ocidentais. Políticos marcados por vidas propensas à corrupção, movendo-se metodicamente, perseguindo objectivos de avareza pessoal, vendendo até a alma com o intuito de almejarem as mais variadas efemeridades terrenas, são a regra que se confirma com raríssimas excepções. São políticos que, pondo acima de tudo o interesse estritamente pessoal, não se coíbem de servir interesses de bastidores, traindo as comunidades que os elegeram… Criando traiçoeiramente uma máquina estatal que esmaga os povos e as pessoas honestas e empreendedoras, e regendo-se numa democracia altamente viciada (que atribui o poder sempre aos mesmos), a nossa classe política serve-se de todo esse poder adquirido para desenvolver as mais obscuras operações de engenharia social.

Assistir-se-á a um caos societário que irromperá da perda de identidades, do envenenamento das raízes e da perda de sentido de labor em prol dos agregados nacionais. No futuro as pessoas procurarão desenfreadamente a segurança, a identidade e raízes comuns no espaço físico que compartilham com os outros, mas deparar-se-ão com um vazio desesperante e deprimente, que as arrastará para uma crise sócio-depressiva generalizada. Esta falta de sustento conduzirá à reorganização das sociedades nacionais em mini-grupos urbanos (tal como já hoje vem acontecendo, bastando para isso recordar os incontáveis grupos que nos rodeiam, tais como homossexuais, satânicos, punks, gangs, etc.), dando origem a uma miríade de minorias – a isto chamamos neo-tribalismo. Consequente à manifesta falta de suporte hierárquico e de objectivo comum, as tribos funcionarão independentemente, trabalhando para e pela tribo. Tal organização da sociedade trará como retorno a conflituosidade generalizada, e o total desaparecimento das instituições humanas mais sagradas – a Nação e a Família.

Breves serão os tempos que antecederão o início deste caos, ou não assistíssemos diariamente a sinais que preludiam esse desastre… Caros amigos, trata-se do fim da civilização saudável tal qual a conhecemos. E face a este terrível quadro, será que temos reflectido seriamente sobre a necessidade de acção para evitar este cenário obscurantista, satânico e apocalíptico que se nos cabe antever? Quanto mais tempo deixarmos passar, mais brutal e violenta será a mudança. A corrupção dos povos poderá, então, atingir níveis tão profundos como irreparáveis!

Perante tudo isto, resta-nos, nacionalistas, instruirmo-nos politicamente e dotarmo-nos de todas as mais valias necessárias à execução de um projecto em conjunto, que vise destronar pragmática e categoricamente os profetas do mal nas entranhas mais viscerais do seu herético âmago. O indivíduo nacionalista tem a obrigação de fazer tudo o que esteja ao seu alcance para evitar a catástrofe. Esta não é uma guerra convencional. Para que a vitória seja, de facto, efectiva e duradoira, esta é uma guerra que deve ser ganha pela razão. Cada dom inato e cada competência adquirida completará o nosso equipamento de batalha. Não basta, pois, a farda. São necessários, também, cantil, bússola, mapa, escudo, capacete, arma de fogo, munições, etc. Como tal, a determinação, coragem, persistência, paciência, trabalho, lealdade, conhecimento e discernimento são virtudes fundamentais, das quais todo o nacionalista se deverá dotar com exímio rigor e compromisso.

Todo o trabalho é pouco, pois dispomos de recursos que não se podem comparar aos dos nossos inimigos, e, por isso, só a força da unidade, da coragem e perseverança trarão resultados palpáveis. Chegou o momento em que cada nacionalista, ciente da catástrofe, deverá ser responsabilizado pelo que faz. Não há mais escusa para adiar a actuação individual ou grupal. Esta é uma longa cruzada. Uma cruzada que levará anos, senão décadas! Uma cruzada cuja eficácia determinará a sobrevivência dos valores, das identidades e de um mundo respeitante, onde as nações históricas saibam proteger o que é por direito seu, salvaguardando os seus respectivos povos.

Revolucionários ou não, certo é que temos que ser necessariamente agentes promotores e impulsionadores de uma dramática mudança no contexto político-filosófico da actualidade. Em nome de Portugal, dos portugueses, dos construtores da nacionalidade, arquitectando a mudança pelo bem comum e pelo restabelecimento das harmonias então violadas, aqui se afigura o nosso sagrado ofício, do qual não nos podemos desvincular!

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