Identidade

Por Duarte Branquinho (publicado no blogue Pena e Espada)

Este tema tem dado muito que falar nos últimos dias por esta blogosfera fora. Infelizmente, caiu-se (como também noutros temas) numa acesa troca de insultos que não serve a ninguém. A defesa da identidade, a que se começa a assistir um pouco por toda a Europa, incomoda muita gente. «A ideia de identidade é como um espinho no pé da ideologia igualitária e universalista dominante», disse Guillaume Faye. Tal significa que o combate identitário é urgente e necessário.

A inversão dos papéis

Anteriormente, estávamos habituados a apenas considerar o combate identitário como algo próprio de povos não-europeus. Era o eurocentrismo oitocentista a falar. Existia a convicção de que o Velho Continente seria eterno sem que para isso precisássemos de fazer alguma coisa. Actualmente, a realidade é outra. A Europa assiste hoje a uma invasão do seu território por povos que não só não desejam integrar-se, como começam a impor as suas culturas.

Contra a massificação: afirmação

Aquilo a que hoje chamamos “ocidentalização” é a doutrina vigente da massificação dos povos e das culturas. É um dogma politicamente correcto e, por isso, indiscutível. Quem o questionar será automaticamente considerado “racista”, mesmo apesar de não se considerar superior a ninguém, nem querer aniquilar ninguém. Assim, a única defesa é a afirmação da nossa identidade sem complexos. Devemos poder ter orgulho em sermos portugueses e europeus. A defesa da identidade é um direito e um dever de todos os povos. Os europeus não podem ser os únicos a quem este direito é negado. No nosso país assistiu-se, por exemplo, à defesa da etnia maubere em Timor contra uma Indonésia colonizadora e uniformizadora, destruidora da identidade daquele povo. Por que não podem os portugueses e os europeus fazer também esse combate identitário?

Identidade

A identidade assenta, como muito bem teorizou Robert Steuckers, na continuidade. A sua defesa não se faz com um imobilismo conservador, mas eternizando a corrente da qual somos hoje um elo. A identidade é, assim, dinâmica, permitindo a sobrevivência de um povo ao longo da História. No entanto, como afirma Guillaume Faye na obra “Pourquoi nos combattons”: «A identidade étnica e a identidade cultural formam um bloco: a manutenção da herança cultural e o seu desenvolvimento supõem uma proximidade étnica no seio dos povos. (…) O primeiro fundamento da identidade é biológico; sem ele, os dois outros níveis, cultural e civilizacional, não são duráveis. Dito de outra maneira, a identidade de um povo, da sua memória e dos seus projectos assenta antes de tudo sobre disposições concretas e hereditárias. (…) Mas a base biológica não pode por si própria assegurar a perenidade de uma cultura se lhe faltar a vontade do povo e das elites.”

Etnia, cultura, vontade: identidade.

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