Da Acção: uma perspectiva histórica

Por Frederick Lombard

Este ensaio analisa a actual situação do movimento nacionalista branco de um ponto de vista histórico. Procura examinar o sucesso real dos nacionalistas brancos por todo o mundo, e propõe-se repeti-lo. Este trabalho recorre também a várias fontes hostis e analisa as soluções anti-nacionalistas utilizadas para combater o nacionalismo branco. Tendo em conta a difícil situação que o nacionalismo branco vive hoje na América este trabalho é absolutamente necessário. Oferecer soluções aplicáveis para o “movimento”, é esse o nosso objectivo.

1) Tentativas para encontrar uma audiência alvo; isto é, que grupos são receptivos ao nacionalismo branco? O que é necessário para uma eficiência máxima no recrutamento, tendo em linha de conta as actuais limitações humanas, e o limitado potencial financeiro do movimento nacionalista branco?

2) Determinando grupos-alvo, este trabalho apresenta várias soluções historicamente eficazes para um prodigioso recrutamento;

3) Examinando os grupos-alvo em profundidade, o autor sugere vários métodos secundários para obter contribuições financeiras e apoio de outros grupos não prioritários, dando especial ênfase às organizações ad hoc.

Quando um activista se propõe propagandear, é necessário ter um conjunto mínimo de informações, independentemente da filiação política:

1) A quem é que o activista se deve dirigir?

2) Qual é a maneira mais eficaz do activista atingir o grupo-alvo?

O nacionalismo branco é uma ideologia radical. É inabalável e intransigente. Numa palavra, é brutal. É a mais radical oposição à moderna concepção individualista da sociedade. Como tal é pernicioso para aqueles com interesse na manutenção do status quo. Alguns grupos opõem-se obviamente ao nacionalismo branco, como os judeus, os negros, e os imigrantes não-brancos em geral. Alguns grupos, após uma análise superficial poderiam parecer bastante receptivos à nossa mensagem, no entanto, uma análise mais atenta demonstra a sua ténue receptividade. “No campo político não há classe mais estúpida do que a burguesia… a burguesia considera realmente legal um Estado que o permite (o domínio judeu sobre a economia e a vida política), simplesmente porque estas tragédias têm como pretexto alguma medida de justificação jurídica…” (1) disse Adolfo Hitler sobre a receptividade da burguesia em relação a uma ideologia radical. Outros proeminentes nacionalistas brancos exprimiram a mesma opinião (2). Estas opiniões parecem confirmar-se quando comparadas com um recente artigo do Washington Times, que analisava a mentalidade burguesa. Citando uma sondagem oficial o artigo revelava que 60% dos americanos “…consideram que os actuais níveis de imigração são uma ‘ameaça aos interesses vitais dos Estados Unidos’, mas quando a sondagem fez a mesma pergunta a oficiais do governo, líderes económicos, e jornalistas, apenas 14% manifestou a mesma opinião” (3). Decorre daqui que é improvável que a burguesia responda à mensagem nacionalista branca.

Um grupo alvo é a classe operária branca. Historicamente tem sido sempre associada à extrema-esquerda ou direita do espectro político. A tarefa dos nacionalistas brancos é ensinar, instruir, e incorporar este grupo potencialmente revolucionário. Numerosos investigadores encontraram esta correlação. Johann van Rooyen explica que Simpson e Yinger (1985) encontraram fortes provas de uma relação entre diferenciais de classe e preconceito; Westie e Westie, escrevendo em 1957, descobriram que nos EUA, os brancos de classe baixa expressavam os maiores sentimentos de distância social em relação aos negros; em 1955 Stouffer descobriu que a intolerância subia à medida que a posição social descia; e o National Opinion Research Centre dos EUA (1972-80) descobriu que as atitudes dos brancos em relação ao casamento interracial, ao fim da segregação escolar, ao convívio interracial, e à integração de vizinhança [sic], se tornavam mais tolerantes à medida que atingiam um estatuto socio-económico mais elevado, medido pelos rendimentos ou pela instrução (4).

