Ética e Estilo da Ordem Nova

Texto retirado de um panfleto do extinto movimento Ordem Nova

“O NACIONALISMO NÃO É, EXCLUSI­VAMENTE, UMA MANEIRA DE PEN­SAR, É, TAMBÉM, PARA SER AUTÊN­TICO, POR COMPLETO, UM MODO EXEMPLAR DE ESTAR, SER E AGIR, NÃO É NACIONALISTA QUEM QUER. É NACIONALISTA QUEM PODE”

CAMARADA,

O Estilo é o modo como se manifesta, ex­teriormente, com determinadas e constantes características, a ideia que enforma a própria existência, em função de essências perma­nentes. Mas, se assim é, o Estilo para ganhar toda a sua autenticidade, tem que alicerçar­-se na virtualidade de uma Ética.

Aos preceitos que essa Ética pressupõe e impõe, e fizemos nossos, deveria qualquer Nacionalista adaptar a sua conduta. Com muito maior rigor e vigor deverão fazê-lo os que estão com a “Ordem Nova”, já que, para nós, o Nacionalismo não é, exclusivamente, - como para alguns outros -, uma maneira de pensar. É, também, para ser autêntico, por completo, um modo exemplar de estar, ser e agir. Daí a razão deste opúsculo.

Se as normas são exigentes, a Causa, que servimos, justifica-as e sacraliza-as em pleni­tude. Nós, os da “Ordem Nova” vamos cum­pri-las com a ajuda de Deus. Esperamos que as faças tuas, também, para que, dia após dia, sejamos mais e melhores. O resgate de Portugal disso depende. Essa é a Missão que nos atribuímos. Não tergiversaremos.


EM FRENTE, PORTUGAL!

“NÃO FAZEMOS DA POLÍTICA, UMA PROFISSÃO, FAZEMOS, ISSO SIM, DE UMA MISSÃO, UMA POLÍTICA”

JURAMENTO DA ORDEM NOVA

JURO, como Português, entregar-me ao Serviço de Portugal e, como Nacionalista, ao da Grei, com serena perseverança em todas as vicissitudes.

JURO, na amargura destes tempos de opróbio, ter o orgulho da afirmação dos valores pátrios e militar nas fileiras da Ordem Nova com disciplina e silêncio, alegria e sacrifício.

JURO, para obedecer ou para mandar, respeito e lealdade às hierarquias do Movimento e repudiar tudo o que contrarie ou desprestigie a nossa doutrina, ética e estilo.

JURO dar, através da exemplaridade dos meus actos, a prova cabal de um Homem Novo, pedra basilar do resgate de Portugal.

JURO, fiel a Deus e aos ideais de Pátria, Tra­balho e Justiça, viver em comunhão de luta com todos os meus Camaradas de ideal, não lhes negando o auxílio que invoquem em no­me desta Sagrada Irmandade que nos une e transcende.

Se cumprir que Deus e Portugal o reconhe­çam. Se renegar este juramento, que a vergonha e o desprezo caiam sobre mim.

“HONRA-NOS A PRESENÇA DOS QUE NOS PROCURAM, MAS MUITO MAIS NOS HONRA A AUSÊNCIA DOS QUE DE FORA FICAM, JÁ QUE, ENTRE NÓS, NÃO HÁ, CERTAMENTE, QUAIS­QUER AFINIDADES”

CÓDIGO DE HONRA DO MILITANTE

I. A "Ordem Nova" é, também, Milícia. Três são os seus votos: Silêncio, Servi­ço, Sacrifício.

Ser Militante é um acto de vontade que, pressupondo Fé nos Princípios e Esperança na sua realização, exige, fundamentalmente, a entrega total de todos os momentos da vida a uma mis­são. A nossa, que nos une e transcen­de, e consideramos sagrada, é o resgate de Portugal.

II. O Militante terá sempre presente, que todas as vicissitudes, incluindo o sacri­fício supremo da própria vida, em de­fesa dos Valores Pátrios, que a “Or­dem Nova” consubstancia e cataliza, mais não são do que meros actos de serviço. A eles não se furtará.

III. Ser Militante da “Ordem Nova” é uma distinção e uma honra. Só pode aspirar a enfileirar nessa vanguarda, a perten­cer a esse escol, que é sal e levedura da “Ordem Nova”, quem seja credor des­sa honra e merecedor dessa distinção­.

