Entrevista a Filipe Batista e Silva

Entrevista realizada pela redacção do Causa Nacional a Filipe Batista e Silva, redactor do extinto Portal Nacionalista

1. Podes falar-nos um pouco do teu trabalho no movimento nacionalista?

Apesar dos meus sentimentos patrióticos se terem começado a manifestar desde muito cedo, a verdade é que só entrei em contacto com o movimento nacionalista por volta dos 16 anos de idade. Esse primeiro contacto surgiu por intermédio dos canais de conversação na Internet, aonde conheci outros jovens nacionalistas. Com o tempo e através de leituras e novos conhecimentos, fui aprendendo a racionalizar politicamente os meus sentimentos patrióticos. Assim que me tornei num nacionalista convicto, por volta dos meus 18 anos, decidi que tinha que fazer alguma coisa pelo meu país. Queria sentir-me útil à Pátria.

Nessa altura, o Partido Nacional Renovador (PNR) tinha acabado de se criar e não havia outros projectos de peso no horizonte. Desde sempre senti que o meu trabalho deveria ser canalizado para um partido político e não para um daqueles 1001 grupúsculos nacionalistas que vão aparecendo e desaparecendo fugazmente, por mais bem intencionados que os seus membros sejam. Integrei-me rapidamente no PNR e desde logo comecei a trabalhar activamente, nomeadamente com camaradas do Porto e de Aveiro. Desde essa altura que o meu activismo tem sido bastante polivalente. Fui fazendo um pouco de tudo: filiação de novos militantes, colagem de cartazes, distribuição de panfletos, colaboração em diversas revistas nacionalistas, tais como a JovemNR, idealização e produção de meios informativos (cartazes e panfletos do PNR), entre outras coisas…

No passado mês de Julho (2004) o Núcleo do Porto escolheu-me para coordenar o núcleo juntamente com o camarada Carlos Branco. Reformulei o núcleo de modo a torná-lo mais eficiente e activo. As metas que estabeleci para o núcleo do Porto são: continuar com campanha nacionalista regular, apresentar uma lista à Câmara Municipal do Porto e realizar conferências abertas à população.

De resto, iniciei em Agosto passado um novo projecto na Internet, o Portal Nacionalista (www.portugalsempre.com), que é um projecto bastante ambicioso e que me está a ocupar alguma parte do meu escasso tempo livre.

2. Como surgiu a ideia do Portal Nacionalista?

O Portal Nacionalista surgiu da necessidade de preencher um vazio que se fazia sentir na Internet portuguesa pela falta de um espaço de referência afecto à área nacionalista. Devo dizer que não detenho o exclusivo da ideia inicial. Tanto o José António como o Sérgio Martins estiveram na base da criação deste projecto e prestaram uma ajuda imprescindível.

O Portal Nacionalista nasceu, portanto, para ser um pólo de referência para todos os nacionalistas portugueses, pois foi concebido para ser uma fonte de notícias sobre a militância nacionalista em Portugal e na Europa. Além disso, contém um arquivo permanentemente em actualização com artigos variados (da ideologia à actualidade política, passando também pela ciência e ecologia), sondagens, reviews culturais, etc. Em duas palavras, o Portal Nacionalista é um espaço de reflexão e acção.

3. Recentemente a redacção do Portal Nacionalista foi a um colóquio da Terra e Povo, em Valência. Quais foram os conhecimentos que extraíste desse contacto internacional? E que benefícios têm esses contactos?

O I Colóquio da Terra e Povo em Valência foi muitíssimo rico do ponto de vista ideológico e metapolítico. Estiveram presentes as sumidades do pensamento identitário actual, tais como Guillaume Faye, Pierre Vial e Pierre Krebs. Escusado será dizer que ouvir as suas comunicações e falar directamente com essas personalidades, absorver o seu conhecimento e a sua experiência foi extremamente enriquecedor.

