Entrevista a "Caturo"

Entrevista realizada pela redacção do Causa Nacional a “Caturo”, autor do blogue Gladius

1. O que é um gladius?

Um «gladius» é uma espada romana de dois gumes, lâmina larga e ponta aguçada. Baseia-se na espada usada pelos Celtas da Ibéria, com os quais os Romanos entraram em contacto. Falava-se por isso, nos tempos da Romanidade, do «Gladius Hispaniensis», ou Gládio Hispânico, que foi a arma da qual derivou o «gladius» romano propriamente dito.

2. Escolheste este símbolo para simbolizar a identidade europeia?

Não propriamente. O Gládio representa, como designação do blogue, um vector de ataque ideológico e de corte com aquilo que tolhe a liberdade e o orgulho da Estirpe; representa também o corte com a ideia perigosa de que o inimigo do meu inimigo é meu amigo, o que significa que nem todos os que se opõem aos nossos inimigos são do nosso lado, como é visível, por exemplo, no facto de a «Direita» parlamentar ser tão nossa inimiga como a Esquerda toda. E, sobretudo, representa aquilo que me parece ser a essência da identidade nacional: a fusão do elemento céltico (ou indo-europeu hispânico pré-romano, enfim) com o romano, dado que a palavra, em si, é formalmente latina e define um objecto formalmente romano, mas a raiz da palavra em si assenta no idioma céltico falado na Hispânia, tal como o próprio objecto.

Assim somos nós, Portugueses – somos um povo românico mas cujas raízes remontam a gentes hispânicas pré-romanas.

É verdade que na zona que é hoje Portugal, estiveram vários outros povos para além de Celtas e Romanos: por cá passaram Fenícios, Cartagineses, Germânicos, Mouros. Contudo, creio que há um modo de diferenciar a contribuição de cada uma dessas gentes para a composição do Povo Português: a observação da História da Língua.

A língua é um elemento crucial da identidade humana e serve como testemunho de permanência étnica quando é mantida ao longo de séculos ou mesmo milénios, atravessando épocas de domínio alienígena – e a língua portuguesa não deriva nem do Fenício (o Cartaginês é entretanto de raiz fenícia), nem do Germânico, nem do Árabe (dos Mouros), mas sim do Latim, isto é, do idioma trazido pelos Romanos. Os
povos indo-europeus da Hispânia central e ocidental não foram substituídos por Romanos, mas sim romanizados, há cerca de dois mil anos e, desde então, não mais se deixou de falar Latim na Ibéria: nem a presença germânica (que, de resto, não foi adversa à cultura romana) nem sequer a ocupação mourisca eliminaram a língua de raiz latina, o que indica que o povo que a falava não se deixou eliminar ou absorver pelo invasor.

É certo, entretanto, que a língua não é tudo – há muitos africanos, nas ex-colónias, que falam Português e não é por isso que são portugueses. Só que, neste caso, conhece-se a origem étnica desses luso-falantes. No caso da origem étnica dos povos da Ibéria Ocidental que viveram entre a romanização da Lusitânia e a fundação do reino de Portugal, sabemos pouco mais do que a identidade da sua língua e raça (biológica). Sendo assim, é natural partir-se do princípio de que eram os herdeiros, geneticamente falando, de Roma e da Lusitânia, dado que, tanto quanto se sabe, não veio para a Ibéria nenhuma imigração maciça; quanto à invasão mourisca, não é credível que os Mouros, como vencedores, aprendessem a língua dos ocupados – pelo contrário. Em toda a parte, impuseram o Árabe. Ora, se a Moirama tivesse influenciado a Hispânia tanto quanto se pensa, haveria pelo menos alguma parte desta península a falar Árabe – e, na realidade, não há nenhuma. Tem também interesse fazer notar que as palavras árabes da língua portuguesa se aplicam sobretudo a objectos de índole utilitária, não havendo um só nome próprio, tanto quanto sei, que seja de raiz sarracena.

3. O teu blogue é essencialmente um blogue de defesa racial branca. O que tens a dizer a todos os que afirmam que a raça é um mito?

