A Europa das etnias

Texto publicado originalmente pela organização NS espanhola CEDADE

Prólogo

Este texto, muito conciso, foi escrito nos anos 70, muito antes das concepções etnicistas estarem na moda, quando a ideia de Povo ainda não tinha sido manchada por este negócio bairrista das autonomias, que não tem nada de etnicista e muito de interesseiro. Porque uma coisa é apoiar esse amor ao Povo, às suas raízes, à alegre unidade entre povos, unidade de amor e compreensão que não deve evitar a sua diferenciação, a sua riqueza em variedade de línguas e culturas, a sua liberdade de formas de vida, e outra é o egoísmo do dinheiro que usa a máscara dos “povos”, quando não é mais do que mundialismo do dinheiro dividido por zonas.

Por isso ao publicá-lo agora temos de advertir que o nosso amor às etnias, aos povos, às suas diferenças, nada tem a ver com esse afã de gerir dinheiros ou orçamentos locais.

Em Espanha sofríamos então um centralismo genocida da diferença, das línguas e culturas, para agora termos uma democracia igualmente mortal pelo seu mundialismo, a sua uniformização do dinheiro, a destruição de todo o povo numa globalização do euro-dólar.

Amemos os povos do mundo, admiremos e respeitemos as suas diferenças, sem imperialismos de nenhum tipo, e o pior imperialismo é o dinheiro, é o mais uniforme, o mais diferente à cultura e aos povos.

Ramón Baú, 26 de Janeiro de 2001

1. GENERALIDADES

1.1. É preciso recordar que a base do Nacional-Socialismo é a doutrina racialista, de modo que esta deve ser considerada o princípio fundamental. Assim, os problemas da Nação, do Estado e da Europa devem ser analisados totalmente a partir do ponto de vista racialista.

1.2. O conceito de nacionalidade sofreu enormes mudanças ao longo da História. O nacionalismo actual baseia-se fundamentalmente nas ideias democráticas nascidas da Revolução Francesa. Esta nacionalidade legalista e igualitária contém alguns erros básicos:

a) A nacionalidade é concedida por lei, sem atender a considerações de pertença ou não ao povo (um negro ou um mouro podem ser espanhóis se tiverem o passaporte);

b) Tendência para o igualitarismo de todas as partes do conjunto “nacional” marcado por fronteiras históricas totalmente discutíveis, produto de manobras dinásticas, guerras, alianças ou tratados realizados sem pensar na comunidade popular e só na ambição territorial;

c) Concepção do Estado como centro da Nação, de forma que o Estado substitui o povo na formação da nacionalidade.

1.3. Esta tendência legalista e igualitarista tem a sua sublimação nas ideias superdemocráticas do marxismo: internacionalismo, igualitarismo, pátria igual ao mundo, etc.

2. NACIONALIDADE

2.1. O racialismo parte do princípio anti-igualitário de que a diferenciação, a variedade, é um facto positivo e natural que se deve respeitar.

É através da manutenção desta diferenciação, assegurando que cada conjunto popular se mantém dentro da sua própria idiossincrasia, que se pode alcançar o maior grau de elevação espiritual e de estabilidade nacional.

2.2. Assim, como racialistas desejamos a identificação entre o conceito de nacionalidade e a pertença ao povo-etnia correspondente. Por isso, de modo algum se deve entender o nosso nacionalismo no sentido “fascista” de nacionalismo estatizado.

2.3. Só podem ser membros de uma Nação aqueles que pertencem ao povo que a conforma. Entende-se por povo o conjunto de homens com uma origem étnica comum, ou seja, que tenham formas caracterológicas, culturais, linguísticas, costumeiras, religiosas, etc., mais ou menos comuns.

2.4. O Nacional-Socialismo proclama a sua intenção de que se conceda a cada povo o direito a formar a sua própria comunidade dentro da unidade racial de todos os povos brancos.

2.5. Assim, propugnamos a total identidade dos conceitos “Pátria” (como conceito sentimental da nacionalidade), “Nação” e “Povo”.

