Combatentes Identitários

Por Pierre Vial (Terre & Peuple, nº11 - Traduzido por Francisco Silva)

Nós intitulamo-nos há muito tempo nacionalistas. A palavra soava-nos bem. Rimava com activistas (o que preocupava os burgueses). Representava um desafio, face aos nossos inimigos que nós designámos de um modo simples: Os "bolchos" (bolcheviques). Mas também, é necessário dizê-lo, porque "nacionalistas" fazia a diferença com "cidadãos nacionais", estes frouxos sempre prontos ao compromisso – ou seja ao comprometimento – com um sistema que queríamos abater.

Queremos, certamente, sempre abatê-lo. Mas o tratamento mudou. A palavra "nacionalistas", além da fixação sentimental que nós lhe damos, é-lhe objectivamente ligada ao fim de um mundo – o dos Estados-nações, herdados do século XIX. Certos nostálgicos, de uma forma frequentemente simpática, tentam ainda manter a ilusão e fazem semblante de crer que as nações têm um futuro.

Brincando de resto sobre uma confusão entre povos e nações.

Nós que queremos a Europa dos povos, cremos no futuro dos povos. Sabemos que a necessidade de pertença e enraizamento que habita qualquer indivíduo normalmente constituído, encontra resposta nestas comunidades orgânicas que são os povos e que a solidariedade natural, espontânea que procuram, na selva liberal, os indivíduos exprimem-se através e nas comunidades étnicas, portadores de identidades.

Se os Europeus duvidam, que olhem em seu redor, nas cidades ditas "sensíveis" (ou "difíceis", ou "há problemas", etc.): as comunidades alógenas dão-nos o exemplo. Nelas a identidade é vivida espontaneamente: faz-se bloco contra os Gauleses (ou das outras comunidades alógenas rivais).

Não negamos o tempo do combate nacionalista. Era necessário fazê-lo. Fizemo-lo. E de resto rapidamente compreendemos – não é velhos camaradas da Europa Acção? - que o combate estava à escala da Europa, e não sobre a linha azul Vosges.

A Europa sangrada a branco no século XX por duas guerras criminalmente fratricidas, para maior lucro do imperialismo capitalista yankee, que tirou as castanhas do fogo.

Guardemos junto ao coração, com respeito e afeição, esta palavra "nacionalistas" que foi nosso estandarte. Mas o dever de lucidez que deve guiar os combatentes, nos leve a colocá-lo sobre o raio das lembranças. As palavras são armas. É por esse motivo que devem ser escolhidas com cuidado, para obter a melhor eficácia ao combate.

A conclusão é simples, evidente: o desafio identidade é a chave dos grandes conflitos contemporâneos, no âmbito do choque das civilizações. É por essa razão que nós somos combatentes identitários europeus.

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