Gemeinschaft und Gesellschaft: Comunidade e Sociedade – um estudo sobre a decadência da sociedade Europeia

por PG, publicado no extinto blogue Alternativa Identitária

O sociólogo alemão Ferdinand Tonnies (1855-1836) foi um impulsionador nos estudos da Sociologia. É principalmente lembrado por ter distinguido dois conceitos de grupos sociais. Tonnies argumentava que há dois tipos básicos de vontade humana: a vontade essencial (que é a força orgânica, oculta e instintiva) e a vontade arbitrária (que é uma força deliberada, com um fim a atingir). Grupos que se formam com base na vontade essencial, em que ser membro era auto-gratificante, Tonnies chamou Gemeinschaft. Grupos em que a pertença era sustentada por um fim instrumental, Tonnies chamou-os de Gesellschaft.

Como nacionalistas identitários, acreditamos que a nossa identidade etno-cultural é o valor máximo a preservar. Logo, não admira que um estudo mais aprofundado das teorias de Ferdinand Tonnies seja imperativo.

É essencial então, perceber como chegamos ao modus vivendi actual. As sociedades que se desenvolveram a partir de comunidades orgânicas respeitam o indivíduo. As comunidades orgânicas eram baseadas, como foi dito, numa vontade essencial. Algo que estava incutido no inconsciente, na maneira de ser, na mundovisão partilhada, no que era natural. Um indivíduo estava inserido numa família, organizada de acordo com leis naturais. Era respeitado e respeitava a ordem. Pois sentia que era parte de algo importante, algo intemporal algo maior. Estas eram ligadas por sentimentos comunitários.

À medida que a história foi progredindo, comunidades maiores, multi-étnicas e multi-culturais foram surgindo. Estas eram unidas por sentimentos de sociedade. O que as unia era apenas a necessidade de trocas comerciais e fornecimento de serviços.

O resultado desta mudança foi a sobreposição dos valores económicos aos valores do povo. As ideologias que derivaram desta mudança foram o liberalismo e o marxismo. O aparecimento do liberalismo dá-se com o fim do sentimento de comunidade. O indivíduo tem a liberdade política e económica.

Ora, sendo assim, uma pessoa deixa de "ter de" fazer e passa a "escolher não fazer". É de notar que não se fala em ser mandado ou obrigado a fazer qualquer coisa, mas sim o fim de uma ordem natural, ou seja, o fim da comunidade orgânica. As trocas comerciais e a prestação de serviços passam a ser o essencial. Os valores etno-culturais passam a ser secundários.

O marxismo nasce precisamente do liberalismo económico. Liberalismo esse que cria, claro, diferenças na posse de bens materiais. Não no sentido de ter mais ou menos do que alguém ser mau, mas se de facto a única coisa que caracteriza alguém é a quantidade de posses que tem... Logo, Marx afirma que temos de acabar com a guerra de classes e criar um novo homem destituído de bens materiais e da posse dos mesmos. Como? Acabar com a propriedade privada.

Sobrepondo os valores económicos aos valores culturais, tão bem exemplificado na famosa frase: proletários do mundo, uni-vos! A visão reducionista da história pela parte de Marx foi de facto, um erro.

Hoje em dia, o "espectro que assombra a Europa" é outro.

O meio onde hoje vivemos pode ser facilmente descrito por algumas palavras.

Individualismo – o indivíduo sobrepõem-se à sua família, a sua nação/tribo.

Inveja/materialismo – graças ao advento da sociedade de consumo que cria e manipula as necessidades de cada um criando cada vez mais uma noção de ter e de não ter.

Inversão de valores intemporais/materialismo espiritual – a transição de um mundo local para um mundo global – imigração em massa, a terceiro-mundialização do Mundo ocidental. A desacralização da natureza, contrário à mundovisão do homem Ocidental. Utilização de algumas prácticas sexuais menos comuns como ideologia.

Etno-masoquismo – sentimento de culpa associado à pertença a uma determinada etnia. Principalmente nos Europeus, culpados de praticar um racismo histórico contra outros povos. Hoje sentem-se culpados, muitas das vezes sem razão. Não somos culpados pelos erros dos nossos antepassados.

Xenofilia – amor irracional a tudo o que é estrangeiro, exótico ou cosmopolita. O que não significa o desconhecimento de outras culturas. Significa sim, a sobreposição cultural do estrangeiro e cosmopolita às particularidades locais de cada região etno-cultural.

Cabe a nós, nacionalistas identitários, traçar-mos o caminho da verdadeira comunidade portuguesa e europeia...

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