2.6. Dados os pontos anteriores fica clara a rotunda vontade anti-imperialista do Nacional-Socialismo. A nossa concepção de Nação é contrária ao domínio de vários povos por outro, e portanto contrária ao imperialismo, ao colonialismo e ao internacionalismo.

3. ESTADO

3.1. Hitler afirmava em “Minha Luta”: “É a raça e não o Estado que constitui a condição prévia para a existência de uma sociedade”.

O Nacional-Socialismo considera o Estado somente um instrumento do Povo no seu afã de auto governar-se e sobreviver.

3.2. Assim, todo o pretenso “direito” do Estado que tenda a justificar por “destinos históricos” a submissão de outros povos a um igualitarismo estatista é totalmente contrário à nossa ideologia europeia nacional-socialista.

4. EUROPA

4.1. Ideia racial

4.1.1. A comunidade dos povos brancos chama-se Europa. Assim, ao chamarmo-nos europeus estamos designando a futura organização dos povos brancos.

4.1.2. Ideologicamente falando, toda a ideia geográfica de Europa, como comunidade de alguns povos brancos fixados numa zona geográfica concreta, ou toda a ideia restritiva em relação a algum povo branco, é contrária ao racialismo, e por tanto à mesma Europa.

4.1.3. Na URSS e nos EUA existem amplas maiorias brancas que, ainda que dominadas pelo sionismo, fazem portanto parte da Europa. De modo algum se deve confundir o poder sionista, que os tornou opressores, com as populações brancas que um dia se integrarão na Europa.

4.1.4. A Europa deve ser entendida como uma confederação harmoniosa de povos auto-governados, e não como uma nova forma de rígida unidade imperial.

Só deve existir uma unidade centralizada nas questões que dizem respeito à sobrevivência do povo branco no seu conjunto. Por exemplo, a defesa, relações externas, política demográfica, espaço vital, combate à delinquência, planificação macroeconómica, etc.

4.2. Ideia geopolítica

4.2.1. É evidente que por óbvios motivos geopolíticos a confederação europeia deve começar a realizar-se por aqueles povos mais próximos geográfica e culturalmente. Neste sentido a unidade geográfica europeia actual é um passo prévio iniludível para uma posterior integração de todos os povos brancos.

4.2.2. Pelas mesmas razões geopolíticas deve evitar-se uma atomização política da Europa em micro estados, que debilite a sua unidade, especialmente enquanto as circunstâncias actuais de luta pela sobrevivência permanecerem. Por isso a unidade defensiva europeia é fundamental.

4.2.3. O Mercado Comum Europeu, o COMECON, a OTAN ou o Pacto de Varsóvia não são mais do que a antítese do Ideal Europeu. Nem a união dos interesses económicos da finança mundialista, nem o império colonialista do comunismo poderão ser a base da unidade europeia.

5. CAMINHO A SEGUIR

5.1. Ainda que os pontos anteriores tenham tratado da meta a atingir e dos princípios ideológicos da concepção europeia nacional-socialista, a actuação política é condicionada pela realidade.

5.2. A realidade, ponto fundamental e decisivo no mundo da política, indica que o caminho para chegar a esta Europa dos povos é longo e exige passos intermédios muito ponderados.

A mutação do actual nacionalismo em racialismo, a curto prazo, é impensável.

5.3. A substituição das fronteiras históricas por uma união de etnias autónomas passa por um prévio entendimento entre as pátrias actuais, um esbatimento do actual nacionalismo estreito de fronteiras, uma concepção da realidade dos povos que compõem a Europa, e tudo isto só será possível no âmbito de uma revolução total racialista na Europa.

5.4. Portanto, neste caminho iniciado respeitamos a situação actual das Pátrias históricas, trabalhando para que se vão impondo pouco a pouco os conceitos étnicos, através de autonomias parciais, consciencialização racial, etc., fundamentalmente, e nesta primeira etapa, nos aspectos culturais, administrativos e educativos.