Uma das coisas que tive a oportunidade de conhecer mais a fundo foi o novo modelo de Europa que os membros e simpatizantes da Terra e Povo preconizam: Uma Europa fortaleza, federada, que se estende territorialmente dos Açores até aos montes Urais, e unida pelo cimento da raça e da civilização comuns, ainda que com autonomias étnicas internas. Essa nova Europa resultaria de um compromisso voluntário de todos os povos europeus, saído da queda da actual ordem estabelecida (falência do demo-liberalismo e do sistema económico mundial). Devo frisar que sou céptico relativamente a alguns dos pontos deste novo modelo Europeu, pois achei irrealistas algumas das soluções ali defendidas. Não obstante, é sempre positivo conhecer as novas teorias que circulam no meio intelectual nacionalista e identitário.

Tenho a felicidade de já ter estado presente em outros encontros internacionais e, por isso, sei bem a importância que têm. A troca de experiências, o convívio e a aprendizagem que resultam destes encontros é, não só extremamente enriquecedora do ponto de vista ideológico, mas também encorajadora do ponto de vista da acção. Os contactos entre nacionalistas de toda a Europa não são inéditos. Já nos anos 20 e 30 eram frequentes os encontros internacionais entre as diversas forças nacionalistas europeias.

4. O futuro será uma política europeia comum e a construção de projectos como a Frente Nacional Europeia?

Assistiremos com certeza a um fortalecimento dos elos entre as várias forças nacionalistas da Europa e não há dúvidas que se intensificarão os encontros e a cooperação entre os diversos movimentos nacionalistas europeus. Havendo vontade e recursos, as “federações” de partidos nacionalistas, como a EuroNat e a recém criada Frente Nacional Europeia, podem vir a desempenhar um papel indispensável junto das instâncias supra-nacionais, e tornarem-se importantes plataformas para a coordenação e gestão de sinergias, nomeadamente com vista a combater em prol de causas comuns, como por exemplo contra a imigração, contra a entrada da Turquia e de Israel na U.E, ou a favor de uma Europa livre dos compromissos com os EUA e China.

Essas plataformas europeias são também, em meu entender, os locais mais indicados para se iniciar a reflexão sobre o futuro modelo de Europa que queremos construir. Nesse plano, muito há ainda por fazer. Deparamo-nos com uma União Europeia extremamente burocratizada, regulada e institucionalizada. É preciso saber o que fazer com as imensas estruturas criadas e os tratados assinados ao longo de todas as últimas décadas. Reformá-los? Eliminar tudo e construir tudo de base? Enfim… Creio que nos temos que debruçar sobre todas essas questões, pois são matérias muito sérias e de grande responsabilidade.

Mas de resto, não creio que os partidos nacionais deixem alguma vez de ser os principais actores da mudança e os principais detentores da voz alternativa em cada um dos seus respectivos países. A cada nação, o seu respectivo movimento nacionalista.

5. Que papel poderá Portugal desempenhar num movimento nacionalista europeu?

Para ser franco, Portugal não tem, actualmente, nada para oferecer ao movimento nacionalista europeu. Em primeiro lugar, porque somos um dos países aonde o movimento nacionalista está mais atrasado e descoordenado. Em segundo lugar, porque somos um pequeno país cuja situação interna, por mais satisfatória que se venha a encontrar no campo do nacionalismo, pouca influência poderá exercer no conjunto do movimento europeu. Não estou com isto a dizer que, no futuro, encontrando-nos mais fortes e organizados, não possamos ter um papel mais activo e meritório no seio do movimento europeu. O nacionalismo português não tem que ser necessariamente passivo. Podemos ser activos em inúmeras áreas, a começar pela actividade intelectual e cultural. Daí a grande necessidade de formarmos os nossos quadros superiores de excelência e de abrirmos portas a um renascimento cultural.

Mas, hoje em dia, e para ser realista e pragmático, o movimento português deve aproveitar ao máximo tudo aquilo que puder receber de movimentos estrangeiros mais desenvolvidos, nomeadamente a nível de formação de quadros médios e superiores e, porque não, até a nível financeiro. Temos que aproveitar o know-how que fortes movimentos nacionalistas europeus, como o francês, o britânico e o alemão foram adquirindo através de décadas de luta e experiência. Mas o maior impulsionamento que o movimento nacionalista português poderá alguma vez receber, será, sem dúvida alguma, a vitória eleitoral de um grande partido nacionalista num grande país europeu.

6. Têm surgido ultimamente novos projectos políticos a nível de Internet. Qual é a tua opinião sobre o aparecimento de tantos projectos da área nacional?