Não sou um cientista. A respeito dos argumentos científicos, aponto simplesmente o facto de que existem cientistas que afirmam a existência da raça e que, por isso mesmo, não são ouvidos ao nível da comunicação social, a qual é, na generalidade, controlada por gente de simpatias internacionalistas, quase sempre de Esquerda. Pois que é precisamente da Esquerda intelectual que parte a ideia propagandística segundo a qual «a descoberta do genoma provou que não há raças», como se a ciência fosse absoluta e definitiva. Não há nessa atitude política qualquer traço de honestidade intelectual.

Acresce que, como demonstrei no Gladius, a ideia de que não há raças já há muito circulava nos meios intelectuais de Esquerda como forma de combater, pela base, qualquer doutrina racial. Efectivamente, um certo autor português, J. Andrade Saraiva, denunciava, em obra publicada no ano de 1932, as intenções confusionistas dos que, em nome do universalismo igualitário e anti-racista, faziam os possíveis por invalidar as noções de raça existentes.

É aliás sabido que, em investigação científica, encontra-se muitas vezes aquilo que já à partida se quer encontrar, independentemente da ética profissional de cada um.

O que tenho a dizer a respeito da raça é pois o seguinte: a raça vê-se, a olho nu – a raça diferencia populações inteiras umas das outras. O facto de um filho de europeus ser de aspecto físico europeu (contando que não tenha uma significativa ascendência não europeia) não cai do céu nem é inventado por racistas.

Ora, tudo o que está no rosto humano tem de ter uma tradução genética.

E, sobretudo, tem um significado identitário. E é aqui que reside o cerne da mensagem que quero transmitir: que a raça faz parte integrante da identidade humana, tanto como o corpo faz parte integrante da existência de cada indivíduo. Olhar para a sua própria raça de um modo «desinteressado», como se a questão da definição do seu próprio rosto fosse indiferente, faz lembrar aquelas descrições de experiências post-mortem, daqueles que estiveram clinicamente mortos durante alguns minutos e que narram situações nas quais olham de cima para o seu próprio corpo e não se preocupam nada com a sua própria morte... assim parecem os anti-racistas indiferentes à existência futura da sua própria raça: como mortos, ou, pelo menos, como mutilados voluntários.

4. Utilizas o teu blogue para desmistificar a crença multiracial que hoje impera nas nossas sociedades. Que pensas da internet como espaço de opinião?

A internet é um instrumento magnífico de valor sem precedentes no que toca à circulação da informação e, no que diz respeito à vossa questão em concreto, a internet dá aos sectores ideológicos mediaticamente desfavorecidos ou mesmo perseguidos e silenciados, como é o Nacionalismo, uma possibilidade crescente de divulgação de ideias. Naturalmente que as hostes inimigas do Nacionalismo não gostam disto.

Esquerdistas por um lado, neo-liberais por outro, estão ambos de acordo no seu ideal internacionalista, mundialista, embora os segundos sejam partidários de uma globalização capitalista e os primeiros pugnem, assaz histericamente diga-se, por uma globalização esquerdista.

De um modo ou de outro, são ambos adeptos do modelo do pária, sem raízes nem Pátria.

E é esta gente que desde há muito domina a comunicação social. Dominando a comunicação social, têm podido impor a sua versão dos factos, ao mesmo tempo que silenciam tanto quanto possível a voz nacionalista, ajudados nisso pelos seus correligionários instalados nos governos, os quais, fazendo a sua parte do «arranjinho», criam leis cada vez mais rigorosas para punir judicialmente o «racismo & xenofobia» (sempre nomeados ao par, que é mais barato dizer como está na cassete). A generalidade da comunicação social, quando parece deixar falar os nacionalistas, mais não faz do que, umas vezes, seleccionar só as partes mais radicais do discurso nacionalista, incluindo depois «legendas explicativas» anti-racistas, e, noutras vezes, falar em nome dos nacionalistas, deturpando-lhes o discurso.