IV. A valentia é uma qualidade tão impres­cindível e própria de um verdadeiro Militante, como são a honradez e a lealdade. Da valentia não se faz alarde. O Militante deixa que sejam os outros, e sobretudo o adversário, a reconhecê­-la e a Hierarquia a louvá-la.

V. O Militante, sendo voluntário, deve acatar e cumprir as ordens dos seus di­rigentes, já que a hierarquia consentida é a forma mais elevada da liberdade e a disciplina representa a trave mestra da eficácia e coesão da Milícia, na qual, orgulhosamente, nos reconhecemos.

VI. O Militante executará as tarefas que lhe são incumbidas, com perseverança e entusiasmo, presteza e exemplarida­de. Em todas as missões, o Militante recordará que, pela sua actuação, será julgada a “Ordem Nova”, a qual não se compadece com quem a desprestigie, mas honra quem a exalta e serve.

VII. O Militante antepõe sempre o serviço da “Ordem Nova”, a qualquer outra solicitação. As suas horas do dia e da noite pertencem ao Movimento, sem­pre, quando e onde delas necessitar. Só uma causa grave e comprovável será justificação para relevar o Militante da sua omissão.

VIII. O Militante não espera que os seus mé­ritos sejam apregoados, já que de to­dos os outros se espera actuação e comportamento iguais, mas às faltas será dado relevo só para censura e arre­pendimento de quem as comete.

IX. O silêncio, que é um dos votos da Milí­cia, exige, do Militante, que se abste­nha de divulgar, a quem quer que seja e sob que pretexto for, as missões de que foi incumbido. De igual modo, o Militante, nunca manifestará desagra­do pelas tarefas que lhe cabem, nem desconfiança quanto às decisões da Hierarquia, repudiando, sim, a maledi­cência, que mais não é do que a bravu­ra dos cobardes­.

X. O Militante assumirá, em todas as si­tuações, um porte sóbrio e imperturbável, mas em ambientes hostis ou in­diferentes manifestará, com orgulho e afirmação, o seu Ideal Nacionalista, para que nunca o seu silêncio possa ser interpretado como falta de con­vicção ou excesso de prudência.

XI. O Militante sacrifica-se pelo próximo e, sem vacilação, mesmo que arrisque a vida, acorrerá em auxílio do Cama­rada em perigo. Este é o ditame su­premo da “Ordem Nova”, que faz de nós, uma Sagrada Irmandade. Traí-la é trair-se e os traidores são o nojo dos homens de honra.

XII. Servir é a virtude essencial do Mili­tante. Servir com alegria, servir com disciplina, servir com valentia. "Per aspera ad astra", para que, honrando a Pátria, ela o contemple. E essa é a maior e mais digna recompensa de um Português de lei, de um Nacionalista, de um Militante da “Ordem Nova”.

“…E PORTUGAL, QUAL FÉNIX LE­GENDÁRIO, RESSURGIRÁ DAS CIN­ZAS DESTES DESGRAÇADOS E INFA­MES ANOS DE TRAIÇÃO, VILANIA E DESONRA.

PARA TAL LUTAREMOS COM A FOR­TALEZA DA NOSSA FÉ E A CERTEZA DA NOSSA DOUTRINA. O NACIONA­LISMO, ASSIM DEUS NOS AJUDE, VENCERÁ E, COM ELE A PÁTRIA, O TRABALHO E A JUSTI ÇA”

DOUTRINA DE ESTILO DA ORDEM NOVA

I. Entender a vida como rumo e norma de superação e transcendência, fazendo dela Missão e Tarefa. Viver com integridade, sem renúncias, nem vaci­lações. Viver totalmente, sem parce­lar a vida por momentos. Viver plena­mente - como homens -, sem permi­tir que os desaires ou as vitórias, a felicidade ou a desdita circunstanciais de um momento ou de um acontecimento, quebrem a unidade de uma existência forte, íntegra, única e transcendente.

II. Viver com orgulho, altivamente. Conscientes do valor intrínseco da nossa existência. Viver austera e ale­gremente. A verdadeira alegria não é o desregramento. A austeridade ver­dadeira não é a angústia. Sóbrios quando se cumpre. Alegres porque se vive e se serve e essa é a missão indivi­dual e histórica que nos conduz à imortalidade.