A propensão natural da classe trabalhadora para se identificar com o nacionalismo branco não é coincidência. Baseia-se no mais simples interesse de classe, pois as suas escolas são integradas, o seu nível económico baixa pela concorrência de não-brancos, e os seus bairros são os primeiros a ser integrados. Tal como David Snyder escreve no porta-voz da democracia liberal “O Futurista”: “E, claro, a história económica ensina-nos que eles estão justificadamente preocupados (os trabalhadores de colarinho branco e azul). Nos mercados de trabalho que fornecem as indústrias internacionais não tarifadas, podemos esperar o surgimento de um “salário global comparável”. Isto elevará os salários dos trabalhadores nos países em desenvolvimento (não-brancos), enquanto que os baixará nos países com economias industriais estabelecidas (brancos) (5)”.

Alguns cuidados a ter em conta quando se procurar atingir grupos de trabalhadores brancos num nível local são:

1) Geografia: procura sites que apresentem dados estatísticos subdivididos por raça (etnia) e rendimentos socio-económicos, por país ou cidade, dando preferência a zonas altamente habitadas por trabalhadores brancos.

2) Actividade local: Foca a tua atenção no recrutamento porta a porta. Faz também propaganda sobre a criminalidade e as deslocalizações. Consulta o jornal para saberes de encerramentos de fábricas e ataca essa área.

3) Aparência: Veste-te bem. Sorri. Fala alto e bom som.

4) Compaixão: O activista deve demonstrar interesse e preocupação.

O British National Party, da Grã-bretanha e a Front National da França utilizaram esta estratégia com grande sucesso (6).

O segundo grupo-alvo é a juventude universitária burguesa (7). Este grupo encontra-se geograficamente concentrado em grandes universidades que são maioritariamente brancas. Já se sugeriu que a coisa mais importante que um nacionalista branco pode fazer é obter uma educação universitária (8). Esta premissa é incorrecta pelos seguintes motivos:

1) Parte do princípio de que não há nacionalistas brancos suficientes nas universidades;

2) Uma educação universitária tem influência na capacidade de levar a cabo uma luta politica revolucionária.

Por razões já expostas os nacionalistas brancos têm de compreender que aquilo de que os brancos precisam é de menos educação universitária. Deste modo os líderes do nacionalismo branco terão vastas massas de trabalhadores brancos prontos para agitar e formar numa força politica sólida. Abandonando a classe operária e tornando-se empregado de colarinho branco muitos potenciais compatriotas serão perdidos para o materialismo. Além do mais, a raça branca ficará mais fracturada por linhas socio-económicas. Como demonstrado, quanto mais ricos os brancos são, menos dispostos estão a envolver-se numa organização política revolucionária. Como explica Maquiavel: “acima de tudo (o príncipe) não deve tirar a propriedade dos homens, pois os homens esquecem com mais facilidade a morte do seu pai do que a perda da sua propriedade” (9). César, Lenine e Hitler chegaram ao poder através das massas populares e não através da conivência das elites instruídas. Estas organizações políticas revolucionárias foram sempre comandadas por uma vanguarda e levadas a cabo pelas massas. Aquilo de que os nacionalistas brancos precisam são massas. Quanto aos nacionalistas brancos nas universidades: já existem nacionalistas brancos suficientes nas universidades para criar uma vanguarda (10). Claro que os nacionalistas brancos são uma minoria no campus, mas devemos aprender com o que os estudantes americanos pertencentes a minorias étnicas fizeram nos anos 60. O que falta é comunicação entre esses indivíduos.

Um paradigma para contactar companheiros nacionalistas brancos em ambientes universitários e escolas públicas é:

1) Criar uma conta falsa de correio electrónico ou um sítio. Um sítio é preferível. Por exemplo: www.uvawhiterights.com (11)

2) Distribuir panfletos pelo campus universitário. Para evitar ser apanhado convém fazer isto bem cedo pela manhã. Os panfletos devem ser radicais. Também podem ser esotéricos, i. e. “És 88? Então vai até (sítio) ou envia um e-mail para (conta falsa de e-mail)”. Este autor utilizou uma abordagem simples: “Mantém a UVA branca! Vamos fazer a diferença! Envia um e-mail para (conta falsa de e-mail)”.

