A Europa. Que Europa?

Por Anónimo

No recente II Congresso Nacionalista Português, uma das questões levantadas foi a já tradicional discussão sobre a vocação ultramarina portuguesa e a sua política externa: deve Portugal virar-se sobre o Atlântico (leia-se África) ou sobre a Europa?

Que fique bem claro desde já: de África só pode vir uma coisa: PROBLEMAS!

Ainda recentemente o P.M. português foi a Angola negociar um perdão da dívida! Será que nos interessa ter como "parceiros" comerciais países que não pagam o que devem? Devem os empresários portugueses apostar em África, para, no futuro, voltarem a perder tudo? E não esquecer que actualmente as trocas comerciais portuguesas realizam-se sobretudo com os parceiros comunitários. Não há nenhum motivo para tentar inverter esta tendência “enterrando” dinheiro em África.

Por outro lado, a imigração (leia-se invasão) africana, privilegiada, em nome de uma suposta "afinidade" cultural só nos pode trazer mais problemas. Quem não se lembra do triste caso dos 200 "irmãos" africanos que, há pouco tempo, assaltaram um comboio da linha de Sintra? Guetos, gangs e SIDA, são coisas de que não precisamos!

A opção óbvia é a Europa. Mas que Europa? De certeza que não esta Europa. Uma Europa dos eurocratas de Bruxelas? Uma Europa ao serviço de interesses pouco claros e muito sinistros? Uma Europa, tipo rolo compressor, que arrasa Nações e soberanias? Uma Europa de indivíduos desenraizados? Uma Europa cosmopolita? Esta não é a nossa Europa; esta não é a Europa que nós queremos.

Num texto de 1956 (que pode ser consultado on-line no sítio: www.oswaldmosley.com), Oswald Mosley, antigo líder da British Union of Fascists, defende, entre outras coisas a ideia de uma "Europa Nação". Ou seja, uma Europa unida, contra os blocos que a oprimiam: EUA e URSS. De notar que Mosley escreveu numa altura em que as potências Europeias possuíam, ainda, grandes impérios coloniais, e a sua ideia era exactamente a de criar um grande espaço geoeconómico, que englobasse a Europa e as suas colónias, que nos permitisse isolar-nos do caos da economia capitalista, desenvolvendo uma economia fechada sobre esse espaço, e que ao mesmo tempo nos permitiria enfrentar as duas super-potências.

É claro que hoje, tal projecto não faz sentido. Não faz sentido, porque a Europa já não possui as suas colónias, e não faz sentido porque só resta uma super potência, mas faz todo o sentido, um projecto semelhante, devidamente actualizado. Um projecto para uma Europa solidária, respeitadora das diferenças nacionais, e acima de tudo, uma Europa consciente dos inimigos comuns que enfrenta. Essa é a Europa que nós queremos, Europa essa, que tem que incluir a Rússia (obrigatoriamente)! A Rússia, pela sua dimensão, importância geopolítica, capacidade militar (ainda que debilitada) é fundamental na construção de uma alternativa capaz de enfrentar o mundialismo, além de que não há nenhum motivo, nem nada a ganhar com a manutenção das velhas desconfianças entre o ocidente e o oriente ortodoxo. Os russos fazem parte do mesmo tronco comum a todos os Europeus, por isso o seu lugar é, por direito próprio, no seio dos seus irmãos europeus. Aliás, a Rússia, é hoje uma chama de esperança – veja-se o caso da Iukos, e outros - pois parece ser o único país europeu capaz de fazer face ao domínio Sionista. Os russos parecem manter ainda muita da fibra necessária para enfrentar os desafios do futuro enquanto que os europeus do ocidente próspero parecem adormecidos pelo conforto e pelas ideologias materialistas dominantes. Quem sabe, se não partirá da Rússia, a reconquista da Europa?

Quanto à actual UE, é para nós, óbvio que vai falhar. Vai falhar porque é uma construção artificial, feita por burocratas (que o povo nunca viu) ao serviço de interesses muito obscuros. Vai falhar porque é construída com base no interesse: aos países "pequenos" interessa "sacar" o mais possível aos "grandes", e aos "grandes" interessa submeter os pequenos, e a todos interessa destruir as identidades nacionais. No meio de todos estes interesses, só os interesses da verdadeira Europa não são salvaguardados.

Quanto ao futuro da UE, parece mais que certa a construção de um estado, pior do que Federal, unitário. É uma monstruosidade aberrante; é uma construção artificial, feita de cima para baixo, sem o consentimento das Nações e contra o seu interesse, cravada de contradições internas, e por isso destinada ao fracasso.

Outra questão fundamental a debater é a Turquia. Quanto a nós, a Turquia, por ser um corpo estranho à Europa (geográfica, cultural, religiosa, histórica e etnicamente) nunca se poderá integrar nesta. Não nos compete analisar aqui as razões pelas quais a Turquia não pertence à grande civilização europeia. Esse tema já foi amplamente discutido e os argumentos contra são por nós amplamente conhecidos. Não vale a pena repetirmo-nos. Além do mais é claro como a água que a Turquia não é mais do que um cavalo de Tróia americano no seio dos Europeus: mais uma vez os americanos aplicam a velha máxima divide et impera.

Vistas bem as coisas quase que nos apetece gritar “venha de lá a Turquia!”. Confusos? Não tem nada que confundir: quantos mais corpos estranhos forem introduzidos na UE, mais depressa ela se desmoronará, porque é para nós claro, que, como diz a sabedoria popular, aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Quanto mais depressa a actual UE for destruída, mais depressa se poderá construir uma verdadeira Europa de solidariedade, frente aos inimigos comuns. No entanto, enquanto for possível salvar a actual UE devemos tentar fazê-lo; a partir do momento em que esta entre numa rota de autodestruição inevitável cabe-nos ajudar à sua destruição total.

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