Obviamente positiva! A Internet é uma excelente forma de furarmos o cerco da comunicação social. É um meio exultante que nos permite, em pouco tempo e com modestas quantias monetárias, tornar a voz nacionalista acessível a milhões de portugueses à distância de um clique, e sem margem para censuras (por enquanto...). Dentro de alguns anos, a esmagadora maioria da população portuguesa terá acesso frequente à Internet. É preciso fazer chegar a toda essa gente a nossa voz. É preciso inundar a Internet de nacionalismo. Quantos mais blogues, portais, páginas e foros, melhor!

Felizmente, têm surgido projectos na Internet bastante interessantes e válidos, como é o caso da Causa Nacional, do ECONAC e mesmo do Reconquista. Destacam-se também pela positiva diversos blogues. Mas não poderia deixar de lamentar a descontinuidade de excelentes projectos como o foram o Imigport e o Inconformista... A Internet é, e terá que ser ainda mais, um terreno privilegiado para a divulgação das nossas ideias. E não se pense que tudo se esgota no que já existe. É possível explorar muitíssimo mais este poderoso e imenso meio que é a Internet.

Deixo apenas uma ressalva: A Internet tornou-se um autêntico meio de activismo e militância (designadamente no campo das ideias) que tem cativado centenas de nacionalistas portugueses. Mas é bom que não nos olvidemos que o futuro da nossa causa se joga também (e sobretudo) nas ruas das nossas vilas e cidades. Sem esse trabalho de contacto real com as populações, jamais obteremos a confiança do país. Não se pode cair no grave erro de relegar para segundo plano as outras frentes de acção!

7. O Portal Nacionalista está para durar? O que podemos esperar para o futuro?

Durará enquanto o projecto tiver validade e utilidade e enquanto eu tiver tempo e disponibilidade para lhe dar seguimento. Há muitos projectos que nascem pequenos e pouco ambiciosos mas que vão crescendo e melhorando com o tempo. Este, pelo contrário, nasceu já grande e ambicioso. Por isso, o que mais espero é poder corresponder à ambição inicial do projecto. Se houver mais tempo e imaginação, poderão surgir algumas surpresas. Por enquanto, os visitantes do Portal Nacionalista podem contar com a continuidade do trabalho que até tem sido desenvolvido.

8. E o futuro do nacionalismo em Portugal é risonho?

É meu entender que o que vier acontecer em Portugal em matéria de mudança política dever-se-á mais às circunstâncias internacionais e a macro-acontecimentos do que ao trabalho meritório dos nacionalistas ou sequer ao crescimento da simpatia do povo para com o nacionalismo. A haver uma efectivação do poder nacionalista em Portugal (e na Europa), isso dever-se-á sobretudo a imperativos histórico-acontecimentais inelutáveis que obrigarão a uma inflexão drástica no campo da política e da sociedade. Para poder apresentar esta tese, terei que me alongar um pouco, e fazer um esboço do quadro internacional que se está a desenhar.

Em dado momento da história mundial (nomeadamente ao longo de toda a década de 90), creu-se que o progresso social e económico não iria jamais abrandar; que haveria dinheiro para distribuir pela maior parte dos necessitados; que o sistema capitalista mundializado promovia a distribuição de riqueza e prevenia a ocorrência de graves crises económicas; que poderíamos destruir as identidades culturais, a moral e a família e substituir tudo isso pelos anti-valores progressistas, pelo individualismo e hedonismo; que a medicina iria encontrar respostas para todas as doenças e epidemias; que a ciência encontraria soluções para os abusos cometidos sobre o meio ambiente; que os conflitos bélicos tenderiam a extinguir-se ao ritmo da (hipotética) democratização do terceiro-mundo. Na base lógica destas crenças, continua a avançar a religião onusiana (de ONU) que, desde a sua criação, começou a impor – através dos meios de comunicação social e pela coação intelectual e cultural – uma nova moral baseada no igualitarismo humano, no relativismo cultural e moral e no pacifismo positivista. Esta religião mundial conduziu, entre outras coisas, à imposição, no ocidente, da aceitação social de comportamentos anti-naturais como a homossexualidade e o aborto, bem como ao estímulo da rebelião da mulher contra o homem e à imigração desregulada. Mas mais grave que tudo isso, a religião onusiana tem servido de argumento ao governo mundial – que, para existir, terá fatalmente que ser tirânico, anti-democrático e totalitário, ainda que sob a capa de um pretenso humanismo.