Viu-se bem, em França por exemplo, o modo como Jacques Chirac recusou um frente-a-frente televisivo com Le Pen, aquando das eleições presidenciais francesas de 2002, argumentando que «não se discute com o ódio». Salta à vista que o candidato Chirac queria simplesmente evitar que o povo pudesse presenciar um confronto de ideias em igualdade de circunstâncias.

Enfim, deixar os nacionalistas falarem directamente ao povo, com princípio meio e fim, sem interrupções, eis o que os internacionalistas não admitem nem por sombras.

Ora a internet vem alterar esse estado de coisas.

E os donos do sistema, auto-proclamados «defensores da liberdade!!!», ficam zangadíssimos com a liberdade dos outros. Não lhes convém nada que os seus inimigos políticos possam falar ao povo directamente, com a sua própria voz. É por isso que há já quem fale em «vigiar o conteúdo dos sites» da internet. Normalmente, o pretexto invocado para a censura consiste na necessidade de travar os pedófilos, os terroristas, etc... mas, por detrás disso, está em certos casos a vontade de calar a oposição ideológica nacionalista, que conheceu uma expansão imensa ao longo da década de noventa com o desenvolvimento da internet. Alguns dos pretensos censores têm mesmo o ridículo e abjecto descaramento de confessar abertamente o seu propósito inquisitorial, como é o caso de um dos blogues esquerdistas mais conhecidos, o Afixe.

E o mais grave é que não é nada impossível que esta censura venha a efectivar-se. Os afixes, blocos esquerdistas, sosracistas e coisas afins, não são os rebeldes que pretendem fazer crer que são, pelo contrário, têm as costas quentes com o sistema e afiguram-se tão-somente como a guarda avançada do regime: são os cães que puxam pelos donos e vão cheirar todos os cantos, em busca de inimigos...

É por isso que eu creio que as forças nacionalistas devem aproveitar ao máximo a situação tal como ela está, enquanto não vêm tempos de censura na internet, tendo sempre em mente que é preciso erigir uma comunidade nacionalista coesa, mas flexível, feita de soldados políticos que devem ser, cada um deles, um exército autónomo, com forte consciência ideológica e método próprio, prontos para actuar em redes alternativas, usando meios de contacto independentes da internet – porque, se esta vai, tarde ou cedo, começar a ser cada vez mais restringida, torna-se necessário que os nacionalistas se preparem para viver «underground», politicamente falando, mas sempre, e cada vez mais, em acção permanente.

Quando/Se nos destruírem os sites e os blogues todos, é preciso que a Causa esteja bem lançada e pronta para continuar o combate e a divulgação do ideal.

Creio, por este motivo e não só, que o modelo mais apropriado para dar prosseguimento ao combate nacionalista assenta essencialmente no princípio da resistência sem líder, isto é, cada militante pensa por si e actua com um certo grau de autonomia, movido antes de mais nada pelas suas próprias convicções, sem depender excessivamente de nenhuma organização mais ou menos complexa. Mas, para isso, é crucial que o espaço virtual seja muitíssimo bem utilizado agora, com divulgação de ideias, de pensamentos, isto é, de armas e munições espirituais com que os soldados políticos vão ter de subsistir.

5. Uma das características do teu blogue é o seu pendor pagão. És anti-cristão?

Não sou contra os cristãos. É tudo o que desejo dizer sobre isso. O que faço é sobretudo afirmar um ideal, não é atacar uma determinada religião. Penso que há certas coisas que têm de ser ditas, que têm de ser ouvidas, que têm de ser pensadas, porque o confronto entre certos modos de ver acaba por ser inevitável, por mais associados que tivessem estado em determinadas conjunturas históricas. Creio ser fundamental que pelo menos alguns tenham consciência disso, mesmo que não consigam ou não pretendam convencer a maioria das pessoas.

Ao mesmo tempo, e evitando conflitos, exorto os camaradas a tomarem plena consciência étnica da sua identidade, incluindo para isso uma componente religiosa, que consiste em honrar as forças com as quais os ancestrais tiveram laços sagrados. E isso faz-se ao nível diário, quotidiano e, naturalmente, por ocasião das grandes festividades de carácter arcaicamente pagão, como é exemplo disso o Natal, época festiva na qual nos encontramos.