5.5. Além do mais, a História, como gestora da realidade, faz com que em alguns casos as nacionalidades originais sejam difusas e se tenham criado identificações já permanentes entre nacionalidade histórica e nacionalidade racial em algumas zonas.

Nestes casos é tão absurdo negar-se a aceitar a lógica da realidade das nacionalidades raciais para povos que as mantêm como negar as realidades históricas que tomaram força no povo confundindo-se no seu próprio conceito racial.

6. BANDEIRAS E IDIOMAS

6.1. O uso de bandeiras de base racial-étnica de cada povo, assim como a manutenção, uso e difusão dos idiomas populares devem ser apoiados e fomentados pelo Nacional-Socialismo.

6.2. Isto não impede que de forma confederal se estabeleçam idiomas base para relações intereuropeias, ou uma bandeira confederal, política, etc., segundo as circunstâncias o exijam.

6.3. De modo algum o CEDADE se opõe à bandeira vermelha e amarela espanhola, por exemplo, ainda que promova o uso de bandeiras étnicas populares dentro da nossa política favorável à Europa das Etnias.

Há zonas de Espanha nas quais a bandeira vermelha e amarela é ao mesmo tempo um símbolo estreitamente ligado ao povo e inclusivamente ao ser racial branco (por exemplo, nas Canárias, Ceuta ou Melilla, onde chega a simbolizar o europeísmo face às tendências africanistas dos terroristas pagos pela Líbia ou Argélia).

Noutras zonas, por outro lado, pode significar exactamente o contrário, um rechaço à comunidade popular e uma tendência para o imperialismo (como pode ser o caso da Catalunha ou o País Vasco, por exemplo).

7. A EMIGRAÇÃO INTER-EUROPEIA

7.1. O Nacional-Socialismo não se opõe a um contacto próximo e ao intercâmbio entre os povos brancos, apoiando a total liberdade de movimentos entre eles e aceitando os matrimónios mistos, embora não os fomente.

7.2. Tudo isto desde que não se produzam de forma maciça, pondo assim em perigo a vida cultural, a idiossincrasia dos povos receptor ou emissor da emigração.

7.3. Opomo-nos, portanto, às emigrações maciças. Os problemas de falta de recursos de um povo branco devem ser solucionados pela ajuda incondicional e total da confederação europeia, mas não fomentando a emigração maciça.

Em caso de excesso de população ou falta de recursos a solução deve vir de uma política de espaço vital conjunta.

7.4. Consideramos separatismo precisamente a falta de vontade de apoio entre os povos europeus. Não se pode considerar separatismo os desejos de auto-governo dos povos europeus, mas sim o ódio, o rancor ou a falta de ajuda entre eles.

8. ESPAÇO VITAL

8.1. A falta de espaço vital dos povos brancos é um problema comum à confederação europeia. Mas nas circunstâncias actuais o problema não é a falta de espaço ou de recursos, mas sim a baixíssima taxa de natalidade dos nossos povos.

As zonas que actualmente são controladas pelos povos brancos poderiam receber sem grandes problemas uma população dez vezes maior.

8.2. Actualmente o problema mais grave é evitar que as massas de cor invadam a Europa e os territórios brancos, não pelas margens, mas pela invasão demográfica fomentada pelo sionismo.

Na luta pela sobrevivência e desenvolvimento dos nossos povos não devemos descartar a necessidade ou a possibilidade, infelizmente, de um confronto bélico com povos não-brancos.

Por isso, difundir e alimentar ideias pacifistas nas circunstâncias actuais, quando o mundo não-branco se prepara para nos invadir sob a pressão da sua incapacidade para se alimentar, é uma flagrante traição à Europa.

8.3. Devem-se evitar, por todos os meios, as situações parecidas com as do Brasil ou EUA, onde o caos racial ameaça totalmente a sobrevivências da nossa raça. A presença maciça de outras raças entre os povos brancos deve ser evitada custe o que custar.

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