III. Viver com humildade, mas nunca de modo hipócrita ou servil. Viver como filhos de Deus. Humildes perante Ele. Fraternos para com o próximo. Fortes e severos para com fariseus e pre­varicadores.

IV. Viver com valentia, sem evitar o sofri­mento ou o perigo. Viver intensamen­te, para sentir até ao âmago, o que nos couber em sorte por desígnio de Deus.

V. Viver com Deus por guia, aceitando a efemeridade e fragilidade da própria vida, e reconhecendo a Sua divina e eterna omnipresença, omnisciência e omnipotência. A existência humana é uma luta de superação em busca da vida eterna. Para se conseguir essa su­peração transcendente não podem existir tergiversões, nem pactuações, nem opostas morais, muito menos quando nos inserimos no campo da actuação política, que consideramos, e deve ser, de exemplaridade.

VI. Viver conscientemente. Conscientes da vida e da morte. Viver de modo a retirar de cada momento que passa, o ensinamento que sempre encerra: o do erro para ser repudiado e não repetido e o do bem para ser associado ao espírito como contributo de experiência e sabedoria.

VII. Viver com coerência, aceitando a vida como caminho para Deus e como ru­mo histórico da Grei, negando-lhe o carácter de irresponsabilidade e de fonte de prazer, que lhe atribui o hedonista.

VIII. Viver tensamente, corpo e alma irmanados numa missão de salvação pró­pria e alheia. Viver por algo e para algo. Para Deus, para a Pátria e para a Grei. Viver dando-se aos outros, ao compatriota, para que ele se dê também. Viver para servir a Nação, para que ela exista e perdure, complementando e integrando a personalidade daqueles que se lhe entregam, também.

IX. Viver com verdade. Sem letargos cobardes, sem saudosismos lamurientos, sem fraquezas indignas. Viver sem desfalecimentos, como se vive em combate. Viver heroicamente, frente ao perigo, preenchendo a existência de feitos e realizações, para morrer com o sentimento do dever cumprido, em plena consciência e com a certeza de que a vida existiu e se não irá esfumar num indiferenciado anonimato.

X. Viver historicamente, burilando lentamente e com modéstia o rosto e o corpo da Pátria. Viver como obreiros da História, fazendo-a, criando-a mo­mento a momento, conscientes da nossa importância pequena, anónima, mas real e indispensável.

Viver e morrer como homem. Viver e morrer com personalidade e não co­mo rebanho. Mas viver em unidade; juntando o nosso esforço e capacida­de aos esforços e capacidades dos outros, que pensam e sentem de mo­do idêntico, para resgatar e melhorar Portugal.

XI. Viver, com generosidade de espírito e nobreza de alma, uma existência lím­pida e marcante de constante supera­ção de Missão e Serviço. Viver em guerra aberta com o meio hostil, su­perando-o, pelo esclarecimento, pela persuasão, pelo exemplo, até à Vitó­ria final.

XII. Viver assim, sempre. Viver com orgu­lho e plenitude. Alegres, sãos, fortes. Conscientes e responsáveis da tarefa e missão, que escolhemos para, com Deus, lutarmos pela Pátria, pelo Tra­balho, pela Justiça. Viver com Amor, forte, viril, franco e altivo. Viver dan­do tudo, para só obter o reconheci­mento da Pátria e a benção de Deus. Este é o Estilo, o nosso Estilo e o alicerce sólido da nossa atitude e da nossa acção resoluta e intransigente, em prol da Ordem Nova.

Por isso o nosso Estilo é parte integrante e enformante do nosso Nacionalismo. É a verdade ética que se afirma como força criadora e redentora, plasmando-se em factos reais pa­ra exemplo, no presente, das gerações futu­ras, herdeiras desta Pátria que a todos nos viu nascer, e que queremos Una, Justa e So­berana, pela vontade militante e isenta do nosso Combate, sob a protecção e graça divi­nas.

“BENVINDOS ESTES TEMPOS DIFICEIS, POIS PERMITEM, TAMBÉM, INDENTIFICAR OS TÍBIOS, OS COBARDES E OS ACOMODATÍCIOS, JÁ QUE OS TRAIDORES SÃO, POR DEMAIS, CONHECIDOS”

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