3) O activista vai receber muitas respostas negativas e algumas positivas. Responde às positivas convincentemente. Depois marca um encontro num sítio qualquer (um parque público é uma boa escolha).

4) A organização estudantil nacionalista branca deve criar organizações ad hoc para assuntos específicos como a globalização, a imigração, o lobbying, e o ambiente. Cria mesas-redondas para estes comités. Aqueles que se interessem por estes assuntos já estarão à procura de respostas para estas questões. Convida potenciais recrutas para uma reunião (as reuniões podem ser facilmente organizadas, basta dirigires-te ao gabinete de assuntos estudantis sob o nome da tua organização ad hoc e reservar uma sala).

5) Nas reuniões coloca o teu melhor orador a discursar sobre o assunto no qual a tua organização ad hoc se concentra. Introduz o teu próprio importunador na audiência que ao início discorda de tudo mas que depois é “convencido” pelo uso da lógica e loquacidade do orador.

6) Distribui panfletos radicais explicitamente nacionalistas brancos, tal como no passo 2, de forma periódica. Isto serve para que as pessoas saibam que existem nacionalistas brancos no campus e também para recrutar pessoas para a organização.

7) Quando o activista sentir que já tem força suficiente no campus o seu novo “clube” deve começar a marcar presença em todo o lado em que haja debate político. Quando houver um encontro de Libertários aparece e causa uma cena. Se um negro Sul-africano vem discursar, protesta a favor da autodeterminação Afrikaner. Se o NAACP (12) vem ao campus protesta. É isto a luta política (13).

8) Uma forma de protesto que o autor concluiu ser bastante eficaz é a arte política: escolhe aleatoriamente uma semana; recorta imagens e notícias sobre vítimas brancas de crime negro nessa semana. Coloca-os numa folha de papel e imprime várias cópias. Depois coloca-os em zonas de muito movimento. Se o activista acha que alguém as poderá deitar ao lixo basta esperar nas imediações que alguém o faça e depois basta recuperá-las. Também podem ser inseridas no interior do jornal académico. Félix Gonzales-Torres, artista cubano, usou esta forma de propaganda de forma muito eficaz com o seu trabalho UNTITLED (DEATH BY GUN), contra as armas de fogo.

Outro tipo de activismo especialmente eficaz é a distribuição de comida a famílias desempregadas. Uma organização transnacional como a National Alliance ou mesmo uma organização ad hoc, a nível local, pode usar este tipo de activismo facilmente e com um custo muito baixo. Este tipo de acção é maravilhoso porque o activista pode usar os liberais filantropos contra eles próprios. Começa a recolha porta a porta pedindo doações de comida para os pobres (enlatados, dinheiro, etc.). Concluída a recolha pode-se facilmente re-empacotar os alimentos com símbolos organizacionais e uma pequena mensagem (por ex: A National Alliance preocupa-se consigo). O Movimento de Resistência Afrikaaner usou este método com bons resultados na África do Sul (14).

O autor crê que os métodos descritos, se utilizados correctamente, irão levar a um significativo aumento do recrutamento e da consciência nacionalista branca. Agitando a classe trabalhadora, os nacionalistas brancos podem-se ajudar, mas mais ainda, podem ajudar os trabalhadores. Os trabalhadores brancos são provavelmente, nas actuais sociedades modernas ocidentais, o grupo com menos liderança e em pior situação. O nacionalismo branco é a única mundovisão que inclui os interesses dos trabalhadores brancos. Também a juventude idealista universitária de classe alta procura respostas para várias perguntas. É tarefa dos nacionalistas brancos demonstrar solidariedade para com outros nacionalistas brancos e apresentar as respostas correctas à juventude burguesa. Finalmente, através da eficaz recolha de alimentos, os nacionalistas brancos podem dialogar com outros brancos cujos interesses são antitéticos ao actual sistema. As propostas deste ensaio são comprovadas, eficazes, e a única coisa em falta são pessoas para as por em prática. São necessários todos os nacionalistas brancos; todos têm a obrigação e o interesse económico em acabar com o actual sistema abjecto. Juntos somos fortes, divididos não somos nada!

