Duas respostas a António Cruz Rodrigues

A propósito da entrevista concedida por António Cruz Rodrigues ao Causa Nacional

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O IMPÉRIO CONTRA ATACA
RESPOSTA CONDENSADA À ENTREVISTA DADA À CAUSA NACIONAL POR A.C.R.
Por Sofia Clara Luz


Num ataque de afrofilía, com traços universalistas, A.C.R respondeu a umas tantas perguntas feitas pela malta da Causa Nacional. Até parecia que estava numa praia em África, a ouvir uns batuques na distância, enquanto o meu fiel servente Djambé me trazia a minha bebidinha com palhinha e chapéuzinho de papel.

Meu Deus, Santíssima trindade, até fico mais religiosa nestas alturas.

Opiniões todos as temos, mas negar a realidade é outra coisa. Seria o mesmo que dizer que os esquilos são cor-de-rosa, quando não o são. E é o que o A.C.R diz: que “os problemas a resolver” nas periferias das cidades Europeias são “casos de polícia”. Certo, diga isso às populações que vivem nos enclaves da Amadora, Cacém, toda a margem Sul, etc. etc. etc. Aí já são pessoas simples, que não atingem precisamente o tal “nacionalismo de futuro”. É tão nacionalismo de futuro que roça na ficção científica.

Então o “nosso” nacionalismo é o nacionalismo errado. Suponho que o seu nacionalismo de “assina uns papéis e já és português” é o correcto. “Mas eles sentem-se portugueses, porque é que não podem ser?” Certo. Tal como os rapazes tropicais que atacaram em Chelas… Esses sim contribuíram para o avanço de Portugal. Aliás, eu nunca teria pensado em barricar uma estrada para depois dar tiros à polícia! É de génio. E são portugueses. “Portugueses”.

Ao contrário do que o A.C.R (Avô Cantigas Ressuscitado) diz, nós, da corrente nacionalista errada, não somos “racistas” ou “racialistas”. A raça, por si só, nada me diz. Os Turcos são brancos, mas não os considero europeus. O Eminem (é um artista de música moderna, Sr. Dr.) é branquíssimo, não o torna europeu para mim. Para ser europeu, e depois ser português, inglês, francês, etc. é preciso ser etnicamente europeu, falar uma língua europeia, partilhar usos e costumes europeus, e ter mentalidade europeia. Uma mundovisão que o Avô teima em dizer que não tem continuidade desde há muito tempo atrás, mas TEM.

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O ETNO-MASOQUISMO DO DR. ANTÓNIO CRUZ RODRIGUES
Por Fernando Alba


A leitura atenta da entrevista do Dr. António Cruz Rodrigues remete-nos, estranhamente, para idênticas posições assumidas pelo Bloco de Esquerda: anti-racismo ideológico primário e militante, universalismo delirante.

Um é de natureza marxista internacionalista; o outro de índole católica universalista. Somente a cobertura ideológica os separa e diferencia.

Contudo, une-os a mesma ânsia de reduzir o mundo a uma monstruosa homogeneidade de comportamentos, consumos, vivências, tudo sob a égide da total "misturada" cultural e antropológica que historicamente gerou etnocídios e totalitarismos...

Mas cuidado que agora surgiu um adormecido concorrente: o islamismo!

E quem paga e pagará esta visão etno-masoquista? Obviamente os povos Europeus, onde se inclui o Português!

O desconhecimento histórico, ideológico e cultural do Dr. António Cruz Rodrigues brada aos céus e envergonha os seus mais caros e gratos inspiradores ideológicos, que como se sabe escreveram textos elucidativos sobre os africanos e todos aqueles que não eram europeus, leia-se brancos.

Ou será que a grelha de leitura do Dr. António Cruz Rodrigues enferma de um disfarçado e censuratório revisionismo histórico?

Grave, muito grave para quem se arvora como dilecto discípulo do Dr. António Oliveira Salazar!

Aconselha-se ao Dr. António da Cruz Rodrigues a leitura das obras completas do Professor de Coimbra, verá o que é que ele pensava sobre os não-europeus. Ou também acha que o Professor pretendia a transferência dos africanos das colónias para a metrópole? Olhe que não… olhe que não!

Nota última: ingenuamente, ou talvez não, o Dr. António Cruz Rodrigues atira freneticamente sobre a perenidade e actualidade das ideologias, esquecendo-se (onde é que aprendeu política?) que essa sua postura é intrinsecamente ideológica.
O Dr. António Cruz Rodrigues de tanto confundir acaba saindo confundido…

O novelo de contradições do seu discurso é tão denso que ser-lhe-á difícil libertar-se do mesmo. O Dr. Rodrigues está enganado e é um grande equívoco.

Ele é a expressão mais exemplar do etno-masoquismo "caseiro", objectivamente aliado das forças que pretendem destruir a nossa existência como POVO Europeu (branco).

E uma má caricatura do "nacionalismo" do passado!

Não mais do que isso.

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