6. Não consideras que o cristianismo faz parte da identidade europeia?

Não, não considero. Faz parte da civilização europeia, mas não propriamente da identidade europeia. Embora isto que digo pareça contraditório, penso que se deve definir bem os conceitos neste campo.

Uma coisa é a essência europeia, isto é, a identidade, que é, quanto a mim, de raiz pré-cristã, é greco-romana ou até indo-europeia, e consiste no amor à liberdade a todos os níveis, tanto em termos de sociedade e de política, como em termos de limites ao pensamento: o Ocidental é aquele que quer sempre ir mais além, ultrapassar as barreiras tirânicas, sejam as da política (regimes totalitários) sejam até as da natureza, e daí as conquistas europeias no campo da medicina, contra doenças consideradas incuráveis. O Ocidental é o que vai para além dos mares, é o que faz progredir a ciência até para além da clonagem, é o que se atreve a subir ao espaço para tocar a Lua e, porque não, também Marte, e mais além, se o Destino permitir. Trata-se do espírito de Prometeu, ou, também, de Hércules. É, também, aquilo a que os Gregos chamavam «Arete», isto é, a constante busca da excelência.
Outra coisa é a civilização: o acervo de elementos, características, pormenores, que têm contribuído para a edificação do Ocidente ao longo dos milénios.

Ora o Cristianismo, quanto a mim, é parte da civilização europeia porque dominou a Europa durante quase dois milénios, mas é contrário, a meu ver, ao verdadeiro espírito do Ocidente, dado que a religião do crucificado consiste na submissão à autoridade de um Deus todo-poderoso e perfeito, para além de impor um exclusivismo religioso que se opõe à mentalidade aberta do Homem Ocidental, cujo politeísmo acabou por emergir, parcialmente, por meio da profusão de cultos a santos que caracteriza o Catolicismo.

O Ocidente é pois o que é, não graças ao Cristianismo, mas sim apesar do Cristianismo.

7. Consideras então que a identidade europeia foi subvertida com a introdução do cristianismo. Para evitarmos mais uma vez a subversão dos valores europeus é necessário evitar a entrada da Turquia na UE.

Concordo por completo.

8. Neste momento uma Europa islâmica é um cenário futurista e demagógico?

Futurista, é, mas o futuro de que se fala está cada vez mais próximo... demagógico, de maneira nenhuma. O Islão é uma religião expansionista e lança-se neste momento à conquista do Ocidente. Em vários países europeus, precisamente os mais poderosos e influentes – Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha – as escolas islâmicas são por vezes utilizadas como centros de recrutamento para a jihad ou guerra santa muçulmana. Há por exemplo fortes indícios de que o recente assassinato do cineasta Theo Van Ghog tenha sido ordenado ao homicida, um marroquino radicado na Holanda, a partir, não da Holanda, mas de Espanha, o que, a comprovar-se, indica a existência de uma rede muçulmana estabelecida na Europa destinada a reprimir tudo o que se opuser frontalmente ao Islão. Os portugueses radicados em França sabem bem quais são as consequências do crescimento do Islão na sociedade, e já ouvi mais de um a dizer que os muçulmanos, em França, sendo já muito fortes nesse país, não respeitam os costumes dos outros povos, tratando especialmente mal os Portugueses e outros imigrantes da Europa do sul, que se encontram socialmente mais desfavorecidos.

O Islão é o maior perigo que o mundo Árico enfrenta, tanto na Europa, como na Índia, precisamente porque se trata de uma religião totalitária que busca a submissão de todos os povos do mundo, o que implica a destruição ou pelo menos subalternização de todas as outras tradições do planeta. Há muita tendência, na Europa, para acreditar na propaganda dos muçulmanos que afirmam que o terrorismo islâmico acontece por causa do que se passa hoje na Palestina, com os Judeus a bater forte e feio nos Palestinos. Contudo, o que se tem passado na Índia é muito esclarecedor quanto à natureza da religião de Mafoma, que se lançou ao assalto desse país muito antes de existirem Americanos, Bush e Ariel Sharon... do mesmo modo, não é por causa de Bush e de Sharon que os terroristas islâmicos chacinaram crianças numa escola do norte do Cáucaso, recentemente, nem foi por causa de Bush e de Sharon que, recentemente, os muçulmanos do Bangladesh ameaçaram de morte os jogadores de críquete hindus que se atrevessem a, no seu périplo desportivo, pisar o solo da parte daquele país que é dominada pelo crescente árabe.

