A Alternativa Identitária face à questão do aborto

Texto publicado no extinto blogue Alternativa Identitária

A polémica em torno da despenalização do aborto, abordada profusamente pelos partidos e demais organizações esquerdistas, desesperados na procura de causas, e explorada pelo subserviente aparelho mediático, que contou com a envergonhada, mas não menos hipócrita, complacência da direita, merece a severa repreensão e um sonoro grito de denúncia dos identitários perante o circo encetado para a opinião pública, alvo de abjectos jogos partidários.

Torna-se imperativo insurgir-nos contra a manipulação da questão do aborto uma vez que demonstram manifestamente o claro intuito da nossa aviltada classe política em desviar a atenção do povo dos verdadeiros problemas que dramaticamente afligem o nosso país, como são a colonização de Portugal pelos invasores imigrantes não-europeus e consequentes problemas económicos e sociais inerentes.

Não obstante, a Alternativa Identitária não menospreza o assunto relativo ao aborto e desse modo as nossas posições são as seguintes:

- A vigente legislação da república no que concerne ao aborto obtém a nossa completa aprovação, uma vez que contempla a permissão da interrupção da gravidez, medicamente assistida, nos casos limites, ou seja, violação, malformação congénita do feto e perigo de vida da mãe.

- Consideramos o aborto um acto “contra natura”, na medida que impossibilita o nascimento de um ser humano. Cientes dos possíveis problemas que afectam as mulheres que procuram interromper voluntariamente a gravidez, essa decisão contudo, não é, nem poderá jamais ser, uma decisão unilateral, dado que o homem, progenitor, tem também um papel interveniente e responsável. É preciso contar em igual medida com o superior interesse da criança, que poderá permitindo-lhe nascer, ser adoptada, criada e educada no seio de um casal que aguarda a sua vez na lista de adopções.

- Opomo-nos veementemente à despenalização porque não se pode encarar somente o depois (efeito) e desviar as atenções do antes (causa), ou seja, exigimos uma cultura cívica de responsabilidade radicalmente antagónica com a cultura da libertinagem veiculada pela esquerda que reivindica o facilitismo para um assunto desta jaez. Mais, torna-se incompreensível a defesa da despenalização do aborto pela esquerda, quando esta paradoxalmente, fala do rápido envelhecimento da população portuguesa e a urgente necessidade de mais imigrantes. A taxa de mortalidade não se combate com imigrantes, mas com mais e mais bebés portugueses!

- O Estado não se pode demitir das suas funções tutelares. É preciso fomentar institucionalmente um dispositivo social de prevenção. Se bem que a educação começa em casa, compete ao Eestado a implementação de uma efectiva educação sexual nas escolas. A via pedagógica evita a via judicial.

Portanto, é imperativo que o estado crie as necessárias condições sociais para que as mulheres e homens portugueses possam realmente desejar os seus filhos, evitando assim o processo traumático do recurso ao aborto.

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