A doença liberal

Por Moeller van den Bruck (Excerto de "Le Troisième Reich", traduzido por Rodrigo Nunes)

Uma suspeita cresce no país de que a nação foi traída.

Não a traição de Versailles. Isso é suficientemente auto-evidente: os Catorze Pontos tornaram-se os quatrocentos e quarenta artigos do Tratado de Paz, assinado e selado pelo próprio Fundador da Paz.

Estas outras traições surgiram do abuso de ideais para um fim egoísta. Os nossos inimigos viram que não conseguiriam maiores proveitos para si do que convencer-nos a abandonar, em nome da paz, uma guerra que ainda não tínhamos ganho; eles viram que seria o mais vantajoso se conseguissem induzir alguns alemães a persuadir-nos a aceitar estes ideais. Quer concentremos atenção nos traidores ou nos traídos, encontramo-nos numa atmosfera peculiar em que pretensiosos princípios são discutidos: enquanto um reparto é estabelecido.

Os nossos oponentes exploraram essa atmosfera peculiar para sua própria vantagem e nosso prejuízo. A atmosfera a que aludimos está imbuída de uma perigosa infecção mental, cujos portadores gozam de uma imunidade que lhes permite arruinar as suas vítimas. É a desagregadora atmosfera do liberalismo, que espalha uma doença moral entre as nações e arruína a nação que domina. Este liberalismo mortal não deve ser concebido como sendo a prerrogativa de nenhum partido político. Teve origem num partido europeu geral ao qual deve o seu nome, mas subsequentemente exerceu a sua influência nociva em todos os partidos e ofuscou as diferenças entre eles: criou a figura familiar do líder de partido profissional.

O princípio do liberalismo é não ter qualquer princípio fixo e argumentar que isto é em si um princípio.

Quando a guerra mundial começou, os jornais ocidentais chamejaram com o título: «La liberté est en jeu!» Isto enganou a opinião pública mundial. A causa particular tornou-se uma causa geral e adquiriu um halo. O que os nossos inimigos procuravam não era liberdade mas poder. Qualquer um que tivesse examinado a questão com uma mente aberta teria descoberto que nos países liberais a liberdade política não é gozada pelo povo, que, pelo contrário, é cuidadosamente dirigido por certas classes dominantes. O que estas classes dominantes entendem por liberdade, é à-vontade e espaço para as suas próprias intrigas. Obtêm isto por meio do parlamentarismo que lhes assegura poder sob cobertura da constituição e da chamada representatividade do povo. Essa é a falaciosa máscara que o liberalismo usa quando grita “liberdade”: a máscara que usou no começo da guerra. Esta foi a primeira traição.

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