Em toda a parte onde o Islão tem força, há guerra de conversão e chacina. Em África passa-se o mesmo, com os muçulmanos árabes a chegarem ao ponto de recorrerem a violações de mulheres com o intuito de diluir a raça dos povos pagãos africanos, destruindo assim a sua cultura não muçulmana, ao mesmo tempo que, procriando, dão origem a filhos que, de acordo com a tradição muçulmana, serão muçulmanos porque descendentes de muçulmano por parte do pai.

Tudo isto é de sobremaneira preocupante se se tiver em mente que nada pode bater uma religião. Nenhuma ideologia meramente política, nenhuma moda filosófica, nada.

Ora o Islão é a doutrina que mais cresce no mundo inteiro. O radicalismo muçulmano intensifica-se nos países muçulmanos e infiltra-se, cada vez mais, na Europa, onde várias mesquitas são palco de incitação de ódio contra o Ocidente. Razão tinha John Locke, na sua «Carta Sobre a Tolerância», quando afirmava que todas as religiões deviam ser toleradas, excepto as que pela sua própria natureza atentassem contra o Estado, ao criarem um Estado dentro de um Estado. Na obra referida, Locke deu precisamente o exemplo do súbdito islâmico de um príncipe austríaco que, politicamente, deverá lealdade ao seu soberano político, mas que, religiosamente, terá de obedecer à autoridade muçulmana do sultão turco (nessa época, a Turquia estava em guerra com a Áustria e com outros países europeus), e, para um indivíduo realmente religioso, a religião está sempre acima de tudo o resto.

A profusão de tal tipo de «súbditos» forma uma comunidade que constitui o mais formidável e poderoso cavalo de Tróia que alguma vez existiu na História da Europa.

Além do mais, o credo do crescente tem uma capacidade de dar volta vertiginosa a qualquer situação política. Recorde-se, por exemplo, o que aconteceu no Irão: o regime do Xá Reza Palevi era dos mais laicos e liberais, aliados dos EUA. Ao longo dos anos setenta, cresceu, nesse país, a contestação comunista. A oposição islâmica parecia minoritária. De um momento para o outro, em poucos anos, a oposição comunista é varrida e o Xá Reza Palevi é deposto numa revolução islâmica, que impôs um dos regimes mais violentamente repressores de que há memória, inimigo inclusivamente da própria cultura iraniana.

Ora, se isto aconteceu no Irão, não há motivo absolutamente nenhum para que não venha a ocorrer na Turquia também. E até há já sinais de que essa reviravolta pode acontecer: é de ter em mente que o actual primeiro-ministro Erdogan é um muçulmano radical que quis recentemente fazer passar uma lei que punia o adultério com base no Islão. Quem elegeu Erdogan? O povo turco.

Contra tal tipo de evidências, a tropa neo-liberal que quer meter a Turquia dentro da Europa, diz que «a U.E. não pode ser um clube cristão»...

Se a Turquia se tornar num Estado fundamentalista quando já estiver dentro da U.E., quem é que vai ter coragem de pôr o maior país da U.E. fora da dita organização?

Pois se já agora um dos argumentos para inserir a Ásia Menor dentro do continente europeu, assenta precisamente no medo que alguns tíbios ocidentais têm do Islão, e, por isso, acham melhor «dar um sinal de simpatia» a um Estado poderoso e influente como a Turquia... é gente dessa que vai ter firmeza para expulsar os Turcos da Europa?