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Notas:

1. Hitler, Adolf. Hitler’s Table Talk. New York City: Enigma Books, 2000.
2. O Dr. William Pierce tinha isto a dizer sobre a sua experiência com a burguesia, “E havia os empresários e os profissionais – bem sucedidos, abastados, alguns deles membros do Establishment... Havia uma receptividade superficial àquilo que eu tinha a dizer. As pessoas (burguesia conservadora) estavam dispostas a contar piadas sobre os negros. Não concordavam com a mistura racial, e detestavam os judeus... Isto é, eles concordavam comigo até se aperceberem de que aquilo que eu dizia não era apenas conversa de café. Nessa altura ficavam inquietos. E quando eu dava a entender que qualquer um que concordasse comigo tinha a obrigação de se envolver num esforço comum, a sua inquietude transformava-se em pânico”. Pierce, William “The Radicalizing of an American.” The Best of Attack and National Vanguard. Ed. Kevin Alfred Strom. Arlington: National Vanguard Books, 1984. p. 125
3. Dinan, Stephan. “Americans Opposes Increase of Immigration.” The Washington Times 8 Jan. 2004. 28 Maio 2004 http://www.washingtontimes.com/nati...12928-8976r.htm
4. Rooyen, Johann Van. Hard Right The New White Power in South Africa. New York: St. Martin’s Press 1994. pg. 27,28.
5. Snyder, David Pearce. “Five Meta-Trends Changing the World.” The Futurist Julho/Aug2004, Vol. 38 Issue 4, p.24;
6. Ver BBC news, “Poverty ‘fuels BNP support.’” O6/07/2003. http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/1/...ire/3132775.stm. Ver também BBC news, “BNP Targets Asylum Villagers.” 01/28/2003. http://news.bbc.co.uk/1/hi/england/2700951.stm.Ver, Marcus, Jonathan. The National Front and French Politics. New York: New York University Press, 1995. Todo o livro em geral e as pp. 9-11 em particular.
7. Hitler tinha a mesma opinião, “No entanto, (apesar da natureza revolucionária da mundovisão Nacional Socialista) alguma juventude alemã de meios burgueses compreender-me-á. Nem eu, nem o movimento Nacional Socialista espera encontrar apoio nos actuais meios políticos burgueses, mas sabemos muito bem que pelo menos uma parte da juventude virá parar às nossas fileiras”. Hitler, Adolf. Hitler’s Second Book. Ed. Gerhard L. Weinberg. New York: Enigma Books, 2003. p. 50
8. Ver os seguintes ensaios: http://stormfront.org/forum/forumdisplay.php?f=99 especialmente “3 Ways to Make a Difference” por CaliforniaFreya, e “We the Caucasion People – Essay” por ocflyboy.
9. Maquiavel, Nicolau. The Prince. Trans. Luigi Ricci. New York : Signet Classic, 1999. p. 90
10. Ver o jornal académico The Red and Black da Universidade de Geórgia. “Rally asks students to step up, make changes for more diversity” por Angela Jett. Ver especialmente as imagens do artigo em: http://www.redandblack.com/vnews/di...72?in_archive=1 Ver também Thompson, Michael J. “The white scholarship battle”. The Auburn Plainsman Online. 14 de Março de 2004. Disponível em:
11. Não é um sítio real.
12. NAACP significa National Association for the Advancement of Colored People. É uma associação anti-racista, pró-negra. [NdT]
13. Grupos anti-nacionalistas brancos defendem esta forma de activismo. Ver Wassmuth, Bill. “Not in Our World.” Journal of Hate Studies. 2001/2002. Vol.1 Issue 1. Especialmente pg. 114-119.
14. Ver Kemp, Arthur. Victory or Violence: The Story of the AWB of South Africa. Especialmente o capítulo 12 “New Principles”. Anteriormente disponível on-line em 25 de Abril de 2001.

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