O mundo que aí vem

(Publicado no extinto “Portal Nacionalista”)

À semelhança de uma gangrena devoradora, as ideologias igualitária e liberal provocaram muitos danos no cerne dos povos ocidentais: Carcomeram-lhe o sentimento de pertença étnica, civilizacional e cultural, arruinaram a moral e o heroísmo. Por isso, hoje encontramo-nos espiritual, ética e moralmente desarmados – inaptos a suportar o rigor da mais pequena das provações.

O mundo futuro que se começa a desenhar – repleto de convulsões sociais, choques civilizacionais e étnicos, desigualdades e escassez de recursos – exigirá uma atitude de aço àqueles que lhe queiram sobreviver. Uma atitude há muito em desuso entre os povos ocidentais… As crianças, os jovens, os adultos e os soldados padecem de obesidade – física e mental.

A esquerda, atingida que foi pelo «síndroma de Walt Disney», vê no ‘outro’ um igual a si mesmo, professa a teoria dos ‘eus puros’ e julga que a satisfação económica e material resolve todos os problemas – os nossos e os do ‘outro’. A sua ideologia cegou-a e tornou-a incapaz de compreender que os conflitos do mundo futuro encontrarão mais explicação no espírito do que na matéria. A esquerda sempre encontrou terreno fértil nas épocas de fartura, mas por sua própria culpa, a próxima época trará más colheitas.

Por isso, a esquerda revela uma total incapacidade de guiar o homem europeu para a vitória em tempos de caos e continuará a conduzir-nos – como até aqui o tem feito – ao abismo pela auto-flagelação persistente. Em tempos de crise, imperam a ordem, o combate, a virtude; as comunidades enraizadas nos modelos tradicionais e unidas pela partilha de sangue e de valores substituirão as Sodomas e as Gomorras que por aí abundam. A regra de ouro é: quando não há fartura, não há desperdício.

Para sobreviver ao ‘mundo de ferro e fogo’ que aí vem, são necessários novos paradigmas, novos modelos, novas concepções do mundo, da antropologia e da sociologia. Paradigmas radicalmente diferentes dos actuais, ajustados e aptos a enfrentar o rigor e as exigências do novo mundo.

Só um nacionalismo bem contextualizado poderá dotar os povos ocidentais das armas e dos instrumentos psicológicos que lhe permitirão vencer e subsistir. E essas armas são a consciência de pertença étnica, civilizacional e cultural, a vontade de viver livremente num espaço à sua imagem e o dom do sacrifício. A nossa capacidade intrínseca fará o resto.

Ultrapassar ou não os desafios que estonteantemente se aproximam, irá determinar a nossa própria existência. Preparemo-nos antes que se faça tarde demais!

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