Mas décadas após a “evangelização” à escala global da religião onusiana e da difusão dos liberalismos e socialismos optimistas, hoje, em pleno séc. XXI, o estado do mundo ilustra perfeitamente o desmoronar de cada um daqueles mitos do progresso eterno e da fraternidade mundial. Segundo Guillaume Faye, o mundo está a precipitar-se para uma “convergência de catástrofes”, a ocorrer até 2020. Entre elas encontram-se a económico-financeira, a demográfica e social, a ambiental e a geopolítica. Debrucemo-nos nessas linhas de catástrofe com mais algum pormenor:

- As economias europeia e norte-americana estão em clara recessão, não se prevendo qualquer retoma futura. O desemprego aumenta. As desigualdades entre blocos regionais, estados e classes estão a aprofundar-se. O capitalismo, ao invés de conduzir a uma distribuição de riqueza, conduziu à concentração da propriedade. Graças à quebra da fecundidade, os sistemas de segurança social faliram, e assiste-se a um progressivo desmantelamento dos mecanismos de justiça social, sem nada que os substitua.

- A diluição dos valores, da moral, da família e das identidades culturais e étnicas está a “descalcificar” as sociedades, levando-as à anarquia, à confusão e à incerteza. Por um lado, as baixas taxas de natalidade, a explosão do divórcio, o aumento das famílias mono-parentais, o aborto, o advento das sexualidades alternativas e, por outro, o consumismo, o aumento exponencial das doenças depressivas e dos suicídios, da marginalidade, da toxicodependência, do pequeno crime e da alta corrupção são apenas algumas das consequências da “descalcificação” das sociedades ocidentais que se foi processando paulatinamente ao longo de toda a segunda metade do séc. XX.

- Todos os anos surgem novas epidemias e doenças (tanto no homem como nas espécies animais e vegetais da cadeia alimentar), aparecem novas mutações de vírus e reaparecem vírus multi-resistentes que se davam por extintos. E o que está a acontecer é que a medicina não está a conseguir acompanhar este ritmo alucinante. No que ao ambiente diz respeito, a actual geração já sente os graves efeitos que a gula humana provocou. Sucedem-se catástrofes ambientais (dilúvios, secas, tornados, sismos) a um ritmo até agora nunca assistido pelo homem; o nível das águas do mar aumenta de dia para dia; os rios e os aquíferos secam e/ou estão poluídos; o nosso frágil sistema atmosférico está a abrir brechas. Enfim, o clima está em acelerada mutação, transitando da harmonia para o caos e o extremo. No futuro, poderão existir extensos territórios praticamente inabitáveis (imagine-se as pressões demográficas que tais acontecimentos poderão gerar!), localizados, grosseiramente, entre as latitudes 30º N e 30º S devido ao aquecimento global.

- No plano das relações internacionais, gera-se um clima cada vez mais tenso; as guerras não terminaram, antes multiplicam-se; as fronteiras entre blocos civilizacionais vincam-se. A ascensão da China a super-potência mundial, a proliferação de armas nucleares e o recrudescimento do ódio muçulmano são alguns dos focos mais problemáticos. Por outro lado, desenham-se conflitos civis inter-étnicos, não só no terceiro-mundo como no seio da própria Europa graças à invasão e ocupação do nosso território por massas humanas alógenas que procuram desesperadamente por um “lugar ao sol”. Só em França, estima-se que a comunidade muçulmana atinja 6 a 7 milhões de habitantes, com incrementos anuais na ordem das dezenas de milhar; em Portugal, os residentes não-europeus constituem já mais de 5% da população… O pequeno crime étnico violento que hoje em dia fermenta nas grandes metrópoles europeias é apenas a antecâmara de uma provável guerra entre invasores e invadidos.