Os neo-liberais são economicistas fanáticos. Acreditam piamente, e nunca duvidam, no poder supremo da economia. Para neo-liberais e seus campeões tecnocratas, a economia é que é coisa de adultos, absolutamente determinante, e o resto são brincadeiras. Não olharam para o Irão, nem para o Afeganistão. Não perceberam que um dos factores determinantes da queda do outro grande economicismo, o Comunismo, foi precisamente a religião.

Os Americanos, com mentalidade limitada e economicista, julgavam que o seu maior inimigo era o Comunismo soviético e, por isso, esperavam poder lançar os islâmicos contra os comunistas. Foi por isso que produziram um Bin Laden, ou mil iguais a ele, para combater no Afeganistão. Julgavam mesmo que podiam usar uma religião como instrumento do combate capitalista contra as hordas marxistas.

E, em 11 de Setembro de 2001, colheram os frutos da sua miopia.

O caso parece nunca cessar de se agravar. Com efeito, faça-se notar que, no presente estado de coisas, o Islão tem no Ocidente campo fértil para se expandir, precisamente nas áreas da população mais perigosas. O Islão consegue crentes não só no seio da raça branca ocidental – em Inglaterra, em França, em Espanha – mas também os conseguirá, muito provavelmente, nas comunidades de imigrantes originalmente não muçulmanos.

E porquê? Tome-se por exemplo o contingente de negros que existe na Europa Ocidental. Só em Lisboa, constituem dez por cento da população. Em muitos casos, sobretudo no que diz respeito aos mais jovens, trata-se de gente desenraizada. Gente desenraizada e violenta, alimentando ressentimentos contra a Europa, não só devido à mensagem política esquerdista anti-colonialista que lhes avivou o ódio ao branco europeu (mas não ao branco árabe, o que é curioso, visto que quem libertou os negros da escravatura foram, unilateralmente, os brancos europeus, enquanto os Árabes, por seu turno, há muito que escravizavam aldeias africanas inteiras e, na Arábia Saudita, por exemplo, só se aboliu a escravatura em 1962), mas também graças à influência da sub-cultura afro-yanke das gangues e do rap, a qual até é muitíssimo promovida pelos meios de comunicação social dominantes. Gente assim, com enorme potencial agressivo e anti-ocidental, pode facilmente ser arregimentada, em larga escala, por uma religião também ela anti-ocidental e que propõe uma disciplina, uma forma radicalmente diferente de ser, um modo totalitário e simples de ver a existência.

Imagine-se pois o que é ter a Europa assolada por centenas de gangues numerosas de senhores de guerra (negros, mulatos, norte-africanos, turcos) islamizados e cheios de ódio pela Europa branca. A alta criminalidade reinante no Rio de Janeiro será uma brincadeira de crianças comparada com tal estado de coisas. A Europa mergulhará numa Idade Média de terror sem precedentes, onde os dominadores serão, não os antigos bárbaros germânicos, que, em muitos casos, até apreciavam a cultura greco-romana, mas sim os novos bárbaros afro-asiáticos muçulmanos.

Perante tudo isto, os neo-liberais dizem «ah, mas a Europa não pode ser um clube cristão...»

9. Já tivemos uma Reconquista, vamos então ter outra? Vamos ter de combater pela devolução do território ocupado?

Esperemos que não. Temos por isso de combater agora para que mais tarde não nos vejamos forçados a refugiarmo-nos de novo nas Astúrias – ou noutras Astúrias, eventualmente a Sibéria.

10. No teu blogue encontra-se a frase "De moço refalsado e de sangue misturado, livrai-nos Deus!", que comentários te merecem esta frase. Ela é o reflexo do teu pensamento?

Sim, sem dúvida. Nessa frase, está tudo dito quanto à consciência política e racial. Naturalmente que não há raças puras, mas, repito o que já acima disse, há raças; evidentemente que corre nas nossas veias um sangue feito de mais de uma matriz; mas, em termos essenciais, somos caucasóides.

E, no presente momento da História da Europa, só com uma consciência racial límpida e adamantina se pode sobreviver à diluição de identidades que está em curso. Por isso, urge a todo o custo combater a miscigenação.

Os multiracialistas usam como argumento dissuasor da aversão à mistura, que, uma vez que a mistura racial aconteceu no passado, «perdido por cem, perdido por mil», isto é, já não vale a pena querer zelar por uma pureza que já não existe.

Pois eu e outros dizemos precisamente o contrário: se perdemos cem, não perdemos ainda mil, possuímos ainda novecentos. E devemos salvaguardar esses novecentos, esperando, entretanto, recuperar os cem perdidos, até porque, como se sabe, o sangue de raças alienígenas acaba por desaparecer no seio de determinado povo, ao fim de algumas gerações, se este povo for racialmente isolado.

11. É um bom slogan contra a propaganda multiracialista?

É excelente, pelo menos em Portugal. Por demasiado tempo, os arautos do internacionalismo, à Esquerda e à «Direita», quiseram convencer os Portugueses de que ser português era obrigatoriamente ser a favor da miscigenação, porque, supostamente, os Portugueses sempre adoraram cruzar-se com outras raças, etc.

Ora o facto de existir um provérbio popular que desmente frontal e fragorosamente tal atoarda, deita brutalmente por terra essa manigância propagandística altamente desonesta que é querer fazer crer que todo o português tem obrigação de apoiar a salganhada étnica e racial.

12. A raça é uma garantia da existência da nação?

É uma das garantias da existência da Nação.

A Raça, só por si, não é a Nação, mas sem uma determinada raça, não existe(m) a(s) correspondente(s) nação(ões).

Quer isto dizer que Nação X deixa de existir se Raça X, que a constitui, desaparecer.

Uma Nação define-se pela raça e pela etnia que a constitui na sua raiz.

Do mesmo modo que não há seres humanos sem rosto, e o rosto, em condições felizes e normais, é sempre o mesmo desde a nascença (evolui, mas mantém a essência dos seus traços), também os povos têm um certa e determinada raça cuja eventual eliminação ou drástica modificação, causa uma grave crise de identidade ao povo senão mesmo o seu aniquilamento. Acresce que a mistura racial nunca é puramente biológica, pois que implica uma aculturação, aculturação essa que pode em muitos casos ser pura absorção ou diluição.

Para mim, identidade é, ao fim ao cabo, etnia. A etnia é assim feita de raça e de cultura tradicional, isto é, de folclore – no seu sentido original, folclore é «folk» + «lore», isto é, «o saber do povo». O folclore é língua, é música, é o conjunto das festas tradicionais, é a mitologia.

Pense-se por exemplo na língua. Se o idioma falado pela gente que habita esta faixa ocidental ibérica deixasse de ser o Português para passar a ser, por exemplo, o Kimbundo, ou o Francês, ou o Inglês, Portugal não seria Portugal.

É sabido que o Português recebeu influências a nível lexical do Francês e do Inglês; mas é ainda Português e não Francês ou Inglês.

Ora, análoga observação se pode fazer a respeito da raça do País: a população nacional recebeu influências não europeias, mas não ao ponto de deixar de ser branca europeia. Se deixar de ser branca europeia, deixa de ser portuguesa.

13. Obrigado pela entrevista, tens alguma consideração final?

Sim, tenho: é essencial intensificar o combate político e ideológico a todos os níveis.

E o combate faz-se todos os dias: em pensamento, antes de mais, mas também na discussão com amigos, conhecidos e desconhecidos, na distribuição de panfletos, na colagem de autocolantes, na escrita de textos na internet, e até, se se quiser, na escolha dos produtos que se consome.

Se o partido a que se pertence ganha votos, isso deve servir de estímulo para lutar ainda mais.

Se o partido a que se pertence perde votos, isso deve servir de estímulo para lutar muito mais ainda.

Se daqui a trinta anos, os nacionalistas conscientes continuarem a ser uma minoria, só abandonarão o combate os fracos de espírito.

Uma acção deve ser praticada, não porque possa ser bem sucedida, mas porque a ética o exige. O critério para combater deve pois ser, não a probabilidade de êxito, mas a grandiosidade do próprio combate em si.

Comentários

Sem comentários

Adicionar Comentários

Este post não permite comentários