Tudo isto pode soar a fatalismo, mas a realidade é que a Europa da primeira metade do séc. XXI não será seguramente um lugar de paz, abundância e desperdício como até aqui tem sido. Perante todos estes problemas, a questão que se coloca é: será que o actual sistema político demo-liberal encerra os mecanismos e as estruturas ideológicas que lhe permitam fazer frente aos desafios que aí vêm? É óbvio que não. O actual sistema está totalmente desgastado e corrompido e já nem sequer conta com a confiança da grande maioria da população (veja-se, por exemplo, as crescentes taxas de abstenção nas eleições por toda a Europa). Há um grande sentimento de descrédito da população relativamente à política e aos políticos actuais. Não vou escondê-lo: A oportunidade dos nacionalistas reside nos erros clamorosos e suicidários das actuais políticas. Quando as crises acima apontadas se começarem a convergir umas com as outras, só restará uma solução: A mudança de paradigma, mudança essa que apenas poderá ser operada por aqueles cuja ideologia melhor se adequar à gestão de tempos de crise e por aqueles que melhor puderem restabelecer a ordem natural das coisas. O nacionalismo, pela sua visão do mundo não-igualitarista, meritocrática, pró-vida e realista, bem como pela sua capacidade de unir os esforços e as vontades nacionais em torno de grandes metas, é a ideologia mais adequada ao mundo de ferro e fogo que nos aguarda impacientemente.

Não sei qual o derradeiro acontecimento que irá levar os nacionalistas ao poder em Portugal – se um acto eleitoral, se a ocupação de um poder vazio, se será uma transição pacífica ou um processo turbulento. Mas isso pouco interessa, pois a nossa chegada ao poder é algo que terá que ser preparada ao longo dos próximos anos. Antes de chegarmos ao poder já teremos que estar destinados a lá estar, e isso, só a história, conjugada com o nosso merecimento, poderá determinar. Mas estou convencido que a história nos seleccionará.

9. Para terminar a entrevista, queres salientar algum aspecto?

Sim. Quero aproveitar esta oportunidade que a Causa Nacional me ofertou para apelar a todos os seus leitores à acção militante e dedicada. Quando eu digo que a história nos vai seleccionar, não estou a dizer que estejamos predestinados e que, por isso, a nossa acção militante é dispensável ou pouco determinante. Espero que não tenham entendido dessa forma! Quem me conhece pessoalmente sabe o quanto eu valorizo a militância e a acção e o quanto meço os meus camaradas pelo tempo e esforço que dedicam à Causa.

Apesar dos factos histórico-acontecimentais futuros irem determinar, em grande parte, a vitória dos nossos ideais, tal não significa que a história, por si só, faça o trabalho que nos cabe a nós fazer. Para aproveitarmos as oportunidades da história é preciso trabalhar muitíssimo!!! Desenganem-se os pregadores e os crentes da facilidade. Nada neste mundo se conquista sem esforço e perseverança. E não basta o esforço no sentido físico. É necessária também uma boa dose de QI estratégico e político, que consiste sobretudo em saber aproveitar os momentos certos para agir, empregando os meios mais eficazes à consecução das metas estabelecidas.

Ao longo dos meus anos de militância, já lidei com muitos nacionalistas. Infelizmente, a grande maioria daqueles que estabelecem um primeiro contacto connosco apresenta inúmeras desculpas – a maioria delas esfarrapadas – para não trabalhar. Ora é a falta de tempo, ora a falta de dinheiro, ora o medo. Todos temos tempo e dinheiro para a Causa se os racionarmos e se não os desperdiçarmos em estupidificantes sessões de cinema e pipocas, em jogos de computador ou programas de TV, em tabaco, em noitadas de cerveja ou discotecas…

Alguém disse que ser militante não tem os seus sacrifícios e não implica algumas restrições? É óbvio que há sacrifícios e restrições. Mas tem também os seus ganhos! E o primeiro de todos é para com a nossa consciência. Ao trabalharmos para Portugal, sentimo-nos úteis e candidatamo-nos a um lugar na História. Afinal de contas, há algo na Terra mais dignificante do que lutar pela nossa terra e por ideais justos? Miserável e desprezível aquele que vive unicamente para satisfazer os seus desejos carnais!

No nacionalismo português, quase tudo está ainda por construir: uma plataforma política forte, núcleos locais activistas, actividade intelectual e doutrinária, promoção cultural, activismo de cidadania, etc. Há lugar para todos!

“Quem falha em preparar-se prepara-se para falhar”, é um pensamento que deve acompanhar todo o nacionalista!

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